28 fevereiro 2012

Wikileaks: Os Marinho e seus parceiros

Stratfor
Denunciada nesta segunda-feira em uma série de telegramas vazados na internet, pela página do WikiLeaks, a possível parceria entre o diário conservador carioca O Globo e a StratforGlobal Intelligence, pode ser a responsável pelo vazamento da notícia de fundo na polêmica nota do colunista Merval Pereira, publicada na edição de 16 de fevereiro, na qual ele prediz a morte do líder venezuelano, Hugo Chávez, em menos de um ano. A empresa norte-americana fornece serviços de inteligência confidenciais para grandes corporações dos EUA e também para e agências governamentais, incluindo o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos , os fuzileiros navais norte-americanos e Agência de Inteligência de Defesa dos EUA.
Pereira aponta sua fonte na pessoa do ex-embaixador dos Estados Unidos na OEA, Roger Noriega, que “invocando informações de dentro do governo venezuelano, escreveu artigo recentemente no portal de internet daInterAmerican Security Watch intitulado A Grande mentira de Hugo Chávez e a Grande Apatia de Washington. Nesse artigo ele dizia que o câncer está se propagando mais rapidamente do que o esperado e poderia causar-lhe a morte antes mesmo das eleições presidenciais”, escreveu o cronista de O Globo.
Nos e-mails da Stratfor, divulgados nesta manhã, porém, consta em data imediatamente anterior, a mesma informação que O Globo veicula logo depois, a de que Hugo Chávez terá cerca de um ano de vida. “O Presidente venezuelano sofre de um câncer na próstata que teria feito uma metástase para o cólon, o sistema linfático e a medula espinhal. A situação terá sido agravada pelo fato de Chávez ser ‘um paciente péssimo’ que interrompe tratamentos para realizar aparições públicas e participar em encontros políticos”, escreveu a agência norte-americana. Segundo a Stratfor, o líder venezuelano é acompanhado não apenas por uma equipe de médicos cubanos, mas por outra, de clínicos russos, sendo que os dois grupos têm visões opostas sobre a melhor estratégia de tratamento.
Parceria explosiva:

26 fevereiro 2012


se ela quiser eu vou
faço logo a travessia.
manuelzão já me chamou.
inda que seja na cheia
atravesso o vau de rio
com um cavalo na veia.
o sertão é gado limpo
música semi colcheia.
com que roupa eu chego lá?
que pente que me penteia?

Os Verdadeiros Inimigos de Paulo Henrique

por Stanley Burburinho


1 - Acredito que esse processo do Heraldo Pereira é um movimento orquestrado contra o PHA.

"Aliás, o seu diretor de Jornalismo, Ali Kamel, é bastante criticado por negar o racismo no Brasil, que mesmo os racistas admitem existir."

"É bastante notório que alguns blogueiros, como Reinaldo Azevedo, se apressaram em acusar o Paulo Henrique, tentando impingir-lhe a pecha de racista, que, se pegasse, enfraqueceria bastante a influência do Paulo Henrique."


2- Ali Kamel da TV Globo e Reinaldo Azevedo da Editora Abril, citados no post, são testemunhas no processo do Heraldo Pereira contra Paulo Henrique Amorim: 

Circunscrição : 1 - BRASILIA
Processo : 2010.01.1.117388-3
Vara : 305 - QUINTA VARA CRIMINAL
Título : CERTIDAO
Pauta : Nº 117388-3/10 - Acao Penal - A: MINISTERIO PUBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITORIOS. Adv(s).: DF333333 - MINISTERIO PUBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITORIOS. R: PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM. Adv(s).: DF01875A - CARMEN MANSANO DA COSTA BARROS FILHA. ASSISTENTE DA ACUSACAO: HERALDO PEREIRA DE CARVALHO. Adv(s).: DF005204 - VERA LUCIA SANTANA ARAUJO. Certifico e dou fé, que intimo PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM, por meio de seu(s) Defensor(es) para ciência da expedição das Cartas Precatórias inquiritórias das testemunhas ALI AHAMAD KAMEL ALI HARFOUCHE, JOSÉ REINALDO AZEVEDO E SILVA, ANTÔNIA DE JESUS, CELSO AUGUSTO RAFAEL e MARCOS FABIO REZENDE CORREIA, nas Comarcas do RIO DE JANEIRO/RJ, SÃO PAULO/SP, SÃO PAULO/SP, MAIRIPORÃ/SP e SALVADOR/BA, respectivamente. (fls. 329-333) . Brasília - DF, segunda-feira, 11/07/2011 às 15h37..

http://migre.me/83LNE

3 - O jornal o Globo publicou matéria de capa na edição on-line dizendo que PHA foi "condenado por racismo". Veja no link abaixo do print-screen que fiz da página:

25 fevereiro 2012

Os espirros de Boris Casoy

Porque errar é humano.

PHA: "Havia, ali, 23 crianças. Todas eram negras."

por Paulo Henrique Amorim


SOU JORNALISTA HÁ 51 ANOS.

FUI ESTAGIÁRIO DO JORNAL A NOITE EM 1961.

COMECEI ENTÃO A FINANCIAR OS PRÓPRIOS ESTUDOS.

TRABALHEI NA REVISTA MANCHETE E NA REALIDADE, ENTÃO, A MAIS IMPORTANTE DO PAÍS.

AINDA NA EDITORA ABRIL, ABRI O ESCRITÓRIO DA REVISTA VEJA EM NOVA YORK COM 25 ANOS.

FUI EDITOR DE ECONOMIA DA REVISTA VEJA E DIRETOR DE REDAÇÃO DA REVISTA EXAME.

EDITOR DE ECONOMIA , REDATOR CHEFE E DIRETOR DE REDAÇÃO DO JORNAL DO BRASIL, QUANDO ERA O MELHOR JORNAL DO BRASIL.

DIRETOR DE JORNALISMO DA TEVÊ MANCHETE.

EDITOR DE ECONOMIA, COLUNISTA DE ECONOMIA DO JORNAL DA GLOBO, ÂNCORA E DIRETOR DA REDE GLOBO NO ESCRITÓRIO EM NOVA YORK.

ÂNCORA E EDITOR DO PROGRAMA JORNAL DA BAND.

ÂNCORA E EDITOR DO PROGRAMA FOGO CRUZADO, NA BANDEIRANTES.

ÂNCORA E EDITOR DO PROGRAMA “CONVERSA AFIADA”  , DA TV CULTURA – ÚNICO PROGRAMA DIÁRIO, EM TEVÊ ABERTA, NO HORÁRIO NOBRE, DE PRODUÇÃO INDEPENDENTE, POR DOIS ANOS.

SOU ÂNCORA DO PROGRAMA DOMINGO ESPETACULAR, A SEGUNDA MAIOR AUDIÊNCIA DA TEVÊ BRASILEIRA, AOS DOMINGOS.

HÁ DEZ ANOS SOU RESPONSÁVEL PELO SITE CONVERSA AFIADA QUE, EM 2012, ENTRE 100 MIL BLOGS DO BRASIL, FOI O MAIS VOTADO NUMA ELEIÇÃO DA RESPEITADA EMPRESA DE ADMINISTRAÇÃO DE PRODUTOS NA INTERNET, A TOP OF MIND.

NA MESMA ELEIÇÃO, O CONVERSA AFIADA FOI ELEITO O MAIS IMPORTANTE BLOG POLÍTICO DO PAÍS.

DIGO ISSO PARA RESSALTAR QUE, COMO O AUTOR, TIVE UMA ORIGEM HUMILDE, DE PAIS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DE BAIXA REMUNERAÇÃO, QUE TEVE QUE TRABALHAR MUITO PARA ESTUDAR E SUBIR NA VIDA.

22 fevereiro 2012

Copa 2014: O torcedor como inimigo

Um novo Projeto de Lei tramita no Senado – PLS 278/2011, para a restrição não apenas do direito de greve, mas trazendo novas ameaças à população brasileira. Uma série de absurdos  rondam agora o imaginário de exceção com esta e outras iniciativa do Senado, numa estratégia de pulverizar as questões mais polêmicas da Lei Geral da Copa e de sorrateiramente introduzir uma série de novos dispositivos que abarcam da legislação penal à trabalhista. Através delas, o Estado brasileiro pretende consolidar sua duplo papel diante das exigências da FIFA (cujos contratos, diga-se de passagem, como o Caderno de Garantias e Responsabilidades assinado em 2007, nunca foram sequer publicizados, tampouco endossados por consulta à população) e de interesses político-econômicos internos: repressor e fiador.
De um lado, intensifica a legislação penal com a finalidade de criminalização da pobreza e dos movimentos sociais, alterando inclusive sua estrutura jurisdicional nesse sentido. De outro, flexibiliza conquistas históricas do povo – como o direito de greve – e assume responsabilidade ampla por danos e prejuízos que venham a sofrer a FIFA e seus parceiros comerciais durante os jogos. Nas duas frentes, trata-se de fornecer garantias públicas para negócios privados, seja por meio do aparato policial, seja por meio da engenharia financeira. A forte tendência de rigorismo e de desconstrução de direitos permite já classificar o PLS 278/2011, dos senadores Marcelo Crivela (PRB-RJ), Ana Amélia (PP-RS) e Walter Pinheiro (PT-BA) de uma espécie de AI-5 da Copa do Mundo, pelas razões que seguem:
1. Contra as históricas pautas reivindicação por abrandamento de penas e desencarceramento, prevê a criação de 8 (oito) novos tipos penais de extremado caráter repressivo, entre eles o crime de terrorrismo (ainda não caracterizado na legislação brasileira e objetivo de intenso debate no campo doutrinário), com até 30 anos de reclusão. Além dele, crimes de reserva de mercado como “falsificação de ingresso” e de “credencial”, são punidos sem qualquer proporcionalidade, com até 6 anos de reclusão. Por fim, o PL traz também, sem justificativa plausível, diversos conflitos hoje dirimidos civilmente para a esfera criminal, ao criar os crimes de “revenda ilegal de ingresso” e “venda fraudulenta de serviço turístico”, por exemplo;

21 fevereiro 2012

Em algum lugar além do arco-íris


Era fim de tarde de uma terça-feira de Carnaval. Eu e meu pequeno Gabriel resolvemos ir ao supermercado comprar sorvete. Na volta ouvíamos Lucy in the sky with diamonds, na voz de Rita Lee. De repente, deparamo-nos com um enorme arco-íris. Há muito não via um tão colorido e perfeito no céu. Estacionamos para apreciá-lo. Uma chuva fraca ainda caía. Choveu praticamente o dia todo. Perguntei a ele se sabia quantas cores tinha um arco-íris. Gabriel fez que não e resolvemos contar: sete. Aí decidimos memorizar para quando chegássemos em casa fazermos um lindo desenho.

Falei para ele que no pé do arco-íris havia um tesouro e ele disse que sempre teve vontade de encontrar um. Sugeri que seguíssemos em direção ao cristo redentor (o mirante da cidade) para ver se o alcançávamos. Quanto mais andávamos, mais longe ele ficava. Expliquei que o arco-íris nunca deixava ninguém chegar perto dele. Gabriel perguntou se eu achava que o arco-íris tinha olhos. Respondi que sim. Quando chegamos lá no topo ele havia perdido o brilho intenso das cores, de quando o avistamos pela primeira vez.

Na descida para casa voltamos ouvindo e cantando Mama África e, à distância, novamente pudemos alcançar o ângulo de prisma para vê-lo novamente uma última vez. Foi quando o som do carro começou a tocar, coincidentemente, Somewhere over the rainbow. Para quem não se lembra, aí vai uma versão do gênio Keith Jarrett:


Seguimos para casa com planos de tomar sorvete primeiro e fazer nosso desenho depois (este aí de cima). Na mesa, enquanto saboreava seu sorvete de flocos Gabriel ouviu: - Filho, sabe porque não preciso correr atrás do tesouro do arco-íris? - Por quê, pai? - Porque meu tesouro é você! Seguiu-se uma sonora gargalhada de ambos e a sensação de que naquela meia hora eu e ele tínhamos vivido uma rica experiência que nos serviria para toda a vida.

19 fevereiro 2012

Domingo de Carnaval

A retomada da Moradia Autônoma da USP. Uma estudante grávida está entre os detidos. Quem deu o alerta foi o Miguel Baia Bargas.
A cobertura completa no CMI Brasil

15 fevereiro 2012

A História que Esperei a Vida Toda para Contar


Alguns frequentadores e colegas de trabalho têm feito queixas ao fato do blog não estar mais trazendo textos originais, de minha autoria. Explico. Estou envolvido em um projeto que posso considerar, sem erro de estar enganado, tratar-se do maior desafio da minha vida profissional.

Em novembro do ano passado, o jornalista e amigo Gustavo Costa me procurou com uma história inacreditável. O personagem principal havia vivido o clássico mito do herói. O menino pobre que, com dificuldades, escolheu uma das profissões mais difíceis que existem.

Com a ajuda de uma tia - já que, a mãe bipolar e o pai alcoólatra não podiam - conseguiu ingressar na mais importante Universidade do país. Logo depois de formado, ele foi à luta. Uma luta por superação, por direitos humanos e pela dignidade de pessoas excluídas.

14 fevereiro 2012

Virou Moda Matar Jornalista...



(Paulo era autor de “A Tempestade”, livro lançado em 2002, que relatava crimes de pistolagem e ações de grupo de extermínio na fronteira a mando de políticos, empresários e traficantes. Ironicamente, dez anos depois, ele acabou morto pelo mesmo esquema que denunciou).


do Mercosul News


Na noite de ontem (domingo, 12) o jornalista e escritor, editor chefe do Jornal Da Praça e diretor do Site Mercosulnews.com, Paulo Roberto Cardoso Rodrigues, mais conhecido como Paulo Rocaro, sofreu um atentado na cidade de Ponta Pora/MS.


Paulo Rocaro transitava pela avenida Brasil no centro de Ponta Porã as 23:30 hs, em um veiculo Fiat Idea, cor plata, placa HSJ 0049 de Ponta Porã MS, sentido centro bairro, quando foi atacado por dois pistoleiros que estavam a bordo de uma motocicleta tipo Traill, que dispararam mais de 12 tiros de pistola 9 mm contra o jornalista, o mesmo recebeu cinco impactos no corpo e foi socorrido pelos agentes do corpo de Bombeiro ao hospital regional de Ponta Porã, onde as 04:20 hs, entrou em óbito, segundo o informe médico o mesmo não resistiu as multiplas lesões produzidas pelos disparos de arma de fogo.

Os Caçadores de Mendigos

por Mauro Santayana

Matar mendigos não é um esporte novo. A civilização cristã oscila entre o exercício da caridade (que, em alguns casos, costuma ser negócio lucrativo) e da repressão. Entre a piedade e a forca, conforme o ensaio do historiador Bronislaw Geremek sobre os miseráveis e pequenos bandidos da Idade Média.  No Brasil, a agressão e o assassinato dos diferentes estão assumindo dimensões insuportáveis. Numerosos moradores de rua em Salvador foram trucidados durante a greve dos policiais militares. Há suspeitas de que foram policiais, eles mesmos, os matadores. Coincidindo com os fatos da Bahia, um jovem universitário tentou intervir, ao assistir à agressão de um morador de rua na Ilha do Governador, no Rio, por cinco jovens. Foi quase linchado, teve seu rosto arrebentado pelas patadas, só reconstituído mediante o emprego de 63 pinos de platina.

Não é um fato isolado. Ao ser confundido como mendigo, conforme confessaram os matadores, um índio pataxó foi queimado por jovens bem situados de Brasília. No Rio de Janeiro, há décadas, os adversários de um governador da Guanabara o acusaram de mandar matar mendigos e atira-los junto à foz do Rio da Guarda. E houve quem sugerisse o incêndio, como uma forma de resolver o problema das favelas no Rio de Janeiro. Mais cínicas, autoridades de São Paulo decidiram criar obstáculos sob as marquises e os viadutos, a fim de impedir que ali os miseráveis pudessem repousar. No Rio, outras autoridades dividiram os bancos dos jardins, para que, sobre eles, os mendigos não pudessem deitar.

O Prometeu da Amazônia



por Lúcio Flávio Pinto


Como já é do conhecimento público, em 1999 escrevi uma matéria no meu Jornal Pessoal denunciando a grilagem de terras praticada pelo empresário Cecílio do Rego Almeida, dono da Construtora C. R. Almeida, uma das maiores empreiteiras do país, com sede em Curitiba, no Paraná. Embora nascido em Óbidos, no Pará, Cecílio se estabeleceu 40 anos antes no Paraná. Fez fortuna com o uso de métodos truculentos. Nada era obstáculo para a sua vontade.


 Sem qualquer inibição, ele recorreu a vários ardis para se apropriar de quase cinco milhões de hectares de terras no rico vale do rio Xingu, no Pará, onde ainda subsiste a maior floresta nativa do Estado, na margem direita do rio Amazonas, além de minérios e outros recursos naturais. Onde também está sendo construída a hidrelétrica de Belo Monte, para ser a maior do país e a terceira do mundo.


Os 5 milhões de hectares já constituem território bastante para abrigar um país, mas a ambição podia levar o empresário a se apossar de área ainda maior, de 7 milhões de hectares, o equivalente a 8% de todo o Pará, o segundo maior Estado da federação brasileira. Se fosse um Estado, a “Ceciliolândia” seria o 21º maior do Brasil.

12 fevereiro 2012

O Ali Kamel será lembrado por este Jornalismo

Quem subiu este vídeo à tarde foi o colega jornalista Ricardo Gama. Gama é aquele cara que sofreu um atentado no ano passado, levou seis tiros e, para nossa felicidade, sobreviveu. Sobreviveu para dar dignidade aos que lutam por justiça e igualdade de oportunidades, contra a manipulação e o banditismo institucionalizado em nosso país. Não adianta ligar no Fantástico porque eles não mostrarão tudo.

10 fevereiro 2012

Eu sempre fui ao coração das coisas

eu sempre fui ao coração das coisas
revelei minhas tripas aos insensatos
e velejei pelos mares mais torpes
em busca da ciranda.
parti todas as lanças que me mandaram
e, no último instante, arremessei meus ossos
no lodo.
quando virem um ser penado
uma vaga incandescente nas valas
contem certo:
sou eu atravessado nos pastos.

09 fevereiro 2012

Governar é servir às pessoas

Oi, Marco Aurélio!

Sou voluntária na força-tarefa do CONDEPE-SP- Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana e posso testemunhar a situação degradante em que se encontram os ex-moradores do Pinheirinho após a reintegração de posse. Deixo links onde assinaturas são colhidas para encaminhamento a cortes de Direitos Humanos.

Se puder, por favor compartilhe este video com depoimentos, inclusive o meu, sobre Pinheirinho.

Obrigada. Abraços.
Nilva de Souza


Isso sim é que é entrevista!

Aos 80 anos, José Paulo Bonchristiano conserva o porte imponente dos tempos em que era o “doutor Paulo”, delegado do Departamento de Ordem Política e Social de São Paulo, “o melhor departamento de polícia da América Latina”, não se cansa de repetir.“O DOPS era um órgão de inteligência policial, fazíamos o levantamento de todo e qualquer cidadão que tivesse alguma coisa contra o governo, chegamos a ter fichas de 200 mil pessoas durante a revolução”, diz, referindo-se ao golpe militar de 1964, que deu origem aos 20 anos de ditadura no Brasil.
Embora esteja aposentado há 27 anos, não há nada de senil em sua atitude ou aparência. Os olhos astutos de policial ainda dispensam os óculos para perscrutar o rosto do interlocutor, endurecendo quando o delegado acha que é hora de encerrar o assunto.
Bonchristiano gosta de dar entrevistas, mas não de responder a perguntas que lancem luz sobre os crimes cometidos pelo aparelho policial-militar da ditadura do qual participou entre 1964 e 1983: prisões ilegais, sequestros, torturas, lesões corporais, estupros e homicídios que, segundo estimativas da Procuradoria da República, vitimaram cerca de 30 mil cidadãos. Destes, 376 foram mortos, incluindo mais de 200 que continuam até hoje desaparecidos.

O mesmo filme, de novo?

por Guilherme Scalzilli


Sindicatos e militantes de esquerda unem-se a lideranças demotucanas e à mídia empresarial para disseminar a falácia de que nas concessões de aeroportos pelo governo Dilma há remota semelhança com a privataria operada nos anos FHC. Todos sabem que o processo atual possui características muito próprias (na estrutura jurídica, nos valores envolvidos, na participação estatal, nos prazos, nas contrapartidas, nas reais necessidades que os motivaram), mas cada qual tem motivos para fingir o contrário.

Imprensa e oposição conservadora precisam criar fatos que abafem o escândalo suscitado por “A privataria tucana”, antes que eles ganhem interessados no Ministério Público e no Congresso. O objetivo é impedir uma longa e desgastante averiguação das denúncias, que chegue à campanha presidencial de 2014 na fase dos indiciamentos.

A querida amiga jornalista Luciane Bacellar compartilhou no Facebook. Achei tão legal que trouxe para cá. Espero que gostem. O Furacão Katrina serve de ponto de partida para o curta de animação de 14 min.
The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore from Moonbot Studios on Vimeo.

08 fevereiro 2012

Top top top 12

por Altamiro Borges


Depois de alcançar um pico de audiência na semana em que Daniel foi expulso, considerado culpado pela Rede Globo no episódio do edredom com Monique, o Big Brother perdeu força – ele despencou da casa dos 30 pontos de audiência para 16, uma de suas marcas mais baixas”.

Operação abafa e maior cautela

O episódio do suposto estupro, envolvendo Daniel Echaniz e Monique Amin, causou indignação em setores da sociedade. Diante das imagens, amplamente difundidas nas redes sociais, até a Polícia Federal foi acionada para visitar os estúdios da TV Globo no Rio Janeiro, o Projac. De imediato, a emissora tentou abafar o caso. Expulsou o acusado e deu o assunto por encerrado.

Ao mesmo tempo, porém, a produção do BBB passou a ser mais cautelosa, cortando bebidas e evitando o famoso edredom, por temer conseqüências mais graves. Num ato de protesto em frente à sede da emissora em São Paulo, entidades que lutam pela democratização da comunicação chegaram a propor que o governo reavalie a concessão pública para a TV Globo.

Vitor Não Pensa em Vingança

por Antero Gomes



Assim que acordou da cirurgia de reconstituição facial, realizada no sábado, o estudante Vítor Suarez Araújo —que foi agredido por cinco jovens ao defender um morador de rua na Ilha do Governador, na última sexta-feira —quis logo saber o que havia acontecido com mendigo que ele ajudou a proteger. Sem demonstrar sentimentos de revolta ou raiva, Vítor se recupera da agressão sofrida com otimismo e só pensa em voltar para casa, segundo a mãe do rapaz.

— Meu filho perguntou se o morador de rua estava bem. E não quer saber de vingança ou revanchismo. Ele só quer melhorar logo para poder retomar sua vida — disse, emocionada, a assistente social Regina Suarez, que também busca informações sobre o paradeiro do morador de rua agredido:

07 fevereiro 2012

Quem Financia a Baixaria?

do Blue Bus

Segundo levantamento do Controle da Concorrência, que monitora inserçoes comerciais na TV para informaçao do mercado, o BBB sofreu queda de 25,3% em açoes de merchandising este ano - em relaçao ao BBB11. De 10 de janeiro a 2 de fevereiro, o BBB12 teve 50 açoes de produtos dentro da casa, ante 67 da versao 2011 no mesmo período. A noticia está na coluna Outro Canal, da Keila Jimenez na Folha para assinantes. Diz que o jornal apurou que os anunciantes do BBB 12 estao preocupados com a polêmica que culminou na expulsao do modelo Daniel Echaniz, "e que muitos nao querem mais ter sua imagem associada ao programa". Os patrocinadores nao quiseram se manifestar oficialmente. 

Vai-se o homem, fica o exemplo

06 fevereiro 2012

Brigar por Justiça e Respeito

A carne mais barata do mercado é a carne negra.

05 fevereiro 2012

Depois de um mês, quem diz que a Cracolândia acabou?



por Gustavo Costa*

03 de janeiro de 2012.
São Paulo e o Brasil amanhecem atentos à operação policial que ocupou a região da Cracolândia.
Viaturas, helicópteros, muita polícia.
O Estado se fez presente com uso da força e da truculência.
Arrancou a pontapés usuários de crack das ruínas da rua Helvétia com a Dino Bueno. 

Um lugar escabroso onde centenas de pessoas sobreviviam em meio ao lixo e a excrementos há anos.
Os despejados daquele espaço insalúbre foram empurrados para uma praça qualquer, ali perto mesmo.
Nos dias seguintes, forças policiais ocuparam as ruas do centro. Fincaram suas bases.
As ruínas vieram abaixo.
A dupla Alckmin-Kassab anuncia:  "A Cracolândia acabou".
Pronto, está tudo resolvido, ela não existe mais.
Não, ela não acabou.
A Cracolândia é itinerante.
Ela está esparramada como um câncer pelo centro de São Paulo em vários grupos menores, de 20, 30 pessoas, que continuam vagando pelas ruas da cidade. E escondida debaixo de pontes e viadutos.
O consumo e o tráfico de crack continuam livres.
Os dependentes continuam abandonados, humilhados a cada abordagem policial.
Sem médico.
Sem teto.
Sem dignidade.
Tratados à base de cacetetes e balas de borracha.

Mini Documentário sobre o Massacre do Pinheirinho


Enquanto isso, Pedro Rios resiste à fome.

03 fevereiro 2012

Pausa para Celebração

Wellington Carneiro
O blog entra em recesso até segunda-feira. 
Sigo com a família para festejar os 80 anos de vida do meu pai. 
Papai é um exemplo de superação. 
Uma criança pobre, que começou vendendo limões no centro de São Paulo.
Depois partiu para um carrinho de frutas, que empurrava ladeira acima na Avenida Lins de Vasconcelos, no bairro do Cambuci. 
Obter um diploma do curso de direito na USP, no Largo São Francisco, naquela época era quase um milagre, em se tratando de tantas adversidades. 
E de superação em superação construiu uma família maravilhosa, que estará ao lado dele celebrando suas qualidades, seu caráter e, principalmente, seu senso de justiça.

02 fevereiro 2012

A arte de falar tudo com simplicidade


Começo a ficar irritado com observadores e analistas que se declaram preocupados com o “uso político” de determinados acontecimentos. Pergunto a origem desse comportamento.
Recentemente até políticos se pronunciaram contra o “uso político”  do
despejo de moradores do Pinheirinho.
Um número imenso se revela incomodado com o “uso político” das UPPs no Rio de Janeiro. Idem para a Cracolândia. Para a taxa de juros.
O Bolsa-Família já foi muito criticado por seu “uso político.” O argumento era assim: “a idéia não é ruim. O problema é o uso político.”
Com esse argumento, procura-se separar o eventual benefício de determinada proposta daqueles dividendos (ou prejuízos) que ela poderia gerar às autoridades. Faz sentido?
Numa sociedade democrática, é natural que erros e acertos produzam efeitos políticos. Isso porque as pessoas se informam, têm liberdade para julgar, dão opinião, tomam partido, discutem. Seria hipocrisia fingir que não é assim.
Ousaria até dizer que a grandes ações e propostas dos governantes do mundo inteiro nascem como idéias políticas que, cedo ou tarde, serão usadas politicamente. A favor, quando dão certo. Contra, quando dão errado. O jogo é esse.
Quando pode desfrutar de liberdades públicas, uma sociedade faz “uso político”  de tudo, o tempo inteiro. Quando fala de um buraco na rua, do aumento da violencia, da queda no desemprego.
Mesmo quem procura apoio em análises de caráter técnico — que sempre são as melhores num debate produtivo — também não deixa de fazer uso político dessas informações.
As queixas contra o “uso político” são uma forma de “uso político” também.
É um recurso para desqualificar o argumento do adversário como interesseiro, desinformado, panfletário e, simultaneamente, dar um verniz desinteressado, técnico e maduro para o próprio ponto de vista.
Com uma retórica paternal, ou professoral, ou ambas,  encobre-se a própria opinião política para assumir a postura de quem está acima do debate dos simples mortais. É uma forma de sugerir um saber superior, inalcançável para o cidadão comum.

Sugestão da amiga jornalista Márcia Cunha

Já que ninguém faz nada...



MUTIRÃO PARA REGISTRAR AS VIOLAÇÕES NO PINHEIRINHO CONTINUARÁ NO PRÓXIMO SÁBADO:
SÃO JOSÉ DOS CAMPOS : das 7h às 20h Sábado (04/02)
O mutirão em São José dos Campos para formalização de denúncias de inúmeras violações de direitos humanos no Pinheirinho terá seguimento. 
Os Advogados Progressistas estiveram no último domingo e na última segunda-feira no local deixando doações aos desabrigados e registrando os depoimentos dos mesmos e retornaremos. 
Pedimos o apoio para mais essa empreitada. 
- Precisamos de voluntários para a realização de oitivas de depoimentos. Ainda existem centenas de desabrigados que têm muito a dizer sobre o que viram na invasão da PM. 
- Precisamos de voluntários para contribuir com a condução das pessoas que participarão do mutirão saindo de São Paulo até São José dos Campos. O ponto de encontro para a saída será em frente à UNINOVE (saída da Estação Barra Funda do Metrô para o Memorial da América Latina) na Av. Auro Soares de Moura Andrade, às 7h do sábado.
- Estamos recebendo doações de alimentos não perecíveis, roupas e produtos de higiene pessoal no endereço: Lgo Pólvora, 141 - Liberdade - São Paulo aos cuidados de Ellen.

01 fevereiro 2012

Moradores se unem contra truculência na Cracolândia


Prezado Marco Aurélio,

Nós das associações Santa Cecília Viva e Campos Elíseos estamos protestando contra a falta de políticas públicas do governo do Estado e da Prefeitura para enfrentar efetivamente o problema do crack em nosso distrito.

Denunciamos a ação truculenta da polícia e exigimos que o poder público crie projetos reais e integrados entre saúde, assistência social, habitação e trabalho para atacar o grave problema das cracolândias em nossos bairros, estimulando ainda mais o crime da especulação imobiliária em SP.

Por que ele está DoLaDoDeLá?

Porque ele sabe que os jornalistas que trabalham na Globo não concordam com o que está acontecendo.



São cruzes sem nomes, sem corpos, sem datas, memória de um tempo onde lutar pelo seu direito é um defeito, que mata!

Por que a TV Globo?

As pessoas estão de "saco cheio", amigo!

Será que o Povo é Bobo?

Eles acham o quê? Eles acham que ninguém vai ver, que ninguém tem Internet?



Pedro Rios Leão não se considera jornalista. Cursou rádio e TV, não concluiu, mas usa sua câmera para noticiar e denunciar assuntos de interesse público, tentando chamar atenção da sociedade e da grande mídia. Nas últimas semanas, isso não bastou. Desde às 18h do último domingo (29), Rios está algemado e faz greve de fome em frente à sede da Rede Globo, no Rio de Janeiro. Mais do que um protesto, reivindica transparência da imprensa sobre a reintegração de posse ocorrida na comunidade do Pinheirinho, em São José dos Campos, interior de São Paulo. A ação foi criticada por inúmeras entidades e associações de defesa de direitos humanos. 

À IMPRENSA, O carioca explicou que veio a São Paulo para acompanhar a ação na comunidade, mas não imaginava que ficaria tão perturbado com o que viu, nem que isso mudaria completamente sua rotina dali em diante. "Aquilo foi um latrocínio, uma chacina cometida pelo governo do Estado de São Paulo, a mando do Naji [Nahas, que reclamou a posse do terreno]. Nunca fiquei tão assustado na minha vida", disse. Depois disso, com as imagens feitas por sua câmera, tentou chamar atenção da imprensa. 

Rios afirma que houve mortes na reintegração de posse e que, além dessas notícias não serem divulgadas, tanto o Naji Nahas, como governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o banqueiro Daniel Dantas representam um risco a sociedade e deveriam ser presos imediatamente por violação dos direitos humanos. "Esse caso não é uma questão de provas. A única coisa que pode fazê-los saírem impunes, é a imprensa abafar o caso. Eu espero que algum veículo de imprensa tenha a decência de falar o que aconteceu lá. Porque até agora, o que a imprensa, o governador, e o prefeito de São José fizeram, foi ridicularizar com a nossa cara”, desabafou.

O carioca afirma que nunca foi de partido político, nem de fazer militância, mas que dessa vez não teve como ficar sem fazer nada. "Já estava sem conseguir comer e dormir em casa. Tinha que tentar algo", conta. Algemado há quase três dias em frente a emissora, Rios disse não conhecer ninguém específico na Globo, mas mesmo assim tem sido bem tratado pelos repórteres e pelo comércio local. "Alguns repórteres passam meio constrangidos. Acredito que seja um assunto na hora do almoço. É isso que eu quero, que a sociedade civil discuta isso", diz. "Eu espero que os jornalistas passem por mim e pensem 'eu estou acobertando assassinato de crianças'", disse.

Agora é com Deus.



A Secretaria de Direitos Humanos, sob comando da ministra Maria do Rosário, divulgou no dia de ontem uma Nota Pública sobre as violações de Direitos Humanos na reintegração de posse do bairro Pinheirinho, em São José dos Campos/SP.

Pelo teor da Nota fica claro que o que aconteceu e está acontecendo em São José dos Campos, sob a batuta de prefeito e governador tucanos, é uma sistemática violação dos direitos humanos dos habitantes desalojados do Pinheirinho.

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | JCpenney Printable Coupons