31 julho 2012

Mais Caio Blat



por Victor Zacharias

Nota oficial da prefeitura:

"A Secretaria Municipal de Comunicação Social (Secom) filmou a palestra do ator Caio Blat e a divulgou em seu canal institucional no Youtube, como faz com todas as atividades públicas promovidas pela Prefeitura. Em nenhum momento houve exploração comercial da imagem do ator. Também não houve qualquer distorção ou montagem em suas declarações.

Diferentemente do que afirma o ator Caio Blat em sua nota oficial, a retirada do vídeo de sua palestra do YouTube da Prefeitura deSuzano foi feita sem necessidade de interpelação judicial e por decisão da Secom, atendendo à solicitação dele. A visita do ator foi importante para a classe artística do município, mas a repercussão do caso não trouxe qualquer benefício à cidade, que já recebeu diversos outros artistas, entre os quais Ariano Suassuna, Paulo Betti e Antônio Abujamra." 

Secom Suzano

Caio Blat diz que se arrependeu




A reação foi inesperada. Depois de "bombar" as redes sociais e os blogs sujos, veio uma avalanche de telefonemas da Globo. Autores, diretores, atores e técnicos, muitos indignados pelo que chamaram de: "estar armando o bandido". Caio então foi convencido de que "estava sendo usado" e preferiu se retratar. Errou de novo. O incêndio já tinha tomado "a pradaria". Agora, além da humilhação, vai amargar a geladeira implacavel da TV Globo. Mas como diz um slogan criado por eles próprios: "Nada substitui o talento" e, estou certo, assim como Mário Gomes, Caio Blat dará a volta por cima.
Veja a nota do ator se retratando:

30 julho 2012

Caio Blat: "Tenho nojo da Globo".




por Victor Zacharias


Ele foi produtor de seus últimos filmes, por isso descobriu qual era o esquema da distribuição, e Caio indignado disse "é uma coisa que me deixou enojado, me deixou horrorizado".


"No cinema a distribuição é predatória, ainda é um monopólio", disse Caio, "são pouquíssimas empresas distribuidoras e o que elas fazem é absolutamente cruel, elas sugam os filmes, não fazem crescer, sugam para elas, são grandes corporações".


Ele disse, "ia ao Vídeo Show, no programa do Serginho Groisman e outros. Achava que era um processo natural de divulgação, foi quando descobri que estas coisas são pagas. Quando vou ao programa do Jô fazer uma entrevista isso é considerado merchandising, não é jornalismo".

28 julho 2012

Se o Estado fosse mínimo conheceríamos a piauense Sarah?



A judoca Sarah Menezes, beneficiada pelo programa Bolsa-Atleta, do Ministério do Esporte, entrou para a história do judô nacional, neste sábado (28.07), ao conquistar a primeira medalha de ouro feminina do Brasil na modalidade. A brasileira venceu a atual campeã olímpica, a romena Alina Dumitru, campeã nos Jogos de Pequim, em 2008.

A busca pelo pódio na categoria ligeiro, até 48kg, começou contra a vietnamita Ngoc Tu Van, por 2 yuko a 0. Nas oitavas de final, Sarah derrotou a francesa Laetitia Payet, por 1 yuko a 0. As duas medalhas de bronze em jogo na categoria ficaram com a belga Charline Van Snick e a húngara Eva Csernoviczki.

No Rio Antigo nós não éramos racistas. Será?





por Jorge Valente(*)


Aconteceu na muy leal cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Francisco e a mulher moravam num sobrado velho com as seis crianças. Ele, um ex-escravo, trabalhava na venda de um mascate em troca de uns parcos tostões. A mulher era ama-de-leite de uma família abastada de Laranjeiras. Os dois dividiam a casa com outras sete famílias, todas empregadas em ocupações tenebrosas: lacaios, carregadores de armazéns e tigres, como se chamavam na época os homens que transportavam e despejavam no mar as fezes e os dejetos da cidade. 
Para aquela gente amontoada em construções antigas e subsistindo no fio da navalha, a vida já era difícil o basta nte. Mas ela não tardaria a piorar. Em algum dia de março de 1904, Francisco voltava da venda a pé até o centro porque não tinha dinheiro para pagar o bonde, e também porque se pedia dos passageiros rigor no traje e na compostura, uma exigência muito além das posses, dos modos, e do odor de Francisco. 
De repente, ele se depara com homens da prefeitura cavucando a calçada com picaretas. Mais alguns passos, e outro buraco. E outro, e outro. Todas as pequenas ruas da cidade estão sendo esburacadas. Em alguns pontos, não se pode passar. Há barulho de explosões aqui e mais além. Ouve-se um tocar de cornetas e, em seguida, um prédio vem abaixo. As obras são anunciadas em placas que Francisco não sabe ler. Perto da Rua da Constituição, cavalariços impedem sua passagem. Do outro lado da calçada, a mulher e os filhos choram abraçados.

26 julho 2012

Nassif: A Genealogia do Fenômeno Cachoeira


por Luis Nassif


A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) de Cachoeira contribuirá para trazer luz definitivamente sobre a pior simbiose política-financiamento de campanha desde a redemocratização: a aliança de sucessivos partidos políticos com máfias do jogo, nacionais e internacionais.
Nenhum partido escapou a essa praga, que teve início quando descobriu-se a possibilidade de terceirizar loterias federal e estaduais.
***
Quem introduziu essa manobra obscena no país foi Danilo de Castro, presidente da Caixa Econômica Federal (CEF) no governo Itamar Franco – e, juntamente com seu filho Rodrigo de Castro, dono de uma biografia controversa e que, de certo modo, choca-se com a tradição política de Minas. Danilo tem ligação direta com a Lista de Furnas – de políticos beneficiados por pagamentos da estatal – e aparece nas conversas de Carlinhos Cachoeira com o ex-senador Demóstenes Torres.
***
Essas manobras se tornaram possíveis com a introdução dos sistemas eletrônicos de loteria.
Até Danilo, o processamento da loteria na CEF era tocado pela Datamec, estatal. Em 1993, a Racimec convenceu Danilo de Castro a montar um grupo de trabalho de loterias, visando implantar o sistema online real time. Foi formalizado através da Portaria n° 258/93.

PHA: Diga quem te persegues...



Em 2002,o Padim Pade Cerra se disse perseguido pelo que chamava de “Eixo do Mal”.

Era composto de Mônica Bergamo, na Folha (*); Bob Fernandes,  na Carta Capital; Ricardo Noblat, no Correio Braziliense; e este ansioso blogueiro no UOL e na TV Cultura.

Em 2010, a furia cerrista se dirigiu aos “blogueiros sujos”.

Agora, quando se aproxima a derrota para a Prefeitura de Sao Paulo, são os “nazistas”, com este ansioso blogueiro e o Nassif na linha de frente.

Este ansioso blogueiro sempre disse que, não fosse o PiG (**), os tucanos da Chuíça (***), onde a PM mata epidemicamente, não fosse o PiG os tucanos de São Paulo não passariam de Resende.

(Depois, em homenagem ao Grão-Tucano Naji Nahas, a expressão passou a ser “não passavam de Pinheirinho”, que, na via Dutra, fica um pouco antes de Resende.)

Amigo navegante, medite sobre que contribuição o Padim Pade Cerra deu ao Brasil, em 25 anos de vida pública.

25 julho 2012

Azenha: Dá uma preguiça...




Confesso que, de uns tempos para cá, minha tolerância com a hipocrisia é próxima de zero.

Acho perda de tempo participar de polêmicas cuja função essencial é mascarar a realidade, além de alimentar o desejo de alguns por circo.

Circo move tráfego na rede.

A ação do PSDB relativa aos blogueiros Paulo Henrique Amorim e Luís Nassif não busca debater o essencial, ou seja, o uso do dinheiro público em publicidade ou propaganda. Se buscasse, haveria de tratar do conjunto: quais são os gastos de governos federal, estaduais e municipais com propaganda? Quanto recebem a Globo, a Veja, a Folha e o Estadão proporcionalmente ao bolo? Os governos não poderiam reduzir estes custos investindo mais na internet, por exemplo, dada a crescente capacidade de disseminação de informações através das redes sociais? É viável fazer como o agora senador Roberto Requião, que quando governador do Paraná cortou todas as verbas publicitárias, a não ser as de campanhas de utilidade pública? Cabem políticas públicas para promover a pluralidade e a diversidade de opiniões?

Há outras questões, tão interessantes quanto. Deve um partido tentar definir a pauta de um blog eminentemente pessoal? Por que o anúncio de empresas públicas supostamente compra um blogueiro mas não compra um dono de jornal? Crítica é ataque às instituições? Ao criticar o Congresso, o governo federal ou o Judiciário os colunistas dos grandes jornais estariam ‘atacando as instituições’? Mas, se o financiamento dos jornais para os quais escrevem — ou das emissoras de rádio e TV nas quais trabalham — é feito parcialmente com dinheiro público, eles podem ‘atacar as instituições’ livremente e os blogueiros não? E a liberdade de expressão e o direito ao contraditório?

Papo Cabeça sobre o Jokerman





“Os pensamentos são coisas”
(antigo aforismo oriental)


Desde que o ator Jack Nicholson falou “Eu o avisei!” após a morte do ator Heath Ledger pouco depois de interpretar o Coringa no filme “Batman: o Cavaleiro das Trevas”, estranhas “coincidências” passaram a cercar esse personagem. Nicholson havia interpretado o Coringa em versão anterior do Batman do diretor Tim Burton. Parecia que ele já havia experimentado a estranha força desse personagem, espécie de alter ego invertido do protagonista Batman. O massacre provocado por um atirador na estreia do novo filme do Batman em um cinema em Aurora, Colorado (EUA), reabre essa discussão: será que esse episódio é um eco de uma realidade mais profunda que se tenta esconder?

James Holmes foi preso pouco depois dos disparos e afirmou ser o Coringa para os policiais. O fato de que muitos fãs foram fantasiados à estreia de “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge”, permitiu ao agressor passar despercebido com máscara de gás e uma escopeta AR-15.

O próprio pai de Heath Ledger, Kim Ledger, apressou-se a dizer que “não devemos culpar Heath Ledger ou o personagem”. A pressa com que Kim Ledger fez essa declaração e o próprio interesse imediato dos jornalistas em saber o que ele pensava sobre tudo isso revelam um ato falho: há algo de mais profundo nesse episódio, para além do controle de armas e munições. Ainda estamos em uma discussão sobre as relações de causa-efeito. A “loucura” de Holmes encontrou farta disponibilidade de armas e bombas para se materializar. Mas fica em suspenso a questão: que espécie de “loucura” é essa?

Dentro do histórico de atiradores e serial killers na cultura norte-americana, dois elementos chamam a atenção: primeiro, o atirador não se matou (ou pelo menos não houve tempo para isso); segundo, faltou o elemento narcísico: o atirador não deixou nenhum vídeo destinado à divulgação pelas mídias sobre “explicações” do porquê do seu ato. Parece que o caso do massacre do Colorado não se enquadra no script de casos anteriores como Columbine. Podemos formular uma hipótese: e se esse caso do Colorado for a expressão mais dramática e mortal de um fato que é mais corriqueiro do que imaginamos? Explicando melhor, será que Holmes levou a sua performance ao extremo em uma sala de cinema onde muitos estavam fantasiados com os personagens do filme Batman? Ele levou à sério demais seu personagem?

24 julho 2012

Quem mandou mexer com o cara que mede a audiência?

do Comunique-se


Com oito pontos em média no Ibope, o 'Domingo Espetacular' registrou nesse domingo, 22, um dos piores índices dos últimos anos. A data também marcou a exibição da reportagem que denunciou Carlos Augusto Montenegro, presidente do instituto verificador. 

Na aba de entretenimento do portal R7, a emissora publicou matéria sobre o assunto. "Há mais de dois anos - desde fevereiro de 2010 - o programa não registrava audiência tão baixa no Ibope", disse. A reportagem estranha o fato de, na média, a última edição do 'Domingo Espetacular' ter ficado atrás de Globo e SBT.

A Mensagem como Bem Comum, não Privilégio de Poucos


Crítico literário, professor, sociólogo, militante. Um adjetivo sozinho não consegue definir a importância de Antonio Candido para o Brasil. Considerado um dos principais intelectuais do país, ele mantém a postura socialista, a cordialidade, a elegância, o senso de humor, o otimismo. Antes de começar nossa entrevista, ele diz que viveu praticamente todo o conturbado século 20. E participou ativamente dele, escrevendo, debatendo, indo a manifestações, ajudando a dar lucidez, clareza e humanidade a toda uma geração de alunos, militantes sociais, leitores e escritores, por Joana Tavares.
Tão bom de prosa como de escrita, ele fala sobre seu método de análise literária, dos livros de que gosta, da sua infância, do começo da sua militância, da televisão, do MST, da sua crença profunda no socialismo como uma doutrina triunfante. “O que se pensa que é a face humana do capitalismo é o que o socialismo arrancou dele”, afirma. 
Nos seus textos é perceptível a intenção de ser entendido. Apesar de muito erudito, sua escrita é simples. Por que esse esforço de ser sempre claro?
Antonio Candido – Acho que a clareza é um respeito pelo próximo, um respeito pelo leitor. Sempre achei, eu e alguns colegas, que, quando se trata de ciências humanas, apesar de serem chamadas de ciências, são ligadas à nossa humanidade, de maneira que não deve haver jargão científico. Posso dizer o que tenho para dizer nas humanidades com a linguagem comum. Já no estudo das ciências humanas eu preconizava isso. Qualquer atividade que não seja estritamente técnica, acho que a clareza é necessária inclusive para pode divulgar a mensagem, a mensagem deixar de ser um privilégio e se tornar um bem comum.

22 julho 2012

O Trabalho Voluntário pode Mudar o Mundo

Olá!
Acompanho quotidianamente suas publicações, e envio esta mensagem por acreditar que nossa proposta vem de encontro com a temática e as opiniões que testemunho por aqui.


Fui voluntário de um grupo de fotógrafos que durante 5 meses visitou a Favela do Moinho, em São Paulo, para fotografar os moradores da favela. O objetivo: resgatar por meio da fotografia a auto-estima dos moradores e contribuir para que todos, moradores e sociedade, desenvolvam um novo olhar sobre o "outro".


O trabalho faz parte de um projeto mundial chamado INSIDE OUT (IOP), que já foi difundido por quase 10.000 pontos do globo terrestre. Por pressuposto, o IOP não recebe patrocínios. Por isso, se financia por crowdfunding (doações particulares). Uma explicação mais detalhada, e um vídeo de apresentação de 2min, podem ser vistos no link mais abaixo.


O grupo está agora nos últimos dias de uma campanha no Catarse, para custear a IMPRESSÃO e a COLAGEM das fotos na favela e em pontos de São Paulo (o trabalho é todo VOLUNTÁRIO) . Precisamos de toda ajuda, contribuindo diretamente e DIVULGANDO, da forma se que possa, para conseguirmos atingir nossa meta. O prazo se encerra às 11h59 DA MANHÃ DE TERÇA, dia 24, e caso a campanha não seja bem-sucedida, todos os doaores receberão de volta o valor de seu apoio.

20 julho 2012

Quebrar o Sigilo da Dilma pode?

Só aconselharia a tomar cuidado com O Miro Teixeira...


por Mino Carta


O sigilo fiscal de Dilma Rousseff foi violado durante a campanha eleitoral de 2010. A revelação é do deputado Miro Teixeira, que denuncia também a quebra do sigilo telefônico de 20 parlamentares, vítimas mais recentes porque envolvidos na CPI do Cachoeira. Há duas semanas Teixeira entregou a lista dos grampeados, e os documentos que comprovam a quebra sofrida pela presidenta há dois anos, ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. A operação anti-Dilma malogrou porque, fácil a dedução, nada foi encontrado que comprometesse a candidata. Para desapontamento tucano.
O deputado pedetista recebeu o material de duas pessoas, em separado. Não lhes revela os nomes, bem como aqueles de 18 dos 20 grampeados. Exceções, dois de destino já selado: Demóstenes Torres e o deputado tucano Carlos Leréia. Quem está por trás das operações criminosas? O próprio Cachoeira e sua gangue? Talvez, mas há outros grupos de, digamos assim, profissionais. Aqui Teixeira fecha-se em copas. É possível entender, mesmo assim, que nem todos agem movidos por meros interesses políticos. Agem sem prévia encomenda, para comercializar o resultado dos seus serviços junto aos prováveis interessados, procurados depois de cumprida a tarefa.

18 julho 2012

O Marqueteiro Voltou



Em "revelação" à Folha de S. Paulo, Caetano Veloso diz que militares forçaram sua participação em programas da Globo depois que ele voltou do exílio, em 1971. É o destaque de seu site, que ele pôs no ar hoje.
Oras bolas, porque ele esperou até hoje para contar isso? Não teria prestado melhor serviço ao Brasil se tivesse escancarado sua "escravidão" anos atrás? Apesar de gênio consagrado, não nos esqueçamos que Caetano sempre esteve mais para Carmem Miranda do que para Che Guevara, não é mesmo?
Caetano lembra de ter ido ao Chacrinha e de ter gravado um "Som Livre Exportação", programa que teria a finalidade de transmitir ao povão que "tudo estava normal" com nossa Ditabranda.

17 julho 2012

O dia em que Pedro pôs Pedro no bolso. Cardoso versus Bial

"O patrão não aparece aqui".


"O patrão são as Organizações Globo, hehehe."


"Corta, corta", grita o diretor do switcher.

Aposto que depois dessa o Pedro Cardoso vai passar uma temporada sem convites.
Ainda bem que ele tem a Grande Família para se divertir e o teatro para se consagrar.


Chupa Bial!


16 julho 2012

Pipocou?


Minha passagem pelo Jornal da Globo durou três anos. Foi logo após Ana Paula Padrão assumir a bancada do telejornal em 2000, ao substituir Lilian Witte Fibe, com quem também tive a honra de trabalhar interinamente. No início, acumulei as funções de editor de política e economia, aproveitando-me da experiência adquirida no Bom Dia Brasil e fazendo jus à extensão no Curso de Formação de Governantes da Fundação Escola de Governo, curso do qual fui bolsista.

Em 2003, ano em que Lula tomou posse, já tinha alguma tarimba. Foi quando recebi o convite de Marco Antonio Rodrigues, o Bodão, para assumir a vaga de gerente regional de jornalismo em Maceió. (Bodão foi meu primeiro editor-chefe, assim que cheguei a São Paulo, em 1998). O salário de gerente era praticamente o mesmo de editor do JG, mas a oportunidade, segundo ele, era única. Fiquei de pensar e fui consultar minha mulher. Ela foi taxativa: - Demoramos muito para nos estabelecer. Estou seguindo seus passos desde que nós nos casamos. Agora, que compramos nossa casa em Vinhedo e voltei a investir na minha carreira, você fala em mudar? Nem pensar!

Também sabia que não seria um desafio fácil. Afinal, apesar do dono da emissora, Fernando Collor de Mello, viver em Miami a TV seguia sendo o brinquedo preferido nas Organizações Arnon de Mello, da qual ele era o principal herdeiro e acionista. O ano seguinte, 2004, seria ano eleitoral. Prefeitos e vereadores seriam escolhidos em todo o país e, como bem sabemos, a influência de um canal de televisão em momentos assim é muito grande, consequentemente as pressões também.

15 julho 2012

Leandro, 23, estudante de letras, morador de Ferraz de Vasconcelos


Estive uma única vez em Ferraz de Vasconcelos, extremo leste de São Paulo. Tinha um tio que era representante comercial da fábrica de móveis Sakai. Prometi para mim que nunca mais voltaria aquele lugar. Há 25 anos o local era um descampado quente, sem árvores, com poucas casas, muitas ruas de terra e algumas fábricas. Era feio. Os bares feitos de tábuas (sempre com a casa do dono aos fundos). Supermercado? Brincou, né? No centro do povoado, carros velhos, açougues cheios de moscas, poeira e muita música alta. Sertaneja. Assim é ainda hoje grande parte do Brasil profundo. Locais que a maioria dos paulistanos da elite, como eu fui, nas zonas Sul e Oeste, jamais conhecerá. Naquele tempo, Leandro era um bebê. Hoje, é esse cara aqui, ó:
"Eu me considerava um rapaz plenamente feliz até descobrir que não sou mais pobre e agora faço parte da Classe C.

14 julho 2012

Banqueiros, os verdadeiros terroristas

por Mauro Santayana


O mundo se tornou propriedade dos banqueiros. Os trabalhadores produzem para os banqueiros, que controlam os governos. E quando, no desvario de sua carência de ética, e falta de inteligência, os bancos investem na ganância dos derivativos e outras operações de saqueio, são os que trabalham, como empregados ou empreendedores honrados, que pagam. É assim que estão pagando os povos da Grécia, da Espanha, de Portugal, da Grã Bretanha, e do mundo inteiro, mediante o arrocho e o corte das despesas sociais, pelos governos vassalos, alem do desemprego, dos despejos inesperados, das doenças e do desespero, a fim de que os bancos e os banqueiros se safem. 

Se os governantes do mundo inteiro fossem realmente honrados, seria a hora de decidirem, sumariamente, pela estatização dos bancos e o indiciamento dos principais executivos da banca mundial. Eles são os grandes terroristas de nosso tempo. É de se esperar que venham a conhecer a cadeia, como a está conhecendo Bernard Madoff. Entre o criador do índice Nasdaq e os dirigentes do Goldman Sachs e seus pares, não há qualquer diferença moral.

Os terroristas comuns matam dezenas ou centenas de cada vez. Os banqueiros são responsáveis pela morte de milhões de seres humanos, todos os anos, sem correr qualquer risco pessoal. E ainda recebem bônus milionários.

12 julho 2012

Até a Sálvia?


Em uma resolução do último dia 9 de julho, a Anvisa (Agencia Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu a espécie Salvia divinorum. A planta agora integra a lista E do órgão, se encaixando na “Lista de plantas proscritas que podem originar substâncias entorpecentes e/ou psicotrópicas”.
“O cultivo e venda de Salvia divinorumapareceu pela primeira vez em jovens mexicanos e desde então se espalhou pela Europa, mostrando que abuso global da droga está aumentando. Tradicionalmente, a erva é consumida tanto por mastigar as folhas frescas ou bebendo-se o suco de folhas frescas esmagadas. Os efeitos da erva quando consumido desta forma dependem da absorção de salvinorina A (seu principio ativo) através da mucosa oral antes da erva ser engolida. Pois, curiosamente, salvinorina A, é desativada no trato gastrointestinal”, diz trecho da nota.Em nota, a Anvisa justificou a decisão alegando que seguiu recomendações da JIFE (Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes) e que a planta já é proibida em oito países: Austrália, Bélgica, Dinamarca, Alemanha, Itália, Lituânia, Coréia do Sul e Suécia, além de ter seu uso controlado em alguns estados dos EUA.

10 julho 2012

Quando eu voltar de lá a gente conversa, ok?

Patético

Como se um encontro de oito pessoas merecesse tanto apreço da mídia.

A Festa Junina na Escola



Calculo eu que pelo menos no espaço de tempo em que estive na festa circularam umas mil pessoas pelo espaço do colégio. E algo que me chamou muito a atenção: não havia sequer um único aluno negro neste universo amostral.

Leitores, isso mesmo: nenhum. Nem mesmo mulatos viam-se. Entre os pais de alunos claramente identificados como tal consegui distinguir um único mulato, nenhum negro. Isso em um universo amostral de uns 500 alunos, talvez.

A turma da minha filha mais velha tem um aluno mulato – mas cuja mãe, que conheço de vista, é branca – e uma outra menina que tem ascendência e traços árabes, a mãe dela também é mulata, mas ela mesma é branca. Já a da minha mais nova nem isso.

09 julho 2012

A ótica distorcida da teledramaturgia brasileira


Está no ar a novela Cheias de charme. O folhetim gira em torno de três empregadas domésticas, que de uma hora para outra veem suas vidas alteradas pela fama e o sucesso. Tudo seria lindo e feliz, se a vida das empregadas domésticas no Brasil fosse tão bela assim.
Não é de hoje que a categoria de trabalhadoras está presente no dia-a-dia nas casas de famílias de classe média baixa e média alta. Isto ainda representa um resquício do que foi por três séculos a escravidão no Brasil. Por incrível que pareça, as domésticas, como qualquer profissão digna, são das poucas trabalhadoras que seus direitos são negados. Em sua maioria moradora de favela, sem nenhuma instrução escolar, ganham menos que um salário mínimo. Muitas vezes deixam de ver os seus filhos para dormir no serviço, pois a madame quer economizar na passagem do transporte. Não estranhe se o quarto da empregada for menor que a garagem ou o closet (um guarda-roupa ampliado).
A novela tenta passar a imagem de uma democracia harmoniosa entre domésticas e patrões (as). Mas, em nosso mundo real, nem tudo é uma maravilha. Existe uma rede de abusos desde a exploração do trabalho, passando por humilhações morais e sexuais. Nada é um conto de fada. Outro programa da mesma emissora promove um concurso para apontar a melhor empregada do Brasil, as patroas devem estar gostando muito.

Oliver Stone engrossa o coro

da BBC


"A guerra às drogas não conhece fronteiras. É uma forma de escravidão fazer com que tantos jovens acabem na prisão por tráfico. Isso é um problema internacional e não acabará a menos que se mudem as regras. Descriminalizar as drogas seria um primeiro passo".

Chora Demetrio Magnoli...



O Brasil pode ter cotas para negros em concursos públicos federais até o final do ano. Essa é a expectativa da ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luíza Bairros, que já iniciou negociações sobre o projeto no Ministério do Planejamento.


“Nossa expectativa agora é entrarmos no calendário dos debates com a Casa Civil e termos um posicionamento até o fim do ano”, explica a ministra, que concedeu uma entrevista exclusiva à Rede Brasil Atual. “A idéia é que seja uma decisão do Executivo e que, por isso, não tenha de passar pelo Congresso Nacional para ser aprovada”. A ministra defendeu cotas para negros e indígenas em universidades federais e criticou a falta de dados sobre o tema. “Não é possível garantir o desenvolvimento do Brasil usado apenas metade da população”.


Confira a entrevista.

08 julho 2012

Na Primeira Instância, Cerceamento do Direito de Defesa?



por Rodrigo Vianna

Derrotado (assim como já havia ocorrido quatro anos antes) na corrida presidencial de 2010, depois de tentar transformar – no JN da Globo - o episódio da bolinha de papel num “atentado” contra José Serra, o diretor de jornalismo da TV Globo Ali Kamel muniu-se de uma espécie de furor processual. Passada a eleição, abriu processos contra vários jornalistas e blogueiros. Coincidentemente, todos os processados estiveram do lado oposto da trincheira durante os embates eleitorais.

Entre os processados, está esse escrevinhador. Sobre o meu caso, alguns esclarecimentos.

Quando é que eles vão aprender, hein?


do Terra
A Rede Globo já tinha anunciado que não faria transmissão ao vivo da luta entre Anderson Silva e Chael Sonnen no UFC 148, mas mesmo assim foi criticada. Afinal, além de passar a vitória do brasileiro com atraso de aproximadamente meia hora, o narrador Galvão Bueno ainda mentiu sobre a transmissão. Em certo momento, ele disse "voltamos ao vivo", o que gerou críticas e revolta de fãs do MMA no Twitter.
Na verdade a transmissão da Rede Globo começou quando a luta entre Silva e Sonnen ainda acontecia. Porém, a emissora optou por passar primeiro a reprise da vitória do também brasileiro Demian Maia sobre o sul-coreano Dong Hyun Kim. Com comentários do campeão dos pesos pena José Aldo, Galvão preparou terreno para a transmissão do principal combate da noite.
Antes de finalmente mostrar o vídeo gravado da vitória de Anderson Silva, foram mostradas imagens do outro combate entre o brasileiro e Chael Sonnen, que aconteceu em agosto de 2010. A luta foi analisada em detalhes e rendeu bastante tempo para Galvão criticar o americano, que é odiado no Brasil por ter falado mal do País.

05 julho 2012

Agora Míriam Leitão, Merval Pereira e Arnaldo Jabor cortam os pulsos

por Terra


O Brasil deve se manter entre os destinos favoritos para os maiores investidores internacionais, revela uma pesquisa feita pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad) e apresentada nesta quinta-feira como parte do relatório anual de investimentos da entidade.
Segundo os chefes das grandes empresas internacionais consultados pela Unctad, os dez destinos favoritos para os investimentos até 2014 são China, Estados Unidos, Índia, Indonésia, Brasil, Austrália, Grã-Bretanha, Alemanha, Rússia e Tailândia.
O estudo mostra ainda que em 2011 os investimentos destinados aos países desenvolvidos registraram um aumento de 21%, a US$ 748 bilhões, e os destinados aos países em desenvolvimento cresceram 11%, para atingir o nível recorde de US$ 684 bilhões.

É proibido uma empresa de comunicação ter vários veículos

É a tal da propriedade cruzada. Mas não é aqui não, é nos EUA.

por Venício A. de Lima



O confronto emblemático em torno da legalidade de regras históricas da agência reguladora FCC (Federal Communications Commission), relativas à propriedade cruzada (cross ownership) dos meios de comunicação (jornais, emissoras de rádio e televisão) em mercados locais, teve seu lance mais recente na Suprema Corte dos Estados Unidos, na sexta feira (29/6).
Poderosos grupos de mídia como o Chicago Tribune, a Fox (News Corporation) e o Sinclair Broadcast Group (televisão), além da NAB (National Association of Broadcasters, a Abert de lá), mesmo quando favorecidos, têm reiteradas vezes contestado judicialmente decisões da FCC alegando que elas violam as garantias da Primeira Emenda da Constituição dos EUA – vale dizer, a liberdade de expressão e a liberdade da imprensa.
Quando presidida pelo republicano Kevin Martin (2005-2009), a FCC tomou decisões – coincidentes com os interesses da grande mídia – que“flexibilizariam” normas restringindo a propriedade cruzada, em vigor (à época) há mais de 35 anos.
Organizações da sociedade civil que lutam contra a concentração da propriedade na mídia recorreram ao Tribunal Federal da Filadélfia (U.S. Court of Appeals for the Third Circuit) contra a decisão e venceram a ação.

04 julho 2012

Ai ai ai Ali...


Quando, em 2006, alertávamos Carlos Henrique Schroder, Ali Kamel, Willian Bonner, Luiz Claudio Latge, Mariano Boni e outros sobre o que estava acontecendo com o tal dossiê dos Vedoin, eles nos desacreditavam. Produzíamos reportagens que tentavam contextualizar e elas eram engavetadas ou mutiladas. Hoje, quase seis anos depois, a verdade finalmente vem à tona. Para quem gosta de estar sempre bem informado, como os parceiros deste modesto blog, vai ter um enorme estímulo para espalhar a notícia abaixo, porque vai desmoralizar todos aqueles que aceitaram sujar as mãos, ou preferiram se omitir diante de tamanho escândalo político-midiático. Um dia este tipo de jornalismo pautado por interesses que não são os do público vai chegar ao fim. E nós, que fomos alijados do processo, vamos rir por último, aquele riso franco, gostoso, emocionado, repleto de felicidade. Aí só teremos a agradecer o que eles fizeram por nós, ao colocarem uma medalha de honra em nosso peito.

http://blogdomello.blogspot.com.br/2012/07/ainda-em-2006-denunciamos-no-blog-que.html

Tentou o suicídio por causa da demissão da Globo?

Foto: Reprodução Internet
de O DIA
O DJ My Boy, que ficou famoso no programa de Xuxa Meneghel, ingeriu chumbinho e está internado no Hospital Rio Mar, no Recreio. Sonoplasta desde a época do Chacrinha, Moacil Filgueira Pinto trabalhou em todos os programas de auditório da Globo até o início dos anos 2000. Desligado da emissora, ele passa por uma crise financeira.
Moacil está em coma induzido há dois dias, quando tentou se matar. Mas antes, ele enviou um e-mail para a cúpula da TV Globo. Estavam copiados os mais poderosos executivos e diretores da TV, entre eles Manoel Martins (diretor geral de entretenimento) e Eduardo Figueira (diretor de produção).
No texto, My Boy disse que prestou anos de serviço para a emissora e agora é tratado como "um nada". O sonoplasta que trabalhou na Globo por mais de 30 anos nos mais diversos programas (desde a época de Chacrinha) disse que "se o Boni ainda fosse de lá as pessoas seriam tratadas com mais respeito".

03 julho 2012

O vice de Serra e a Editora Abril


Escolhido no último fim de semana para disputar a prefeitura de São Paulo como vice de José Serra (PSDB), Alexandre Schneider (PSD) tem contra si um processo em que é acusado por desvio de dinheiro dos cofres públicos da prefeitura e do estado de São Paulo para favorecer a Fundação Victor Civita – ONG ligada ao grupo Abril, dono da revista Veja.
O processo, que resultou de denúncia oferecida pelo Ministério Público devidamente acatada pelo juiz, é o 0006305-89.2010.8.26.0053 e tramita na 12ª Vara de Fazenda Pública - Foro Central. A ação teve origem em representação apresentada pelo então vereador Beto Custódio (PT-SP). Nela, os promotores acusam:

Demorei 30 anos para entender, diz Mário Gomes



"Hoje estou na justiça com um processo de assédio moral e trabalhista contra a emissora. O moral é devido a toda a perseguição. A Globo foi me achatando de tal maneira. Deixou que o "Salieri" (Daniel Filho) acabasse com a minha carreira e vida."

As Muitas Maneiras de Chegar a Deus, ou não.



Só os desavisados foram tomados de surpresa. Os resultados do censo do IBGE sobre religião eram esperados. Ainda mais. São absolutamente compreensíveis.
A sociedade brasileira é individualista. As pessoas possuem uma grande vocação para a liberdade pessoal. Gostam de viver. Conhecer novas experiências. Detestam ser sufocadas.
Durante séculos o catolicismo colocou-se como religião oficial e, portanto, dominante. Nada desgasta mais uma crença que o oficialismo. Fragiliza os seus adeptos. Leva os vícios do Estado para o campo religioso.

01 julho 2012

Porque hoje é domingo, Raul!

Porque hoje é Domingo - Hyldon

Porque hoje é Domingo

Depois de pesquisar descobri que a composição não é do Peninha, nem do Cassiano, como muitos imaginavam, inclusive eu. É de Gilson, aliás, o melhor intérprete da canção.

 
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