15 abril 2012

O Diário do Inferno (versão DE)


  Aqui tem o princípio de tudo

13 doladodecá:

Roberto M Almeida disse...

Caro Marco, vendo o documentário reportagem na tv o que mais chamou a atenção foi a sobriedade e a condução dos relatos e fatos sem apelar para um sentimentalismo barato. Se me permite uma pequena crítica, creio que ficou faltando alguma coisa sobre a morte do Marcelo. Marcos, até que ponto foi o envolvimento dele com seus pacientes, ele tornou-se usuário, contraiu alguma doença? Parabéns e espero novas reportagens do mesmo nível.

Anônimo disse...

Muito bom, seo Doladodelá.
Parabéns! Tem o mérito de dar destaque a um "soldado do bem" que não teve medo de enfrentar os problemas da nossa sociedade, dando um bom uso ao seu trabalho de médico, com sentimento e humanidade.
Estas pessoas, geralmente não interessam à mídia.

Pedro Migão disse...

Espetacular, Marco. Quero escrever o post de amanhã do OT sovbrte o documentário.

Contudo, concordo com o Roberto, a história da morte dele ficou meio solta a meu ver.

abraço e parabéns

Anônimo disse...

Marco Aurelio, meus parabéns. Muito bom.

Anônimo disse...

Parabens!
Muito bom o destaque dado aos pacientes do Dr. Marcelo. As falas mais contundentes e esclarecedores vieram deles. A metafora do crack como um macaco pendurado nas costas arrepia...
Assim como o Dr. Marcelo deu alento e atenção as vitimas do crack, voce e sua equipe deram voz a eles!

Beto Lima disse...

Também gostaria de que o Marco esclarecesse a morte do Dr. Marcelo. Na reportagem ficou um baita ponte de interrogação.

Fábio de Oliveira Silva disse...

Meu nome é Fábio, tenho 33 anos e atualmente curso mestrado na Universidade do Estado de Santa Catarina. Digo isto porque curso a disciplina de Sociologia Urbana e este documentário só veio a engrossar ainda mais minha necessidade de rever meus conceitos de quanto e como o meio social interfere na formação do indivíduo; seja em que sentido for (isto vale tanto para o Dr. Marcelo quanto para seus atendidos). Desejo que este documentário vá parar no youtube haja vista que ele não pertence mais ao Dr. Marcelo, nem ao Marco, nem a Record; mas sim a todos nós que fomos "infectados" e "noiados" por este maravilhoso exemplo! Faz muito tempo que não assisto TV e fui brindado com este momento singular! Obrigado!

Nanda disse...

MUUUUUUUITO BOM!Marco.
Muito bem feito, editado. Nada de pieguismo ou sentimentalismo ou voz dramática em off. Os depoimentos são contundentes. Vocês deram voz e visibilidade aos seres humanos que, muitas vezes, não enxergamos, ou pior: criticamos. O Dr. Marcelo foi um predestinado a cumprir uma missão. O fez! O documentário diz que ele morreu de problemas pulmonares. Foi tabaco, ou contraiu outra doença no local de trabalho, ou começou a fazer uso de alguma substância química. "Anyway"! Vocês deveriam enviar cópia para o poder municipal, estadual e federal. É um problema de saúde dessa parte da sociedade.É uma questão de dever cuidar dos seus cidadãos, ao invés de mandar as polícias tratarem-os como ratos. Os verdadeiros ratos estão por aí de terno e gravata com o dinheiro público misturado ao privado.
PARABÉNS a vocês que fizeram um trabalho de primeiríssima qualidade, altíssimo nível, e que me foi um soco na boca do estomâgo.
Abraço,

Henrique disse...

O verdadeiro JORNALISMO É INFORMAR.
...
Um documentário EXTREMAMENTE PROFISSIONAL E DIDÁTICO, sem subterfúgios e/ou invenções, DIGNO de pesquisa para qualquer ENSINO JORNALÍSTICO, DE QUALQUER ENTIDADE DE ENSINO DESTE PAÍS.
...
Parabéns!
É um orgulho sabermos que ainda há JORNALISTAS neste país.
Parabéns MARCO.

Anônimo disse...

Para a Equipe e par o Medico, recordo um texto
AndreB


Os Homens Mofados

Por Theófilo Silva

Quando Hamlet encontra Fortimbrás, jovem príncipe norueguês, conduzindo um exército para um ataque a um pedaço da Polônia, íngreme e desprovido de riqueza, apenas em busca de glória, ele dispara mais um de seus solilóquios. Diz Hamlet: “De que valeria o homem, se o bem principal e o interesse de sua vida consistissem em comer e dormir? Não passaria de um animal”. E conclui: “Aquele que nos criou com uma tão vasta inteligência, que abrange o futuro e o passado, não queria que nos cobríssemos de mofo por falta de uso”. E elogia a inquietude de Fortimbrás, que abandona o conforto em que vive, para sair pelo mundo em busca de ação.
Talvez a maior riqueza do homem repouse na coragem e no trabalho árduo. No poder de dizer sim e não, quando necessário, na coragem de enfrentar a injustiça, a opressão, a calúnia, a inveja, enfim, as vicissitudes da vida. Quando a coragem se alia ao trabalho uma mola propulsora é acionada, e realizamos coisas que sequer imaginamos. A fé é outra grande arma, mas a fé desprovida de coragem não leva a coisa alguma.
Outra poderosa força humana é a imaginação. Que seria do ser humano se não fosse à imaginação! Que seria de nós sem a arte? Sem música, literatura, cinema, pintura. Do poder de ver as coisas sobre ângulos diferentes. Que capacidade não tem a leitura para nos transportar para universos e espaços que somente a imaginação pode alcançar?
Se você não nasceu num palácio, não tem um jato particular, não tem um iate, não mora no melhor lugar de Paris ou Londres, nem pode ir a um estádio no outro lado do mundo para assistir ao final da copa do mundo ou de uma olimpíada, o que então pode fazer para saciar seus impulsos e desejos? O que fazer para atender às necessidades de uma mente inteligente que está impedida de ter acesso a esses lugares interessantes, acessíveis somente a pouquíssimos endinheirados?
É aí que entra a imaginação! A imaginação pode suprir, e com sobra, essas carências. Uma mente imaginadora e criativa tem força ainda maior de satisfação do que o de uma mente tacanha e abastada. Diria que as possibilidades de uma mente imaginativa são ainda maiores. Se você não pode ir a Estocolmo ou Moscou, a Leitura pode lhe oferecer mais, que é transportá-lo para esses lugares em épocas passadas, por intermédio de um romance ou livro de história. Se você pode ter acesso às duas formas de viagem, ótimo, a diferença é que uma é gratuita e a outra demanda muito dinheiro.
A inquietação é uma grande promotora de satisfação e felicidade. A procura de segurança no serviço público, num casamento de conveniência, numa profissão infrutífera, enfim, numa vida acomodada e amolecida pode ser um grande logro, um desperdício e, mais cedo ou mais tarde, a sensação de fracasso virá. Já que a vida requer ação e, mesmo cheia de incógnitas e armadilhas, é preciso imaginar, criar, fazer, construir, realizar.
Oscar Wilde concordava com Hamlet sobre a importância de se realizar coisas, pois, para Wilde, “Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe”. Sim, o mundo está povoado de existências assim: sonâmbulas, esvaziadas, tumulares. Alguém já apontou o ócio como a cozinha do inferno. E é isso que é mesmo. Alguns apontam o serviço público como um cemitério de talentos. É assim que muitos aposentados se veem quando olham para trás, mesmo num país onde trabalhar no governo é um privilégio.
Tem uma frase já modificada atribuída a Theodore Roosevelt (presidente dos EUA, um vulcão de múltiplas capacidades), Luther King e John Kennedy que diz mais ou menos o seguinte: “O merecimento maior é do homem que se encontra na arena, com o corpo sujo de poeira, suor e sangue, cheio de entusiasmo e devoção, que mesmo tendo fracassado, não pode ser substituído por essas almas tímidas e frias que não conhecem vitórias nem derrotas”.
Os que nada fazem, não se iludam, não passam de um animal! Quem não é de ação nem usa a imaginação está coberto de mofo. É isso que Shakespeare diz para todos nós.

disse...

Oi MAM,
Pessoalmente sou meio reticente em relação a televisão comercial, índice de audiência e todas essas bossas como dizia o falecido Ponte Preta.
Mas a humanidade do Marcelo eu consegui ver bem no vídeo editado.
Parabéns!

Paulo Cunha disse...

Parabéns!

Roberto Almeida disse...

Muito bom, prezado. Foi inquietante para aqueles, como eu, que se sentiu impotentes diante de tanta realidade.

Espero que o que eu vi, me faça um pouco mais corajoso do que tenho sido. obrigado, dr. Marcelo, obrigado Marco.

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | JCpenney Printable Coupons