30 junho 2012

Porque hoje é Sábado - Psicodélico

Porque hoje é Sábado 2

Porque hoje é Sábado

Videocast diário da Turnê Internacional de Criolo "Nó Na Orelha". A Sugestão foi a assídua Márcia Cunha, pelo Facebook.

Foi Zé Alencar quem disse não ao Golpe em 2005



no Valor Econômico


Quem conta isso é um amigo de Alencar, que disse ter presenciado a explosão daquele dia. "Ele deu a entender que tinha sido procurado por gente da oposição e também por gente de outros setores e que não aceitaria, que não entraria numa dessa e que combateria qualquer iniciativa de apear o Lula da Presidência", disse ao Valor esse interlocutor de Alencar que pediu para não ter seu nome citado.

A frase que o então vice-presidente (morto em 2011) usou naquele momento e que ficou na memória do amigo foi: "Tem gente da oposição e também mais gente querendo tirar o Lula". Quem ouviu isso naquela hora ficou com a sensação de que Alencar se referia aos partidos de oposição e a pessoas da área empresarial, lembra o amigo.

O episódio envolvendo Alencar foi relatado esta semana em um artigo escrito pelo ex-ministro de Lula e atual governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT). O texto foi veiculado pela agência "Carta Maior" sob o título "Um golpe de novo tipo contra Lugo". Genro fala do que chama de "uma conspiração de direita" que votou na semana passada pelo impeachment do presidente do Paraguai, Fernando Lugo, e que, segundo o petista, deu um novo tipo de golpe de Estado, "pelas vias legais".

29 junho 2012

Que zona!

por Ricardo Kotscho



Para não variar, dos quatro candidatos que estão disputando para valer as eleições em São Paulo, só falta o tucano José Serra definir quem será seu vice, no momento em que escrevo este texto, no final da manhã de sexta-feira.
Na semana decisiva para a formação das chapas, o vice-líder Celso Russomanno (PRB) ganhou na noite de quinta-feira a companhia de Luiz Flávio D Urso, que era o candidato do PTB; Fernando Haddad (PT) ficou com Nádia Campeão (PCdoB) no lugar de Luiza Erundina (PSB) e Gabriel Chalita montou uma dobradinha puro-sangue do PMDB com a médica Marianne Pinotti.
O suspense de Serra, desta vez, tem um motivo. Seu principal aliado, o prefeito Gilberto Kassab, estava esperando até ontem uma decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o tempo de TV e a grana partidária a que tem direito o recém-criado PSD.
Com a decisão a favor do novo partido, que passou a ter direito a 2min2s na propaganda política, o que deu mais um minuto para a coligação de Serra, aumentou o cacife do prefeito para colocar Alexandre Schneider, seu ex-secretário de Educação, na vaga de vice.

27 junho 2012

Quando a primeira vítima é a verdade

do DOCVERDADE


O Golpe de Estado do Paraguai, travestido de "impeachment", guarda a tradição que as elites latino-americanas estão sempre prontas a exercer em seus países: usar a mídia como principal ferramenta para a derrubada de qualquer Chefe de Estado. Para isso, basta demonizá-lo diariamente, consultando falsos especialistas e manipulando dados, fatos e notícias.

Com o teatro armado basta colocar um novo fantoche a serviço das elites e corporações alinhadas com os EUA. Logo após, virá a repressão em cima da maioria inconformada.

Nós brasileiros devemos temer esse tipo de manobra, pois em um mundo onde não se aceita mais os Golpes Militares através da força, virão os golpes "legais" na forma, e sujos na ética, como o do Paraguai e Honduras.

A Saia Justa de Xuxa

Como fica agora a Rainha, depois da decisão do Supremo Tribunal Federal, que autorizou o buscador Google a continuar revelando imagens dela contracenando com um garoto de 13 anos em um filme erótico, em 1979?


Na decisão, imagens e vídeos dela nua ou encenando atos sexuais não poderão ser retirados dos buscadores, já que eles "são apenas o meio de acesso ao conteúdo e não os responsáveis pela publicação". 


No mês passado Xuxa Meneghel protagonizou uma entrevista bizarra para o Fantástico, ocasião em que revelou para todo país que sofrera abusos sexuais na infância e puberdade. Bem a exemplo do filme: Amor, estranho amor.


Rainha dos baixinhos também deu a sua versão sobre o convite de casamento que recebeu de Michael Jackson, quando este precisava "limpar" sua imagem de pedófilo e ainda declarou gostar de sexo e ser "fogosa" entre quatro paredes.


O gesto desencadeou reações diversas. Pessoas se solidarizaram à causa do abuso, enquanto outros, eu entre eles, julgamos tratar-se de um comportamento excêntrico demais, típico de alguém perturbado diante da perspectiva do ocaso de sua carreira.

26 junho 2012

O Bolsa Família. Deles.


O pensamento conservador brasileiro – na política, na mídia, no meio acadêmico, na sociedade – tem horror ao Bolsa Família. É só colocar dois conservadores para conversar que, mais cedo ou mais tarde, acabam falando mal do programa.
Não é apenas no Brasil que conservadores abominam iniciativas desse tipo. No mundo inteiro, a expansão da cidadania social e a consolidação do chamado “Estado do Bem-Estar” aconteceu, apesar de sua reação.
Costumamos nos esquecer dos “sólidos argumentos” que se opunham contra políticas que hoje em dia são vistas como naturais e se tornaram rotina. Quem discutiria, atualmente, a necessidade da Previdência Social, da ação do Estado na saúde pública, na assistência médica e na educação continuada?
Mas todas já foram consideradas áreas interditas ao Estado. Que melhor funcionariam se permanecessem regidas, exclusivamente, pela “dinâmica do mercado”. Tem quem pode, paga quem consegue. Mesmo se bem-intencionado, o “estatismo” terminaria por desencorajar o esforço individual e provocar o agravamento – em vez da solução – do problema original.

25 junho 2012

Azenha: de Olhos bem Abertos



A reação de Washington ao golpe “democrático”  no Paraguai será, como sempre, ambígua. Descartada a hipótese de que os estadunidenses agiram para fomentar o golpe — o que, em se tratando de América Latina, nunca pode ser descartado –, o Departamento de Estado vai nadar com a corrente, esperando com isso obter favores do atual governo de fato.

Não é pouco o que Washington pode obter: um parceiro dentro do Mercosul, o bloco econômico que se fortaleceu com o enterro da ALCA — a Área de Livre Comércio das Américas, de inspiração neoliberal. O Paraguai é o responsável pelo congelamento do ingresso da Venezuela no Mercosul, ingresso que não interessa a Washington e que interessa ao Brasil, especialmente aos estados brasileiros que têm aprofundado o comércio com os venezuelanos, no Norte e no Nordeste.

Hugo Chávez controla as maiores reservas mundiais de petróleo, maiores inclusive que as da Arábia Saudita. O petróleo pesado da faixa do Orinoco, cuja exploração antes era economicamente inviável, passa a valer a pena com o desenvolvimento de novas tecnologias e a crescente escassez de outras fontes. É uma das maiores reservas remanescentes, capaz de dar sobrevida ao mundo tocado a combustíveis fósseis.

24 junho 2012

Uai, quer dizer então que eles já sabiam?


do 247O documento é de 23 de março de 2009 e foi vazado pelo Wikileaks. Produzido pela embaixada dos Estados Unidos em Assunção, o memorando previa que Fernando Lugo seria derrubado por meio de um golpe parlamentar – exatamente como aconteceu na última sexta-feira, quando o presidente eleito do Paraguai foi substituído por seu vice Federico Franco.
Enquadrado como “confidencial” por Michael J. Fitzpatrick, o texto diz o seguinte:
“Rumores indicam que o general Lino Oviedo e o ex-presidente Nicanor Duarte estão trabalhando juntos para assumir o poder por meio de instrumentos (predominantemente) legais que deverão afetar o presidente Lugo nos próximos meses. O objetivo: capitalizar sobre qualquer tropeço de Lugo para iniciar o processo político no Congresso, impedir Lugo e assegurar sua supremacia política (...) A revolta relacionada a um programa de subsídios para agricultores por meio de ONGs foi considerada um pretexto para o impeachment antes que Lugo abandonasse o programa. Para um presidente que enfrenta muitos desafios – disputas políticas internas, corrupção e a percepção de que seu estilo de liderança é ineficiente – Lugo deve se preocupar para não cometer um erro, que seria seu último.”

A Revolução Será Televisionada

Sugestão do MC Pedro Mello.
"Eu juro que um dia nós vamos derrubar seu muro."

Das Vantagens de Ser Bobo

por Clarice Lispector


O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar o mundo. O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo. Estou pensando." 

Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a idéia. 

O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não vêem. Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os vêem como simples pessoas humanas. O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver. O bobo nunca parece ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoievski. 

Para tempos de Revolução


Com sol e chuva você sonhava
Que ia ser melhor depois
Você queria ser o grande herói das estradas
Tudo que você queria ser
Sei um segredo você tem medo
Só pensa agora em voltar
Não fala mais na bota e do anel de Zapata
Tudo que você devia ser sem medo
E não se lembra mais de mim
Você não quis deixar que eu falasse de tudo
Tudo que você podia ser na estrada
Ah! Sol e chuva na sua estrada
Mas não importa não faz mal
Você ainda pensa e é melhor do que nada
Tudo que você consegue ser ou nada



19 junho 2012

A Campanha só Começa quando Muda o Horário da Novela


Lembrei-me da frase acima, proferida à exaustão por Geraldo Alckmin na campanha à presidência de 2006, depois de ler o texto que reproduzo abaixo. Naquela ocasião, por pouco Alckmin não virou o jogo. Portanto, o texto do Zé Roberto retrata bem qual é o sentido das alianças, aparenetemente absurdas, mas que, lá na frente, farão toda diferença, em se tratando de uma sociedade ainda muito influenciada pela propaganda eleitoral nos meios eletrônicos:
A metáfora da corrida de cavalos para representar a campanha eleitoral é mais apropriada do que a sua vulgarização pode sugerir. Como no turfe, os candidatos precisam dosar suas forças e traçar suas estratégias com precisão para não arrancar antes da hora nem se deixar "encaixotar" no pelotão intermediário. Tanto um erro quanto o outro pode impedir o maior favorito de cruzar o disco em primeiro lugar.
Na eleição paulistana, José Serra (PSDB) surgiu nas primeiras pesquisas como barbada, tão à frente dos demais que só caberia prognóstico para o segundo colocado da dupla vencedora. Mas o apostador experiente sabe que cânter não ganha páreo. Galopar garboso na apresentação ao público não é garantia de bom desempenho quando o chicote começa a vibrar. E a semana não foi nada boa para o haras tucano.
A um custo ainda difícil de contabilizar, o stud petista tirou um grande peso da sela de Fernando Haddad. Na última hora, cooptou o PP de Paulo Maluf, formalizou a aliança com o PSB de Luiza Erundina e ultrapassou todos os rivais em tempo de propaganda no rádio e na televisão. O apoio malufista se deu em troca da Secretaria de Saneamento do Ministério das Cidades - responsável por programas de esgoto e lixo. Sem comentários.

O Grande Derrotado é o Nosso Sistema Político

Quando Pragmatismo Demais Atrapalha




por Ricardo Kotscho


Maluf já tinha conseguido tudo o que queria do PT: colocar um cupincha do PP no Ministério das Cidades e a garantia de cargos na área de habitação da prefeitura caso Fernando Haddad seja eleito.
Nesta segunda-feira, com tudo acertado para o acordo ser celebrado pelas direções dos dois partidos num almoço em sua latifundiária mansão da rua Costa Rica, no Jardim América, o criador do malufismo resolveu tripudiar: exigiu a presença do ex-presidente Lula no almoço.


Deu a entender a interlocutores do PT que, sem tirar uma foto com Lula em seus belos jardins, não selaria a aliança. A esta altura, já era certo que o ex-presidente não iria ao casamento, por recomendação dos médicos, que lhe recomendaram distância dos atos políticos por mais alguns dias para poupar a voz.
Pelo mesmo motivo, Lula não participou do ato, na última sexta-feira, em que o PSB oficializou seu apoio ao PT com a indicação da ex-prefeita Luiza Erundina para vice de Haddad. Erundina, que já estava inconformada com esta aliança, ficou magoada, e ameaçou pular do barco.


Nunca se vai saber se Maluf, como é de seu costume, estava apenas blefando ou se levaria até o fim a chantagem. O fato é que Lula não quis pagar para ver e acabou se submetendo a uma cena constrangedora diante da imprensa como se tivesse sido obrigado a fazer uma coisa que não queria. Por conhecê-lo bem e ser seu amigo faz mais de 30 anos, posso imaginar quanto deve ter sido difícil para ele tomar esta decisão.
Sabemos todos que nestes tempos modernos de política pragmática os acordos eleitorais são feitos não mais baseados em programas partidários, mas em tempo de TV, cargos e verbas, que se transformam em votos e decidem vitórias ou derrotas. Não existem santos nem inocentes neste jogo pesado. Mas precisava da foto?

Um sopro de Jornalismo Inteligente na Grande Imprensa



por Marcelo Osakabe e Marcelo Moura

Califórnia, Estados Unidos, 1971. Um detento da prisão de San Luis Obispo sobe até o telhado e, pendurado em cabos de telefonia, atravessa o pátio e pula o muro. Do lado de fora, um carro o aguardava. Dias depois, ele chegou à Argélia, sob os cuidados do grupo revolucionário Panteras Negras. O fugitivo era Timothy Leary, doutor em psicologia formado pela Universidade Berkeley e professor de Harvard. Ou, nas palavras do então presidente dos EUA, Richard Nixon, “o homem mais perigoso da América”. Leary foi o principal ativista dos usos medicinais e recreativos do alucinógeno LSD, na década de 1960. Quando a droga foi proibida pelo governo americano em 1970, até para pesquisas científicas, Leary decidiu seguir sua campanha como um fora da lei. A imagem de Leary se confunde com a do ácido: aceito socialmente nos anos 1950 e 1960, maldito a partir da década de 1970 – e atualmente em processo de redenção. Há cerca de 20 estudos em andamento no mundo sobre LSD, um renascimento do uso terapêutico da droga.

Leary entrou em contato com o LSD como pesquisador da Universidade Harvard, em 1960. Ele integrou os esforços para explorar o potencial do LSD-25 (25ª variação descoberta do Lysergsäurediethylamid, que em alemão significa “dietilamida do ácido lisérgico”), droga sintetizada pelo cientista suíço Albert Hoffman em 1938. Em 1943, Hoffman ingeriu alguns cristais da substância e descobriu suas propriedades alucinógenas. “Fiquei tonto”, disse. “De olhos fechados, via uma torrente de cores, como um caleidoscópio.” Dono da patente da substância, o laboratório suíço Sandoz distribuiu a droga para pesquisadores, como Leary, em busca de utilidades que motivassem seu comércio. Não havia nada de subversivo nisso. No fim dos anos 1960, mais de 700 pesquisas no mundo avaliavam o emprego de alucinógenos como o LSD em terapias contra esquizofrenia e depressão, além de aumento da criatividade. Só o serviço secreto de inteligência dos Estados Unidos (CIA) conduziu mais de 400 projetos com drogas, a maior parte com LSD, ao custo estimado em US$ 25 milhões, segundo um artigo de 1977 da revista especializada Psicology Today.

18 junho 2012

Cadê o Povo?

Por sugestão do jornalista Gustavo Costa, ao navegar pelo blog da Arquiteta e Urbanista Raquel Rolnik foi que deparei-me com essa jóia documental brasileira. O filme foi rodado no ano em que nasci, 1966, mas foi censurado pelos patrocinadores. Sob direção de Joaquim Pedro de Andrade apresento-lhes: "Brasília, contradições de uma cidade nova". Dos 17 minutos em diante o documentário engrena e faz uma denúncia atualíssima, de arrepiar: 

"Brasília foi imaginada pelos políticos brasileiros há mais de 50 anos, não apenas como a sede de um Governo que se manteria distante da pressão popular, mas como centro de integração nacional e centro viário da América do Sul".

Rio + 20: Que falta que o velho "think tank" faz



por Mauro Santayana

O que está matando o mundo, hoje, vale repetir, é a peste da ganância do capitalismo, que transformou a razão científica em mera servidora do dinheiro, principalmente a partir do neoliberalismo. Todos nós sabemos que os nutrientes químicos, como o nitrogênio, e agrotóxicos, estão matando os rios e extensões cada vez maiores dos oceanos. A Monsanto continua, firme, em nome da liberdade do mercado, a envenenar os solos e os mananciais de água – isso sem falar nas suas sementes transgênicas. O que já era ruim em 1972, quando se reuniu, em Estocolomo, a Primeira Conferência sobre o Meio-Ambiente, tornou-se muito pior a partir da conjuração anti-estado, promovida por Reagan, Thatcher – e, como coringa solto na jogada, o papa Karol Wojtila. Nestes últimos trinta e dois anos, não obstante as sucessivas declarações de alarme, e três novas conferências realizadas, pouco se fez de objetivo, a fim de salvar a natureza. Assim, o neoliberalismo acelera o assassinato da Terra.

A realidade nos impõe uma constatação: enquanto os Estados Unidos que, para o bem e para o mal, são o modelo da civilização contemporânea, não mudarem a sua matriz energética, e não contiverem a insensatez da bio-engenharia a serviço dos interesses do grande capital, o mundo continuará sua marcha para a tragédia.

Em nosso caso, a salvação da biodiversidade com que nos privilegiou a Natureza e, em seguida, a História, vem correndo novos e evitáveis riscos, a partir do desmantelamento do Estado, promovido pelo governo neoliberal de Fernando Henrique Cardoso.

Desde Getúlio Vargas, o Brasil dispunha de grupos técnicos de planejamento de infraestrutura a médio e longo prazo. Durante o governo de Juscelino, esses grupos se tornaram a vanguarda do desenvolvimento da economia nacional. Os governos militares mantiveram alguns deles, reorganizaram outros e esvaziaram os demais. Um desses grupos, talvez o mais importante para o nosso desenvolvimento, era o Geipot – reorganizado em 1965, durante o governo de Castelo Branco, abandonado por Fernando Henrique e hoje em liquidação. A União teve o prejuízo de 400 milhões de reais na execução das obras da Ferrovia Norte-Sul, por falta de um órgão como o Geipot. O serviço das empreiteiras não foi fiscalizado, dia-a-dia, como deveria ter sido, e erros graves, além da não execução das obras planejadas, como estações e depósitos, foram constatados pela nova diretoria da Valec, a estatal que administra a implantação do grande trecho ferroviário.

Kamel só pode estar em férias



Não é possível, minha gente!. Veja só o texto abaixo que demostra, com base estatística, que o Bolsa Família, ao distribuir renda, combate a violência. Como se isso fosse novidade para quem atua no campo progressista, não é mesmo?

N'O Globo: A redução da desigualdade com o Bolsa Família está chegando aos números da violência. Levantamento inédito feito na cidade de São Paulo por pesquisadores da PUC-Rio mostra que a expansão do programa na cidade foi responsável pela queda de 21% da criminalidade lá, devido principalmente à diminuição da desigualdade, diz a pesquisa. É o primeiro estudo a mostrar esse efeito do programa na violência.
Em 2008, o Bolsa Família, que até ali atendia a famílias com adolescentes até 15 anos, passou a incluir famílias com jovens de 16 e 17 anos. Feito pelos pesquisadores João Manoel Pinho de Mello, Laura Chioda e Rodrigo Soares para o Banco Mundial, o estudo comparou, de 2006 a 2009, o número de registros de ocorrência de vários crimes — roubos, assaltos, atos de vandalismo, crimes violentos (lesão corporal dolosa, estupro e homicídio), crimes ligados a drogas e contra menores —, nas áreas de cerca de 900 escolas públicas, antes e depois dessa expansão.
— Comparamos os índices de criminalidade antes e depois de 2008 nas áreas de escolas com ensino médio com maior e menor proporção de alunos beneficiários de 16 e 17 anos. Nas áreas das escolas com mais beneficiários de 16 e 17 anos, e que, logo, foi onde houve maior expansão do programa em 2008, houve queda maior. Pelos cálculos que fizemos, essa expansão do programa foi responsável por 21% do total da queda da criminalidade nesse período na cidade, que, segundo as estatísticas da polícia de São Paulo, foi de 63% para taxas de homicídio — explica João Manoel Pinho de Mello.

17 junho 2012

No Estado de Minas, em Juiz de Fora


Admira-me ver essa matéria reproduzida no Jornal da Família Marinho, O Globo. Acho que o Ali Kamel está de férias, hehehe:

"Em relato inédito, a presidente Dilma Rousseff contou detalhes de sessões de tortura às quais foi submetida na prisão em Juiz de Fora (MG), quando presa política, na década de 1970. Ela narrou seu sofrimento ao Conselho dos Direitos Humanos de Minas (Conedh-MG), que a ouviu em 2001, nove anos antes de ascender ao Planalto. O depoimento, divulgado pelo jornal “Estado de Minas” neste domingo, expõe um capítulo ainda pouco conhecido da militância política da petista: os castigos em seu estado natal, onde iniciou a trajetória subversiva.

A literatura sobre a militância política da presidente registra fartamente informações sobre a passagem de Dilma pelos calabouços da ditadura no Rio e em São Paulo. No depoimento, ela lembra que foi colocada no pau de arara, tomou choques elétricos, apanhou de palmatória e foi submetida a socos.

“Minha arcada girou para o lado, me causando problemas até hoje, problemas no osso do suporte do dente. Me deram um soco e o dente se deslocou e apodreceu”, relatou, segundo o documento. Ela conta ainda que os torturadores ameaçaram agredi-la no rosto, dizendo que, depois deformada, “ninguém ia querê-la”. As sequelas no maxilar só teriam sido corrigidas depois que ela assumiu cargos no governo Lula, em 2002, por meio de cirurgias.

Aos 77 anos ela está de volta...



... e, ao que parece, em forma. A notícia de que teremos Erundina no pleito municipal é alvissareira para os movimentos populares organizados. Ela "fala a língua do povo, como ninguém fala mais." Veja a ex-prefeita em ação, como destacou Saul Leblon, na Carta Maior: "Vou fazer campanha junto do povo, na periferia, nas favelas, nos cortiços. Não sei se o PP se encaixa porque não sei se eles concordam com nosso projeto. Eu derrotei Maluf em 88 e ele não vai fazer gestão nenhuma. Ele não vai ser o prefeito e nem o vice-prefeito. O prefeito será o Haddad e a vice-prefeita serei eu. Quem vai governar conosco é o povo organizado. Mais importante do que a pessoa é o projeto político (...) Não vou estar confortável no mesmo palanque com o Maluf. Com certeza não. Até acho que ele nem vai enfrentar a reação da massa, que é o nosso povo, com quem a gente vai ganhar as eleições e governar a cidade. Com esse povo a gente consegue manter a coerência (...) com todas as críticas que a gente pode fazer aos governos do Lula e da Dilma, eles foram governos voltados para o interesse da maioria. Mesmo que isso tenha exigido certas concessões ao outro polo da sociedade. A política é real. Não é algo que se dá no plano do ideal, da abstração" 

13 junho 2012

Stanley Burburinho: Genealogia de Tourinho



1 - Nome do desembargador que autorizou a transferência de Cachoeira do presídio de segurança máxima no RN para a Papuda, em BSB: Tourinho Neto -http://www.jornalopcao.com.br/posts/ultimas-noticias/carlinhos-cachoeira-sera-transferido-para-brasilia

2 - Nome do desembargador que quer anular os grampos das operações Vegas e Monte Carlo: Tourinho Neto - http://www.aredacao.com.br/noticia.php?noticias=13948

3 - Nome do relator que desbloqueará os bens da Vitapan, empresa de Cachoeira: Tourinho Neto -http://www.jornaldotocantins.com.br/20120613123.128592#13jun2012/politica-128592/

4 - Desembargador acusado de querer "soltar todo o crime organizado de Goiás, DF e adjacências" - http://www.dignow.org/post/desembargador-tourinho-neto-quer-soltar-todo-o-crime-organizado-de-goiás-df-e-adjacências-4206743-57849.html Tourinho Neto

5 - Desembargador que, antes de tomar posse, já estava na mira Eliana Calmon e de conselheiros do CNJ - http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/judiciario/chegada-vigiada/ Tourinho Neto

6 - De qual Tribunal Regional Federal é o desembargador Tourinho Neto? Ele é do TRF-1 do DF.

Internet: quem usa? E como?

O que chama a atenção nos números, e isso deve sim preocupar a mídia tradicional, é que 89% dos 80 milhões de usuários regulares, entre 18 e 49 anos, acessam blogs. A má notícia é que mais de 68% dos usuários estão mais interessados em humor, entretenimento, turismo, esportes, automóveis e games. Mas sou um otimista. A internet pode não mudar o mundo sozinha, mas que vai ajudar, vai.


11 junho 2012

Mello e o trabalho degradante, na Globo

por Antonio Mello


Segundo o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, a Procuradoria do Trabalho da 1ª Região encontrou um cardápio com várias opções de irregularidades trabalhistas na Rede Globo do Rio de Janeiro: casos de funcionários com expediente de mais de 19 horas e desrespeito ao intervalo mínimo entre expedientes (11 horas) e não concessão do repouso semanal remunerado. “Foi constatado excesso de jornada e que este excesso é habitual, e não extraordinário”, explica a procuradora Carina Bicalho, do Núcleo de Combate às Fraudes Trabalhistas.
Acordo firmado entre a empresa e o Ministério Público (MP) no fim de 2011 trouxe como resultado que a Rede Globo vai ter que contratar 150 jornalistas e radialistas para suas redações, além de pagar uma multa de R$ 1 milhão de reais.

10 junho 2012

Como a Mídia Gostaria que as Coisas Fossem...

... e Como elas São de Fato:


por Marcos Coimbra

A cobertura de nossa “grande imprensa” da atualidade política gira em torno de três equívocos. Por isso, mais confunde que esclarece.

Os três decorrem da implicância com que olha o governo Dilma Rousseff, o PT e seus dirigentes. A mesma que tinha em relação a Lula quando era presidente.

Há, nessa mídia, quem ache bonito – e até heróico – ser contra o governo. E quem o hostilize apenas por simpatizar com outros partidos. Imagina-se uma espécie de cruzada para combater o “lulopetismo”, o inimigo que inventaram. Alguns até sinceramente acreditam que têm a missão de erradicá-lo.

09 junho 2012

Sábado Ilustrado


A ex-spice girl é obra do Cabral. Fluminense, de Niterói, o desenhista e músico é apaixonado por arte.  O trabalho dele é curioso porque você pode fazer contato pelo blog, enviar fotos que ele faz a caricatura por encomenda. Ele também criou uma comunidade chamada Quero uma Caricatura. Sandro Cabral é nosso homenageado de hoje da coluna Sábado Ilustrado.

08 junho 2012

A Privataria Tucana em Russo

Era assim que eles brincavam com as economias dos países em desenvolvimento. Era. Acabou!

Atualização às 19h18 do sábado: Sim, botei russo no título porque o processo na Grécia está em curso, enquanto que na Rússia o escândalo se consumou e o regime de exceção decorrente dessas escolhas também.

A sugestão é do André Lux, do Tudo em Cima

07 junho 2012

Quem acha esta foto tendenciosa levanta a mão!

É quase uma piada pronta, com a colaboração do jornalista Mateus Munin.

06 junho 2012

Guerra contra As Drogas ou Drogas para a Guerra?


Após várias décadas da “guerra contra as drogas”, acompanhada por um custo colossal em vidas humanas e recursos materiais, os narcotraficantes hoje são mais fortes do que nunca e controlam um território maior do que em qualquer época.
Nos últimos seis anos, ocorreram no México mais de 47 mil assassinatos relacionados ao tráfico de drogas. O número de mortes foi de 2.119, em 2006, para cerca de 17 mil, em 2011. Em 2008, o Departamento de Justiça estadunidense advertiu que as OTDs (Organizações de Tráfico de Drogas), vinculadas a cartéis mexicanos, estavam ativas em todas as regiões dos Estados Unidos. Na Flórida atuam máfias associadas ao cartel do Golfo, aos Zetas e à Federação de Sinaloa. Miami é um dos principais centros de recepção e distribuição de drogas. Além dos mencionados, outros cartéis, como o de Juárez e o de Tijuhana, operam nos Estados Unidos.
Os cartéis do México ganharam maior força depois que substituíram os colombianos de Cali e Medellín nos anos 1990 e controlam agora 90% da cocaína que entra nos Estados Unidos. O maior estímulo ao narcotráfico é o alto consumo estadunidense. Em 2010, uma pesquisa nacional do Departamento de Saúde revelou que aproximadamente 22 milhões de estadunidenses maiores de 12 anos consomem algum tipo de droga.

Não deu, não aconteceu? Rárara!

por Marco Antonio Araújo


Coerência é uma qualidade nem sempre admirável. No caso da Rede Globo, o esforço em reescrever a história do Brasil tem se mostrado uma prioridade. Por repetidas vezes, a emissora usou a tática de apagar passagens, eventos e personagens fundamentais da Nação. Não satisfeita, agora quer recontar a história da humanidade. Pois, se depender da Velha Senhora, as Olimpíadas de Londres não serão realizadas.

É uma maratona de omissões. E, segurando a tocha das trevas, à frente de um pelotão de profissionais constrangidos, impera Galvão Bueno. No jogo deste domingo (03), contra o México, não foi diferente.

É um teste de resistência e concentração. Como cobrir os preparativos do time de futebol olímpico sem dizer isso ao público? Simples: menosprezando a inteligência dos telespectadores. Pior: o time brasileiro em campo era justamente o olímpico, contra uma seleção aberta do México (ou seja, que está sendo preparada para Copa do Mundo).

Será que Ali conhece Jaime? Deveria...


"Se no mito fundacional da nação os índios devoraram os primeiros colonizadores, aqui temos o inverso, esta é uma nação que devora o corpo negro. O corpo negro, tenho dito, representa um excesso de significados – criminoso, feio, perverso, malvado, sujo – que não lhe basta matar, é preciso negar qualquer possibilidade de humanidade. Quando a polícia aperta o gatilho, ela está “apenas” traduzindo os significados da subalternidade negra historicamente produzidos. A polícia mata em conformidade com um modelo de sociedade que em sua essência é anti-negra, afinal o policial não é um extraterrestre. Ele é parte de uma sociedade inerentemente racista."


por Jorge Américo
No início de maio, pelo menos 40 organizações populares se reuniram na cidade de São Paulo para lançar a Frente Pró-Cotas Raciais. O encontro ocorreu duas semanas após o Supremo Tribunal Federal (STF) declarar a constitucionalidade da reserva de vagas para negros em instituições públicas de ensino superior.
A mobilização se deu quando os reitores das três universidades estaduais paulistas (USP, UNESP e Unicamp) anunciaram que a decisão do STF não provocará nenhuma alteração em seus processos seletivos. O primeiro ato político da Frente foi a realização de uma Aula Pública, na semana da Abolição, no interior da Faculdade de Direito do Largo São Francisco.
Anteriormente, muitas dessas organizações formaram o Comitê contra o Genocídio da Juventude Negra, para denunciar a violência policial e a ausência de políticas públicas voltadas para essa parcela da população.
Em entrevista à Radioagência NP, do grupo Brasil de Fato, Jaime Amparo Alves, doutor em Antropologia e Pesquisador do Departamento de Estudos Africanos e Afro-Americanos da Universidade do Texas (EUA), interpreta as recentes mobilizações como um indicativo de que é possível uma reaproximação das entidades do movimento negro, fragmentado com a aprovação de um Estatuto da Igualdade Racial “esvaziado”.

05 junho 2012

O principal repórter investigativo de Veja voltou!



O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (Brasília) decidiu ontem (4) mandar soltar o sargento da reserva Idalberto Matias de Araújo, o famoso Dadá. Ele foi apontado pela Operação Monte Carlo como um dos principais operadores do mafioso Carlinhos Cachoeira. O TRF determinou que, para ficar em liberdade, Dadá não poderá ter contato com os envolvidos nas investigações nem se ausentar de Brasília sem autorização.

Em várias escutas da Polícia Federal, o araponga Dadá aparece como fonte privilegiada da revista Veja. Ele inclusive ajudou, com suas ações criminosas e ilegais de espionagem, a inspirar algumas capas da publicação da famiglia Civita. Com a sua prisão e de outros integrantes da quadrilha de Cachoeira em fevereiro, a revista até perdeu a “criatividade” na sua linha editorial de escandalização da política e de assassinatos de reputação.

Será que agora o araponga voltará a prestar os seus inestimáveis serviços à redação da revista Veja? O editor Policarpo Junior e o capo Bob Civita até deveriam promover uma festa de boas-vindas ao ativo colaborador libertado das garras da polícia. Seria o caso de transformar a festa num ato político em defesa da “liberdade de expressão” e pela imediata libertação do "empresário de jogos" Carlinhos Cachoeira.

04 junho 2012

Alguns Colegas


Fiquei pasmo ao saber que quem envenenou Gilmar Mendes (com a intriga de que Lula espalhava a viagem à Europa do ministro do STF com Demóstenes) tenham sido duas jornalistas, uma da TV Globo de Brasília e a outra também da Globo, mas do canal Globo News. Entristece saber que colegas com carreiras de tantos anos de bons serviços prestados à profissão são capazes de se prestarem a este tipo de papel.

Trata-se de uma guerra suja, em que a vítima primeira é a verdade. Infelizmente, não posso revelar os nomes, ainda, mas posso dar pistas. Uma delas se associou ao agora candidato à prefeitura de Salvador pelo DEM, quanto este era deputado federal e vazava documentos sigilosos da CPI do mensalão. Tratava sua "fonte" carinhosamente de grampinho, história que já contei aqui.

A outra teve uma sólida carreira no jornal impresso das "Organizações", sempre na área de economia. Já deu muito plantão na porta de Ministério, sob sol e chuva. Agora tem um cargo importante, com ar condicionado, café trazido em bule de prata, condição que a aproxima dos poderosos de turno. Esta jornalista terá um papel muito importante nas próximas eleições presidenciais. Seguir seus passos será fundamental para entender o jogo da "firma".

03 junho 2012

"A Faxina não Deu Certo"


da Agência Estado

Boa parte dos moradores de rua da região central de São Paulo acha que de nada adiantou a operação da Polícia Militar na Cracolândia. Pesquisa inédita da Secretaria Municipal de Assistência Social revela que 72,3% deles afirmam que a intervenção policial - que completa cinco meses neste domingo - não mudou suas vidas. Outros 17,2% acreditam que a situação piorou - sobretudo por causa da violência dos agentes de segurança - e o restante vê progresso ou não respondeu.

A pesquisa foi feita com uma amostra de 380 pessoas, retirada do grupo de 6.675 pessoas que moram nas ruas e não são atendidos pelos albergues da Prefeitura. O estudo foi realizado de janeiro a março por pesquisadores da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo.

Entre os moradores de rua que presenciaram a ação, 14,2% disseram ter sofrido alguma agressão policial. E 23,5% criticaram a investida da PM porque, segundo eles, a cracolândia apenas mudou de endereço.

02 junho 2012

Uma outra Veja era Possível


Tenho acompanhado a disputa entre jornais e revistas. Claro que não tomo partido – mas sempre me reservo o direito de ficar revoltado quando sou surpreendido pela divulgação de que a Veja, sob a direção do Mino, (1968/74), tenha cedido em qualquer situação à pressão dos poderosos da ditadura.
Lendo hoje o texto do Mino, friamente, relato o que vivi ao compartilhar a trajetória dele em Veja.
Trabalhei na revista desde antes de ela ir para as bancas. A primeira capa, uma foice e um martelo, foi produzida por mim. Para se ter ideia de como a época era perigosa, quando fui incumbido de preparar a capa, parti, com total sigilo, para comprar as ferramentas. Fui a uma loja do Itaim Bibi, São Paulo. Quando comprava os tamanhos ideais da foice com o martelo, fui agredido por um cliente da loja, que, aos berros, me acusou de comunista. Paguei rapidinho e saí. Não podia polemizar porque acabaria ficando público que aquela seria a capa da esperada revista semanal que estava sendo lançada na semana seguinte.
Em dezembro de 68, quando eu assumia a sucursal de Salvador, a revista, que tinha na capa uma foto de Costa e Silva fardado, sentado numa cadeira do Congresso vazio, com seu quepe ao lado, foi apreendida. E editado o Ato Institucional V, que jogava o país nas trevas. A partir daí, a censura que era feita por militares foi transferida para um intelectual. Segundo o Ministério da Justiça, a redação era esperta e conseguia enganar o censor e aquela a foto da capa era uma montagem. Não era.

Sábado Ilustrado

O brasiliense Alê Marques se diz um cara tranquilo. É casado com a Viviane que, segundo ele, é a mulher mais linda do mundo. Gosta de animes, cartoons, e histórias em quadrinhos. Nas horas vagas desenha. E bem, muito bem! Ele é o nosso homenageado de hoje da coluna Sábado Ilustrado. Clique na imagem para ir à galeria virtual do Alê.


01 junho 2012

O Ato Falho Revelador

Quem me chamou a atenção foi a Márcia Cunha. 
- Você não viu o Noblat chamar o Gilmar Mendes de Gilmar Dantas? 
- Como assim? 
- Eu até fiz um print da página e mandei para você, abre lá! 
Fui ver e não é que para o jornalista Ricardo Noblat, um dos maiores expoentes da mídia grande, Gilmar Mendes e Gilmar Dantas são a mesma pessoa? E eu pensei que essa história do Paulo Henrique Amorim era só uma brincadeira. Lembrei-me até daquele apresentador que num ato falho chamou a colega de merda. Ai ai viu. Tem uns que são traídos pela própria língua, não é mesmo?
Ato falho é um fenômeno descrito na obra do psicanalista Sigmund Freud. É um lapso causado pelo nosso inconsciente. Nosso, não, cara pálida, deles, hehehe. 

Profecia do Professor


por Dalmo de Abreu Dallari (*)

Nenhum Estado moderno pode ser considerado democrático e civilizado se não tiver um Poder Judiciário independente e imparcial, que tome por parâmetro máximo a Constituição e que tenha condições efetivas para impedir arbitrariedades e corrupção, assegurando, desse modo, os direitos consagrados nos dispositivos constitucionais.


Sem o respeito aos direitos e aos órgãos e instituições encarregados de protegê-los, o que resta é a lei do mais forte, do mais atrevido, do mais astucioso, do mais oportunista, do mais demagogo, do mais distanciado da ética.


Essas considerações, que apenas reproduzem e sintetizam o que tem sido afirmado e reafirmado por todos os teóricos do Estado democrático de Direito, são necessárias e oportunas em face da notícia de que o presidente da República, com afoiteza e imprudência muito estranhas, encaminhou ao Senado uma indicação para membro do Supremo Tribunal Federal, que pode ser considerada verdadeira declaração de guerra do Poder Executivo federal ao Poder Judiciário, ao Ministério Público, à Ordem dos Advogados do Brasil e a toda a comunidade jurídica.


Se essa indicação vier a ser aprovada pelo Senado, não há exagero em afirmar que estarão correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional. Por isso é necessário chamar a atenção para alguns fatos graves, a fim de que o povo e a imprensa fiquem vigilantes e exijam das autoridades o cumprimento rigoroso e honesto de suas atribuições constitucionais, com a firmeza e transparência indispensáveis num sistema democrático.

Pobre Futebol Rico



Quando a Globo e a Record disputaram a compra de direitos do brasileirão, um dos argumentos para convencer a CBF do fim do monopólio nas transmissões era o de que não fazia sentido submeter o torcedor a rodadas no meio de semana que começassem quase às dez da noite. Isso penaliza não só os torcedores, mas jogadores, dirigentes, profissionais envolvidos direta e indiretamente com a rotina das transmissões e dos estádios...

Pois não é que o exemplo prático apareceu? Na última quarta-feira a TV Globo teve que mexer na grade para transmitir o amistoso do Brasil contra os EUA, em Washington. Quem perdeu? Só a Globo. Como noticiou a Keila Gimenez, no horário nobre, a emissora cedeu de cinco a sete pontos de audiência à concorrência. E isso não é pouca coisa. É a sexta parte, em média, de todos os aparelhos que estavam sintonizados no canal.

"As novelas 'Cheias de Charme' e 'Avenida Brasil' e o 'Jornal Nacional', diz Keila, perderam (...) a primeira de 33 pontos para 28; a segunda, de 40 para 33 e o JN, por sua vez, foi de 34 para 29". E o futebol? Foi bem, obrigado. Trinta e um pontos, apesar de ser apenas um amistoso. 

Ah, muitos vão argumentar que no brasileirão o interesse não é tão grande... Depende, se as emissoras investirem em transmissões regionalizadas, eu duvido que o interesse não aumente. E digo mais, com jogos começando mais cedo, a frenquência aos estádios aumenta e a receita dos pequenos, com renda de bilheteria e patrocínios também!

 
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