31 maio 2012

Tem corrupção? Tem. Tem mensalão? Não!

por Paulo Moreira Leite


O leitor que tiver paciência de ler esta nota até o fim terá elementos melhores para julgar o debate envolvendo Lula e Gilmar Mendes.

Escrevi em nota anterior que o pano de fundo deste conflito envolve o ambiente político em torno do mensalão.

Uma das partes tem interesses em politizar o debate no ponto máximo. A outra tem esperança de convencer os ministros a apoiar-se em argumentos de natureza técnico, no exame das provas.

A leitura do relatório do delegado da Polícia Federal Luiz Flávio Zampronha, disponível na internet, é rico em detalhes e bastante completo na abordagem.

Só para o leitor ter uma ideia da radicalização da situação. Tratado pela imprensa, o relatório já foi exibido como prova definitiva da existência do mensalão. Também foi apontado como prova do contrário.

Luta por Moradia Digna na Cidade Maravilhosa?

É sobre a "revitalização" do "Porto Maravilha", região central do Rio de Janeiro. Mas não é só. Acontece em todo o país. A idéia é deixar tudo "limpinho e cheiroso".

Somos iguais uma ova!



O sempre mestre e sempre saudoso Evandro Lins e Silva lembrava-me a força de bisturi da lógica de Anatole France desmontando o igualitarismo farisaico do direito liberal:
“Em sua igualdade majestática a lei proíbe tanto ao rico quanto ao pobre dormir embaixo da ponte, esmolar nas ruas e furtar pão”.
Os dois mestres e a sentença genial me vêm a propósito de telefonema de prezada  amiga e leitora, que me interpela pedindo justificativa para as políticas de afirmação positiva:
Se somos todos iguais, não seria uma discriminação contra os outros, o privilégio dado aos negros no acesso à universidade?”
Ora, não somos iguais, e uma das maiores farsas do direito de classe é a afirmação, consagrada nas chamadas constituições democráticas, de que ‘todos são iguais perante a lei’, que só poderia ser aceita como projeto de uma sociedade igualitária. Numa sociedade de classes, como a brasileira, essa ‘igualdade’ formal, tomada ao pé da letra, significa simplesmente a manutenção das desigualdades e o aprofundamento da dominação dos pobres. Na verdade, somos desiguais  (uns mais fracos outros mais poderosos, uns mais aquinhoados outros menos aquinhoados, uns ricos outros pobres – e, outros, miseráveis), e, por isso, a igualdade só se busca quando os diferentes são tratados de forma diferenciada. A formulação marxiana – ‘De cada um de acordo com suas possibilidades, a cada um de acordo com suas necessidades’ – parece-me a  mais correta e a única de corte humanista. Não pode o Estado cobrar de todos os mesmos deveres, nem oferecer a todos os mesmos direitos, pois, dos poderosos, dos ricos, incumbe-lhe cobrar mais e aos mais fracos, aos mais pobres, oferecer mais (porque deles, tomou e toma mais).

Contra a Escandalização da Imprensa

Essa Band... Às vezes um entrevistado lúcido consegue manter relativa calma, mesmo estando diante de um acidente, para mostrar ao repórter como deveria ser o trabalho de um profissional de imprensa. Tudo porque a primeira pergunta foi no mínimo capciosa. A sugestão foi de Guilherme Meirelles.

Os Trapalhões

Ninguém acerta todas. Nem Lula. Jamais deveria ter se encontrado com Gilmar no escritório de Jobim. Todos saíram do episódio com suas imagens arranhadas porque, diante de tantas versões sobre o mesmo fato, a opinião pública enxerga sempre um sinal de que alguma coisa nesta história não fecha. Agora, depois de tudo, Gilmar joga o jogo que sabe. Jobim tenta livrar a cara dele e de seu PMDB. E Lula? Bom, ele ainda é o marechal da banda. A charge é do Berzé.


30 maio 2012

Jornalismo ou Militância?


Logo depois do sangrento processo eleitoral de 2010 recebi um convite da militância para vincular meu trabalho à rede de apoio ao governo Dilma e em defesa do ex-presidente Lula. Agradeci e declinei porque entendia que, passadas as eleições, um jornalista que mantém um blog não poderia ficar a serviço da militância política.

Hoje, surpreso, leio no Nassif que ele foi vítima da mesma confusão. Jornalista é jornalista, militante é militante. Não é porque eu goste de Lula e aprove seu governo que eu deva estar a serviço de suas causas pessoais e dos interesses de seu partido, o PT.

O mesmo diz respeito à Dilma. Considero seu governo adequado para dar respostas às necessidades no país neste momento histórico, mas mantenho minhas críticas quanto a leniência com o "fazer" da política brasileira, na base do compadrio e dos conchavos. Mas é para isso que a grande imprensa oposicionista se presta, não é mesmo?

Um blog como o meu deve se pautar pela autonomia e independência. Procurar meios de apresentar ideias, analises e informações que não estão na mídia, ainda que o viés possa muitas vezes ser interpretado como "governista", ou "adesista".

Claro que vou criticar toda vez que considerar necessárias as críticas. Mas não vou me furtar de elogiar sempre que julgar necessário. Afinal, nasci nos anos 60 e de lá para cá é a primeira vez que vejo meu país nos trilhos, distribuindo renda e melhorando a vida dos que mais precisam. E isso, qualquer cidadão de bom senso, jornalista ou militante, não pode deixar de admitir.

Semer: Quem vigia Quem?


Se a imprensa muitas vezes se assume como ombudsman do poder, as redes sociais estão se transformando cada vez mais em ombudsmans da própria imprensa. 
Na semana que passou, um vídeo que já havia sido exibido pela TV Bandeirantes ganhou status de viral. A repulsa nas redes sociais à entrevista humilhante de um preso provocou manifestações formais do Ministério Público Federal, da Defensoria Pública baiana e até uma promessa da própria emissora em punir a jornalista. Como se a Band já não tivesse visto –e, inclusive, apresentado- o programa anteriormente.
Os pecados da imprensa não passam mais incólumes diante do exigente olhar compartilhado de uma multidão de perfis na rede.
#Globofail, por exemplo, foi “trending topic” no final de semana, quando internautas descobriram e avisaram aos demais que a rede de televisão que anunciava freneticamente a transmissão ao-vivo de uma luta de UFC, só ia mostrar mesmo o vídeo-tape.

28 maio 2012

Bob Fernandes: A tabelinha Gilmar-Veja

A sugestão foi de Romério Rômulo.

Coluna Política



Os últimos acontecimentos no cenário político brasileiro me enchem de inquietação. Está claro que está em curso um plano para costurar um "acordão" na CPMI do Cachoeira.


O PT, o PSDB e o PMDB (os grandes partidos brasileiros e outros menores) estão sim envolvidos no escândalo. Não há como negar. Quantos são, seus nomes, e até que ponto estão comprometidos, só uma investigação isenta seria capaz de revelar.


Mas, convenhamos, quem seria isento o bastante hoje para apurar as denúncias? Deputados e Senadores compõem um tribunal político, sujeito às pressões partidárias e à relevância individual de cada parlamentar ao longo do processo.


Na Côrte Suprema, pasmem, os representantes são escolhidos por afinidade política, não por seus pares, ou pela adoção de critérios meritórios. Portanto, sabemos que nem sempre as peças ali são apreciadas pelo que de fato representam tecnicamente. 


Por outro lado, a imprensa, que poderia municiar a opinião pública de informações cujas premissas deveriam ser a busca permanente de pluralismo, isenção e imparcialidade, é também agente neste jogo de poder, alinhada explicitamente com um dos grupos em disputa.


A que imbróglio chegamos? Já imaginaram o tamanho da crise política, caso todos esses atores resolvessem jogar o jogo de seus próprios interesses individuais? Ainda não chegamos a este ponto, mas estamos perto...


Se Câmara e Senado, Governo Federal, Governos Estaduais, MPF, Procuradoria-geral da República, STF e mídia grande escancarassem seus interesses estariam todos numa enorme vala comum, cujos resultados seriam imprevisíveis, primeiro para a preservação das instituições e, depois, para a governabilidade.


Ora, mas se as instituições estão corroídas e sem credibilidade, o que fazer? Há os que defendam a revolução (sempre haverá). Também há os que defendem a ordem e a disciplina militar, como o Estado Maior das Forças Armadas, sempre disposto a "proteger" o Estado.


Portanto, diante de iminente radicalização, não são poucos os que começam a propor - e aqui faço um tributo ao saudoso Ulysses Guimarães - o bom e velho diálogo. Muitas vezes, bem sabem os juristas, um péssimo acordo é muito melhor do que qualquer demanda.

Quando a ingenuidade vira uma arma perigosa


Em 2007, aproveitando o acidente com o vôo 3054 da TAM, empresários paulistas lançaram o “Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros” que ficou conhecido popularmente como “Cansei”, integrado por atrizes, atores e apresentadores de TV famosos que protestavam por uma variedade de temas – caos aéreo, corrupção educação, segurança.
Na visão do cônsul-geral dos Estados Unidos em São Paulo, Thomas White, que deixou o cargo em meados de 2010, o movimento não era apartidário.
Assim começa um comunicado enviado a Washington no dia 18 de setembro de 2007: “Na tentativa de aplacar o descontentamento popular com o governo Lula, um grupo de empresários de São Paulo lançou o Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros, conhecido informalmente como ‘Cansei’ (I’m tired)”.
O documento segue dizendo que “apesar de os líderes insistirem no apartidaridarismo e dizerem que o movimento não ataca ninguém especificamente, tem causado forte reação de movimentos sociais e entidades ligadas ao governo Lula, que caracterizam o Cansei como um grupo de membros ricos da elite branca sem nada melhor para fazer do que reclamar”.
White diz ainda que o movimento não sabia direito para que direção avançar. “Conforme descrito em seu site e cartazes publicitários, os membros do Cansei estão fartos do caos aéreo, do poder dos traficantes, das crianças nas ruas, balas perdidas e tanta corrupção”.

26 maio 2012

A internet que a gente não vê



Existe uma outra dimensão de internet, a Deep Web, ou rede profunda. Lá as coisas não são tão docilmente "indexadas" como são no mundo do google e de outros buscadores. Lá é o inferno para uns e o paraíso para outros... 


por Wander Castedo


Ontem finalmente fiz os procedimentos necessários para acessar a Deep Web. 
O que eu achei da experiência e um pouco do que encontrei por lá descreverei abaixo:

OBS: Obviamente não colocarei detalhes e imagens do conteúdo dos sites , pois não é  à  toa que esse conteúdo está escondido na internet. Apenas descreverei superficialmente.

Instalei todos os programas necessários, o Tor e o Comodo (firewall). Estando tudo ok, meu ponto de partida foi através da Hidden Wiki que é uma espécie de google da deep web. Lá, fui encontrando vários links que me levavam a outros vários links, e foi aí que a coisa foi ficando muito bizarra. Entrei em alguns links e fiquei muito perplexo com tudo que ví. Canibalismo, vídeos de assassinatos feitos pelo assassino, rituais satânicos com sacrifício de animais e também de pessoas, absurdos sites de pedofilia com bebês, mercado negro para tráfico de órgãos, um site que ensina como matar pessoas sem deixar pistas e outras coisas escrotas. O fato é que a cada link que eu entrava eu ia mais profundo na Deep Web, só que quanto mais fundo eu ia , mais coisas escabrosas eu via , alem de o tempo todo sentir uma sensação estranha vinda do monitor do meu PC. Era uma sensação ruim, uma energia negativa muito pesada e a impressão que eu tive é que eu estava entrando no inferno através do PC. Fui mais fundo e coisa foi ficando pior (Atrocidades inimagináveis) e então parei , pois já havia chegado no meu limite, já era tempo demais vendo aquelas coisas (e olha que eu sempre tive estomago para imagens fortes).

Não posso negar que fique impressionado, foi uma experiência bastante desconfortável, descobri até onde vão as perversões do ser humano. Mas de qualquer forma a experiência valeu, penso que todo e qualquer conhecimento é válido mesmo que tenha doído um pouco absorver tais atrocidades. Não pretendo me aventurar novamente nesse mundo , essa experiência já foi o suficiente. Lembrando que nessa viagem encontrei também alguns sites de utilidade pública e conhecimento ,mas pelo que percebi são minoria quase tubo é perversão e ilegalidade.

Procura-se um Torturador



O anúncio passou praticamente despercebido em meio aos classificados de imóveis ou à procura de babás no fim do mês de Abril. Mas no The Guardian, com este título, foi de arrepiar os cabelos: recrutamos torturadores e sequestradores. Como assim?


"A Embaixada oferece uma posição de torturador com salário de 16 mil a 21 mil libras, em tempo integral. A posição é no Oriente Médio, numa prisão moderna. Nosso candidato ideal deve saber infligir dor extrema e sofrimento. E ter amplo conhecimento de anatomia". 


O anúncio piora e termina mais assustador: "Se soa como uma piada cruel, isso só acontece porque tais anúncios não são normalmente na imprensa, mas esses comércios existem".

Sábado Ilustrado - A Rainha



Jackson Coelho é carioca, tem 31 anos, começou desenhar aos cinco e hoje é autodidata.

Começou nas histórias em quadrinhos e sempre teve muito apoio da família, o que é de extrema importância para qualquer artista.

Incentivado pela mulher, Katiele, Jackson foi em frente. Hoje, orgulhoso, sobrevive graças ao talento e o incentivo que teve.

Descobriu o aerógrafo na internet e deixou a pintura em tela para fazer painéis realistas. Daí para pintar pessoas foi um pulo. Hoje, seu grande barato é pintar paredes.

24 maio 2012

Extra! Stanley Burburinho: Será só imaginação?

Em agosto do ano passado o país passou pela "crise" do Ministério do Turismo.
Uma operação da Polícia Federal apelidada de Voucher desmontou um esquema de corrupção que envolvia peemedebistas e uma ONG.
O dinheiro foi repassado, mas não chegou ao destino.
A ação desencadeou um mal estar entre a base e o Governo.
No dia 11 de agosto o Jornal Nacional lançou mão de um grampo que serve apenas para ilustrar como as empresas de fachada eram arregimentadas pelo esquema.
Stanley Burburinho me pergunta se teria sido este o grampo sobre o qual Dadá se refere, nas conversas que vieram à tona na Operação Monte Carlo?



Seria Dadá, a serviço de Cachoeira, parceiro da TV Globo para ilustrar reportagens do JN? Será que os colegas Vladimir Netto e Ari Peixoto poderiam ajudar a CPMI a elucidar este caso? Talvez a Silvia Faria, diretora de jornalismo de Brasília à época. Ou, quem sabe, o Bonner, editor-chefe do telejornal. Ou melhor, o Ali Kamel e os Marinhos? Com a palavra os deputados da CPMI.

Para ver a reportagem com o grampo que pode ser o Dadá basta ir aqui, enquanto ela ficar no ar, porque depois dessa tenho dúvidas se será fácil acessá-la. De qualquer forma segue um html que pode facilitar um "cache" no futuro. (( http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2011/08/mp-investiga-fraude-em-outros-dois-convenios-do-ministerio-do-turismo.html ))

Burburinho informa: Aqui tem outra. (( http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2011/08/libertada-metade-dos-presos-na-operacao-da-pf-no-turismo.html )) Repare na última nota que a Fátima lê, em que diz que, segundo os advogados de Frederico da Costa, a gravação não faz parte da investigação.

Por que Dilma deve vetar o Novo Código Florestal?



Porque o texto incentiva a ocupação das chamadas áreas de risco: encontas de morros e margens de rios e córregos.

Porque com menos vegetação aumentam os riscos de deslizamentos e enxurradas vindas das encostas e com o aumento da correnteza dos rios vêm as enchentes e alagamentos.

Porque a proposta de reduzir a chamada área de mata nativa, que deve ser conservada nas propriedades, pode acabar muitas espécies de plantas e animais e incentivar ainda mais o desmatamento.

Porque o Novo Código também pretende perdoar multas aos que já desmataram ilegalmente sem exigir sequer a recuperação da área atingida.

Porque o desmatamento e consequente queimada aumenta ainda mais a emissão de gases de efeito estufa, o que pode aumentar o aquecimento global.

Antes tarde do que nunca


A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) torna público seu veemente repúdio à produção e exibição, no programa "Brasil Urgente", da TV Band Bahia, de entrevista que expõe à humilhação um jovem negro detido pela polícia, acusado de assalto e estupro. Programas policialescos, irresponsáveis e sensacionalistas não podem ser tolerados pela sociedade por se travestirem de produções jornalísticas. Na verdade, estes programas ferem os princípios e a ética do Jornalismo e configuram abuso das liberdades de expressão e de imprensa, por violarem os direitos constitucionais da cidadania.


A entrevista “Chororô na Delegacia: acusado de estupro alega inocência”, veiculada no programa "Brasil Urgente", foi feita por Mirella Cunha, que não é jornalista profissional, na 12ª Delegacia de Itapoã. As atitudes da entrevistadora, que em nada segue a técnica e a ética jornalísticas, deixam evidente a intenção de constranger e humilhar o jovem detido. Diante da sua alegação de inocência da acusação de estupro e de sua disposição de submeter-se a exame pericial para comprová-lo, a entrevistadora debocha do jovem por ele não saber o nome do exame que poderia ser feito para compravar sua inocência e dá gargalhadas.

Obama e o golpe de marketing do casamento gay


Quem entre os bajuladores e atores na festa do dinheiro de Clooney, em Hollywood, gritou: "Recordem Bradley Manning"? Que eu saiba, nenhum eminente porta-voz dos direitos dos gay manifestou-se contra a hipocrisia de Obama e Biden que afirmam apoiar o casamento do mesmo sexo enquanto aterrorizam um homem gay cuja coragem deveria ser uma inspiração para todos, pouco importando as preferências sexuais. 
O feito histórico de Obama como presidente dos Estados Unidos foi silenciar o movimento anti-guerra por justiça social associado ao Partido Democrata. Tal deferência para com um extremismo oculto e corporificado num astuto operador amoral trai a rica tradição de protesto popular nos EUA. Talvez o movimento Occupy siga, como dizem, esta tradição, talvez não. 
A verdade é que aquilo que importa para os que aspiram controlar nossas vidas não é o pigmento da pele ou o gênero, ou se somos gay ou não, mas a classe a que servimos. Os objetivos são assegurar que olhemos para dentro de nós mesmos, não para fora, os outros, e que colaboremos no isolamento daqueles que resistem. Este desgaste de criminalizar, brutalizar e banir o protesto também pode facilmente transformar as democracias ocidentais em estados de terror. 

23 maio 2012

Boris Casoy, isso é que é passar o Brasil a limpo!


MPF representa contra repórter do Programa Brasil Urgente por indícios de violação de direitos constitucionais de um entrevistado
23/05/2012
De acordo com a representação, a conduta da repórter ofende direitos constitucionais do “entrevistado”, que se encontrava preso, à disposição do Estado, em uma delegacia de polícia
Por haver indícios de violação de direitos constitucionais de um preso, a coordenação do Núcleo Criminal do Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA) representou à Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), do próprio MPF/BA, a fim de que adote as medidas cabíveis contra a repórter Mirella Cunha, do programa Brasil Urgente, exibido pela filiada baiana da emissora Band. Há alguns meses, a emissora veiculou a entrevista feita pela jornalista a um homem que se encontrava preso e algemado em uma delegacia de polícia, à disposição do Estado, sob a suspeita de crime patrimonial e estupro.

22 maio 2012

Quem ela pensa que é? (2)



CARTA ABERTA DE JORNALISTAS
Sobre abusos de programas policialescos na Bahia
“O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama a exalta,
Numa cidade onde falta
Verdade, honra, vergonha.”
(Gregório de Mattos e Guerra)
Ao governador do Estado da Bahia, Jaques Wagner.
À Secretaria da Segurança Pública do Estado da Bahia.
Ao Ministério Público do Estado da Bahia.
À Defensoria Pública do Estado da Bahia.
À Sociedade Baiana.

Está rindo do quê?


Dida Sampaio, da Agência Estado, nos contou hoje - numa única imagem - como foi o depoimento de Carlos Cachoeira à CPMI de mesmo nome. 

De um lado, seu advogado circunspecto, cuidadoso, representando legitimamente os direitos de seu cliente (a charge do Brezé acima é precisa). 


De outro, um homem que se recusa a contar o que sabe, ao mesmo tempo em que zomba de seus interlocutores. 

Ele não ri apenas de seus - agora - algozes. 

Ele ri da hipocrisia, da farsa representada pelos "artistas" naquela audiência. 

Mas, sobretudo, ele ri de você, de mim, de nós todos. 

E de um país que aceita passivamente que a política seja feita diante de um balcão cujos interesses econômicos se sobrepõem ao interesse público.

Quem ela pensa que é?


O vídeo que segue do Brasil Urgente, da Band, da Bahia, é um exemplo de jornalismo pra lá de esgoto. Uma repórter loirinha, com rabinho de cavalo à la Feiticeria, coloca um jovem negro, com hematoma aparente de uma agressão recente, numa situação absolutamente constrangedora. Julga-o antes da Justiça, humilha-o por conta de sua ignorância em relação aos seus direitos e ao procedimento a se realizar num exame de corpo delito e acha isso tudo muito engraçado.
Trata-se de uma caso que exige uma ação urgente por parte da sociedade civil. É preciso que se mova uma ação contra a concessionária pública que dá voz a uma repórter irresponsável como essa. Isso mesmo, irresponsável. Estou à disposição da Justiça para me defender em relação ao termo utilizado. A propósito, a concessionária é a Band.
É preciso que entidades de Direitos Humanos e da questão negra também se posicionem.
Também é urgente que entidades como o Sindicato dos Jornalistas da Bahia a Fenaj reajam a essa barbaridade.
Assistam ao vídeo, vocês vão entender minha indignação.
A dica do vídeo me foi dado pelo Fabrício Ramos pelo Facebook.
Atualizando (00:30 da terça-feira): O nome da repórter é Mirella Cunha, como já registrado em muitos comentários. O apresentador do programa para o qual ela trabalha é Uziel Bueno. Mas, em última medida, a Band é a responsável final por essa bárbarie jornalística.
Quanto ao fato de eu ter registrado o loirismo da repórter e a negritude do acusado, pareceu-me importante lembrar que somos um país com enormes desigualdades sociais e raciais. E que o fato de esse garoto ser preto e pobre é o que permite tal atendando aos seus direitos mais elementares. Dúvido que um loiro rico seria tratado dessa mesma forma pela “corajosa” jornalista.

21 maio 2012

O Minueto de Mozart, Aécio e a Vênus


do 247 
As Organizações Globo acabam de fazer um movimento que interessa, em tudo, à possível candidatura do senador Aécio Neves (PSDB-MG) à presidência da República em 2014. Depois de apoiar a produção e investir na divulgação do documentário “Tancredo, a Travessia” e de produzir uma minissérie própria na qual muita gente viu uma propaganda disfarçada de Aécio, a Globo agora contratou para o seu time de primeiro escalão de executivos o assessor Mozart Vianna.
Ele tem 20 anos de experiência como secretário da Mesa da Câmara dos Deputados, mas passou os últimos 14 meses trabalhando numa sala do 11º andar do prédio mais alto do Senado brasileiro. Lá, era o principal assessor de Aécio Neves. Agora, na Globo, Mozart será o gerente de relações institucionais das Organizações Globo. Cuidará das negociações do maior grupo de comunicações do país com o poder público.
É mais um sinal positivo que a empresa da família Marinho dá para o neto de Tancredo Neves em sua caminhada para chegar ao Palácio do Planalto. Em novembro do ano passado, o caríssimo intervalo comercial do Jornal Nacional foi usado para divulgar o documentário “Tancredo, a Travessia”. A película, dirigida pelo cineasta Silvio Tedler, responsável por filmes políticos como “Jango”, foi exibido nos cinemas com o apoio da Globo Filmes. No comercial do JN, Aécio apareceu fazendo referência a Tancredo, chamando-o de “meu avô”.

O Xou não pode parar




A semana começou com as pessoas discutindo em todo Brasil o impacto e a veracidade ou não das declarações de Xuxa ao Fantástico, ontem à noite.


Ao mesmo tempo, e-mails começam a circular na rede provocando os leitores a refletir sobre a veracidade ou não de fotos da estrela.


São vários ensaios nus de Xuxa para revistas masculinas nos anos 80 e três situações em que ela é fotografada em cenas de sexo (montagens?).


Xuxa acaba de ganhar ações na justiça em que exige reparação judicial, pela exibição de imagens relacionadas a seu passado, antes dela se tornar "A Rainha dos Baixinhos".


Sua exposição, seja para o bem, ou para o mal, a promove. E isso é incontestável.


Considerando-se que na semana passada ela anunciou que pretende entrar no ramo de festas infantis, franqueando sua marca para bufets, não é absurdo supor que, assim, o que a apresentadora procura é sair do ostracismo imposto pelo esgotamento do modelo de apresentadora mirim.

Sobre Jornalismo Engraçadinho




O Herrera já jogou no meu time, o Corinthians. Centroavante esforçado, o argentino está longe de ser craque. No Botafogo, tem ficado no banco. Nesse domingo, o Fogão perdia de 1 a zero quando Herrera veio a campo, no início do segundo tempo. Ele fez a diferença. Placar final: Botafogo 4 x2 São Paulo F.C., com 3 gols do Herrera.

O jovem repórter que acompanhava o Botafogo, na transmissão da Globo, correu até o Herrera no fim do jogo. Fez o correto: o argentino era o personagem do jogo. Mas o repórter caiu numa cilada. Resolveu ser “engraçadinho”, talvez contaminado pelo clima geral nos programas esportivos da emissora (atenção, nas transmissões há muita gente boa na Globo, que cobre futebol com classe e competência; mas, nos programas, a regra geral da nova geração é ser “soltinha” e “engraçadinha”): em vez de perguntar sobre o jogo, resolveu perguntar que música Herrera pediria no “Fantástico”.

Aparentemente, Herrera (da mesma forma que esse escrevinhador)  desconhecia o fato de que goleadores tem o “direito” de pedir musiquinha no programa da Globo. O argentino foi seco: “Música pra que?” O repórter insistiu, e Herrera: “não, eu não peço música não; fico na música minha…” Mas “nem em castelhano”, quis saber o jornalista: “Não, nenhuma”.

Tudo isso ao vivo, como se pode ver aqui – http://www.youtube.com/watch?v=XfFfXu4UVm8.
Herrera virou tema no twitter, é claro. Centenas, milhares de mensagens… A maioria, de apoio ao atacante.

19 maio 2012

Sábado Ilustrado para a Mulherada Suspirar


Que tal esta imagem de George Clooney? É de Cota de Jesus, mais um dos ilustradores selecionados para a coluna Sábado Ilustrado, do Doladodelá.

Formado pela Universidade Estadual de Londrina em 2005, Cota é tatuador, caricaturista profissional e professor em cursos de desenho.

18 maio 2012

Nova Luz sobre o Debate Obscuro da Cracolândia


A cidade quer discutir “A Cracolândia muito além do crack”.
Vai ser entre os dias 28 e 30 de maio no anfiteatro da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), na avenida Dr. Arnaldo, 715, no bairro Consolação, em São Paulo.
O plano é “mobilizar as vozes contrárias ao discurso oficial sobre a necessidade da ação que foi deflagrada recentemente na Cracolândia, bem como de suas justificativas, seus métodos e resultados”. 
Para quem assistiu ao programa que o jornalista Gustavo Costa e eu produzimos para a TV Record sabe exatamente o que isso quer dizer.
Quem não viu o programa clique aqui 

A sinceridade de José Serra

Às vezes o patrão se distrai no fechamento. Noutras, o fechador não se atém muito ao que a foto informa. Ponto para o editor de fotografia, que consegue dar mais informação visual do que aquele monte de letrinhas que a foto, em tese, deveria ilustrar.

Mas o mérito mesmo, neste caso, é do fotografo. Só ele pode captar o instante mágico. Neste caso, golaço do veterano Juca Varella, um dois mais importantes repórteres fotográficos em atividade no país. A foto que ilustra a pág. A10 da Folha de S. Paulo de hoje é um primor.

Um político é abraçado calorosamente por uma correligionária. Ele tenta resistir com repulsa, até mesmo certo asco. É sabido, Serra não gosta do contato físico com eleitores. Outra foto que correu o país mostra o candidato na campanha presidencial de 2010 beijando a própria mão. Veja:



Mas aqui (abaixo), Varella foi além. A foto dá dupla leitura. Induz o leitor a acreditar que, com a careca e a mão pálidas, e um meio sorriso de regozijo, o que Serra faz, na verdade, é atacar uma vítima, como faria o consagrado conde Drácula, nas clássicas cenas do cinema.

A foto é uma obra prima e traz ao fundo, de quebra, a colega jornalista Marcela Rocha, que poderia muito bem significar, distraída, a próxima vítima do político. Parabéns Varella! É difícil censurar ou manipular o trabalho de um jornalista, quando o material produzido é genial! E cuidado, Marcela, ele pode estar querendo de pegar, heim! Fiquem com a foto:

17 maio 2012

Nada como a transparência, não é Governador?


O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), negou hoje (17) a existência de recursos federais nas obras dos trens metropolitanos e do metrô paulistano, mas acabou contrariado por um estudo e pela consulta aos sistemas de transparência. “Não tem um centavo do PT em trem e metrô de São Paulo, só tem críticas e aleivosias como esta”, afirmou o tucano, durante evento no Palácio dos Bandeirantes.
Questionado sobre o choque entre trens ocorrido ontem (16) próximo à estação Carrão, na zona leste da capital paulista, o governador criticou estudo divulgado pela bancada do PT na Assembleia Legislativa mostrando corte de recursos na modernização e na construção de novas linhas. Para ele, os petistas “pinçam” dados na tentativa de prejudicá-lo, em episódio que classificou de “baixeza eleitoral” de “quem não contribui com nada para o sistema metroferroviário”.
A consulta ao Portal da Transparência, porém, desmente a versão do governador paulista. Segundo a Controladoria Geral da União (CGU), apenas com vistas à Copa de 2014 serão repassados pouco mais de R$ 1 bilhão do governo federal. A verba tem como objetivo a construção do monotrilho, que o governo estadual considera como uma extensão dos sistemas de trens e metrô. 

Lula acaba de entrar no Face

Isso é que é política com P maiúsculo. É entender o momento histórico e não ter medo de ousar. Na nova ferramenta, Lula não precisará de intermediários se quiser. Poderá "medir o pulso" de seus "seguidores" e entender a dinâmica da rede, de compartilhamento e agregadora. Bem-vindo, saúde e sucesso, Lula, na sua mais nova empreitada!

 

Pobrezinhos, eles estão deixando o país!


do InfoMoney (em tradução livre um jornal para quem se preocupa apenas com a grana)
O ano de 2012 tem sido marcado pela volta dos investidores estrangeiros para a bolsa brasileira - até dados da semana passada, a participação de estrangeiros em termos de volume na bolsa alcançou 40,3% em maio, o maior nível desde o início da crise financeira em 2008. Mas esse movimento pode estar para acabar: por conta dos diversos eventos recentes no País, a percepção de economistas é de que eles não gostam mais do Brasil.
“O Brasil está muito barulhento. Não é mais um player econômico. Agora tudo acaba sendo política, e nós não gostamos disso”, disse Daniel Cunha, membro da equipe de análise da XP Investimentos, após conversa com economistas de grandes bancos internacionais durante Seminário Anual de Metas para Inflação, promovido pelo Banco Central na semana passada.

16 maio 2012

A Nossa Comissão

É admirável ver no mesmo palco os ex-presidentes Lula, Fernando Henrique, José Sarney (agora no Senado) e Fernando Collor confraternizando ao lado da presidente Dilma e dos presidentes dos demais poderes da República. Um gesto de grandeza do tamanho do nosso país.

Reafirma o caráter suprapartidário e não-revanchista da Comissão da Verdade. Estou orgulhoso de ver como amadurecemos enquanto nação. Estamos preparados para viver os grandes desafios que temos pela frente, no combate à pobreza e à desigualdade, para sermos de fato um país rico.

Não podemos aceitar mais a violação dos Direitos Humanos Universais. Esta é a síntese do que deve buscar a Comissão: investigar abusos e propor soluções. Trata-se de uma transmissão histórica, que recomendo ser assistida na integra. Admira-me não ter sido feita em rede de rádio e TV.

O telefonema de Heraldo



Num contato telefônico muito cortês, o jornalista Heraldo Pereira sugere ao Doladodelá a leitura de texto produzido pelo Sindicato dos Jornalistas do Rio, por ocasião do lançamento da segunda edição do Prêmio de Jornalismo Abdias Nascimento. Li o texto que reproduzo integralmente abaixo.
Ele me procurou a propósito da postagem que fiz ontem (aqui) em que, segundo ele, questiono sua liberdade profissional quando pergunto, no tílulo, se ele, Heraldo, teve autorização de Ali Kamel para participar do evento. Aproveito a ocasião para citar Voltaire: "Posso não concordar com nenhuma das palavras que você diz, mas defenderei até a morte seu direito de dize-las."
Como não vou polemizar a respeito das convicções ideológicas do colega, para esta postagem os comentários não serão permitidos.
Segue o texto (link aqui):
"Um Heraldo Pereira de fala mansa, cativante mas firme em suas posições fez uma palestra brilhante, seguida de debate. No final, foi muito aplaudido e cumprimentado pela plateia, no auditório do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, na quinta-feira (10/5). 

15 maio 2012

Ali Kamel deixou Heraldo falar um pouquinho?




Já mostrei aqui o esforço do maior telejornal do país quando, da noite para o dia, decidiu colocar negros no telejornal. Foi na mesma época em que alçaram o Heraldo e a Zileide à condição de apresentadores. O primeiro como plantonista do JN aos sábados e a segunda como correspondente do Jornal Hoje, em Nova Iorque.


Repare que, no discurso cuja parte principal foi reproduzida na reportagem abaixo, Heraldo fala genericamente, sem aprofundar, nem na questão do racismo, nem na questão das políticas de afirmação. Como disse aqui um colega dele de sindicato: - O que falta ao Heraldo é negritude. 


A reportagem é do sitio Comunique-se cujas boas relações com a TV Globo são bastante conhecidas no meio jornalístico:


por Priscila Fonsca


"Durante discurso no lançamento do Prêmio de Jornalismo Abdias Nascimento, evento realizado nessa quinta-feira, 10, na sede do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, o jornalista Heraldo Pereira, da Rede Globo, defendeu o aumento de pautas sobre a discussão racial no Brasil. Para ele, 'os negros são suprimidos do noticiário'.

14 maio 2012

Por que não cassar o Gurgel?


Desde  outubro de 1941 está em vigor o Código de Processo Penal (CPP).
 
Essa nossa lei processual penal estabelece,– ao Ministério Público e para casos de indiciados em inquérito policial que não estão presos–, o prazo de 15 dias para o início da ação penal pública incondicionada.
 
Ainda consoante o estabelecido no CPP, o representante do Ministério Público ( Gurgel é o chefe do Ministério Público federal) pode, ao invés de propor a ação penal, (1) solicitar novas diligências policiais ou (2) pedir à autoridade judiciária competente o arquivamento dos autos de inquérito policial. Tudo isso, frise-se, no prazo de 15 dias.
Como até um rábula de porta de cadeia de periferia sabe, o procurador Gurgel recebeu os autos de inquérito referente à chamada operação Vegas no ano de 2009. Ele só tirou da gaveta o referido inquérito em 2012, depois de o jornal O Globo divulgar o conteúdo de interceptações telefônicas a envolver a dupla Cachoeira-Demóstenes e dele ser pressionado por parlamentares que leram o informado no jornal.

13 maio 2012

Antes tarde do que nunca


Aqui vai minha homenagem às mãezinhas:

A professora entra na sala e diz: - Hoje vamos escrever uma crônica. Podem criar à vontade. Só há uma exigência. Tem que terminar com a seguinte frase: - Mãe só tem uma.

A Mariazinha, aplicada, pede para ler a sua. Um longo domingo em família, mesa farta, para comemorar o dia das mães. O presente surpresa e o arremate: - Mãe só tem uma.

Joãozinho também preparou seu texto, enxuto, sem tantos detalhes, mas preciso. Contou que a família preferiu o bom e velho frango assado com macarrão. Assim que os convidados chegaram a mãe diz: - Filho, traga duas garrafas de refrigerante.

Por que a mídia tradicional teme a internet?

Com a palavra o império midiático:


"Um estudo inédito feito pela IAB Brasil em parceria com a comScore revela que a internet já é a mídia mais consumida no país, hoje com 80 milhões de internautas e crescendo a cada dia.

Segundo o levantamento "Brasil Conectado - Hábitos de Consumo de Mídia", que investigou a importância crescente da web na rotina dos brasileiros, a internet é considerada o meio mais importante para 82% dos 2.075 entrevistados. As pessoas ouvidas pelo instituto que são usuárias da rede, têm entre 15 e 55 anos - 51% homens e 49% mulheres.

Segundo dados do Interactive Advertising Bureau (IAB), mais de 40% dos entrevistados passam, pelo menos, duas horas por dia navegando na internet (por vários dispositivos digitais), enquanto apenas 25% gastam o mesmo tempo assistindo TV.

Só mesmo a "segunda" mãe mais importante...

...do mundo para encarar um desafio deste tamanho.


por Ricardo Kotscho



Banqueiros. Latifundiários. Militares. Quem mais teria coragem de enfrentar os interesses destas corporações em assuntos considerados intocáveis até outro dia, como queda de juros, reforma do Código Florestal e criação da Comissão da Verdade, verdadeiros tabus históricos?
Sem se preocupar com o que os outros vão pensar, a presidente Dilma Rousseff resolveu ir à luta em variadas frentes nas últimas semanas, comprando muitas brigas ao mesmo tempo. Vai ganhar todas? Só o tempo poderá dizer, mas ela não é de fugir da raia.
"Com a popularidade que esta mulher tem, até eu...", poderia desdenhar algum representante dos 5% que não gostam do governo dela.

12 maio 2012

Heraldo, não basta ser negro, é preciso ter Negritude!


Certa vez, na cobertura de uma greve dos serventuários da Justiça do Rio, chegou uma repórter da Globo para fazer a matéria. Encontrou na porta do Fórum um cara chorando porque não conseguia o atestado de óbito para enterrar a mãe. Detalhe: era 9h da manhã e, mesmo sem greve, ele não obteria o atestado naquela hora, porque o fórum só abre às 11h. Mas a jornalista não titubeou: gravou com o cara mesmo assim e a matéria foi pro ar, sob o argumento de que o movimento dos serventuários estava prejudicando a população. Ou seja, sai o Jornalismo, entra em ação o teatrinho da Globo, tendo como protagonista a manipulação da informação. E o que dizer da edição global do debate Lula x Collor?
Principal fórum de debates sobre mídia ocorrido até hoje no Brasil, a 1ª Conferência Nacional de Comunicação – realizada em dezembro de 2009, em Brasília, reunindo milhares de representantes dos empresários, do poder público e da sociedade civil — aprovou uma série de propostas de políticas públicas para a área de Comunicação Social do país. Vale destacar algumas sugestões do interesse da sociedade e em especial da comunidade negra: garantir concessões de canais de rádio e TV para comunidades tradicionais, contemplando as de matrizes africanas; paridade racial e de gênero na publicidade; estabelecer percentual nos sistemas de rádio e TV para programas que abordem a história da África e da população de origem africana no Brasil; vaga para o movimento negro no Conselho Nacional de Comunicação Social, entre outros pontos. Não vi nem você nem a Globo por lá.
Já a 2ª Conferência Nacional pela Igualdade Racial, realizada também em 2009, em Brasília, aprovou resolução que trata da responsabilidade judicial de emissoras de TV e rádio pela veiculação de matérias de cunho racista e discriminatório e aplicação de multas diárias em casos de intolerância religiosa. Os participantes da Conferência consideraram que a produção da mídia de forma democrática e plural é altamente estratégica para a liberdade religiosa, a valorização da diversidade cultural e contra a discriminação racial. Você estava lá?
Não por acaso, a minha monografia na pós-graduação em Relações Étnico-Raciais e Educação tratou especificamente da invisibilidade do negro na mídia. É como você me disse por telefone: “Aquela banqueta da Globo não foi feita para negros!”. De fato, apenas 5% dos jornalistas que trabalham em TV são afrodescendentes, de acordo com pesquisa disponibilizada pela Fundação Cultural Palmares. De qualquer maneira, o fato de você estar na Globo não representa que a discriminação racial que existe nos grandes veículos de comunicação tenha sido sustada.

Maria Frô: - Esta bandeira é dos "sujos"!


Haja cara de pau, diz a Maria Frô, provocada por um comentário do Emerson Damasceno no Twitter. É impressionante o mau-caratismo da Veja, acompanhe:
Quem tá usando tática de guerrilha contra a Veja? Só pode ser o @ e a @ :Dhttp://t.co/igZ8cdAU
@emersonanomia
Emerson Damasceno
Veja não entende nadica de nada de Rede Social, é uma revista jurássica, que vem apanhando quase que diariamente no twitter.
Mas o que me chama a atenção além da tentativa costumeira de atacar pra se defender é a Cara de pau desta revista, observe:
Destacar um dos artigos da Constituição relativos à Comunicação cuja democratização é a bandeira dos ‘blogs sujos’ é o cúmulo do cinismo de uma revista que tem como fonte privilegiada o bicheiro do crime organizado e como outros oligopólios midiáticos fará de tudo para impedir que os princípios constitucionais relativos à Comunicação sejam regulados.

 
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