Quem subiu este vídeo à tarde foi o colega jornalista Ricardo Gama. Gama é aquele cara que sofreu um atentado no ano passado, levou seis tiros e, para nossa felicidade, sobreviveu. Sobreviveu para dar dignidade aos que lutam por justiça e igualdade de oportunidades, contra a manipulação e o banditismo institucionalizado em nosso país. Não adianta ligar no Fantástico porque eles não mostrarão tudo.
Há 2 minutos

7 doladodecá:
Acabo de ver no "Domingo Espetacular"! Minha mãe não entendeu nada...rs
Passou também no fantástico da TV Record. Não consigo ver com bons olhos colegas comemorando a expulsão de colegas em cobertura do que seja.Também acho que chamar os policiais e seus manifestantes de "povo" é muito entusiasmo com a cena de expulsão. Expulsão da imprensa. Não?
Bem feito...
Olha, Marco..
o tal Ali Kamel tá cagando pra todos nós. Vai continuar todo poderoso, com seu salarião e fazendo o que os Marinhos pedem.
Se tivesse atrapalhando os planos da Vênus Platinada já teriam dado um jeito na aposentadoria do cara.
Realmente, Ali, é poderoso. Tem este poder todo pq seus patrões permitem e querem.
Marco, não sou afeita a esse tipo de coisa, porque esses jornalistas, são funcionários, precisam trabalhar. O povo pode e DEVE ser contra o desserviço que a Globo oferece a todos, até mesmo aos incautos, aos que sofreram lavagem cerebral. Entretanto, esse tipo de protesto não afeta o Ali Kamel, nem a família Marinho, nem quem quer que seja lá do topo da pirâmide. Que tal uma mobilização pelas ruas Pacheco Leão ou Jardim Botânico com a presença das outras mídias gravando? A Plim-Plim, você bem sabe, pode editar isso (como o de resto) e dar uma notícia noticiosa como bem lhe aprouver.
Dou meus aplausos ao Ricardo Gama.
Abraço,
PÁ DE TERRA SOBRE O JORNALISMO BRASILEIRO
CASO PINHEIRINHO
“Reportagem revela uma história escabrosa”
Por Luciano Martins Costa em 13/02/2012 - Observatório da Imprensa
A revista CartaCapital desta semana mata a charada do Pinheirinho e cria um desafio do qual os grandes diários de circulação nacional não podem escapar, sob pena de lançarem mais uma pá de terra sobre o jornalismo brasileiro.
CartaCapital fez apenas o óbvio: foi investigar a verdadeira história do terreno, na cidade de São José dos Campos, cuja desocupação, autorizada pela Justiça, produziu cenas de violência contra cerca de 1.500 famílias sem moradia legal.
A conclusão é simples: a omissão das autoridades, a decisão judicial e a operação policial compõem um conjunto no qual o Estado se coloca a serviço do notório especulador Naji Robert Nahas, contra os direitos mais fundamentais de milhares de brasileiros.
Tese da legalidade
Na madrugada de 22 de janeiro, um domingo, ou seja, há menos de um mês, a Polícia Militar irrompeu no terreno ocupado irregularmente e retirou os moradores de suas casas, tangendo-os para fora do perímetro da propriedade. Em seguida, máquinas contratadas pelos administradores da massa falida da indústria de café Selecta, suposta proprietária, arrasaram as casas, destruindo móveis, utensílios domésticos, documentos e recordações daquela gente.
Houve muita controvérsia, movida essencialmente por cidadãos indignados através das redes sociais. Na chamada grande imprensa, um silêncio apenas quebrado aqui e ali por manifestações esporádicas de articulistas. Num desses artigos, publicado numa quarta-feira, 1/2, na Folha de S.Paulo, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) procurou defender o governo paulista batucando na tese da legalidade da ação policial.
Em outra manifestação, publicada em 6/2, a secretária de Justiça Eloisa de Souza Arruda também defendeu a desocupação, em entrevista ao Estado de S.Paulo, dizendo, entre outras coisas, que as autoridades apenas cumpriram a lei e que os ocupantes do Pinheirinho “sabiam que estavam em propriedade alheia” e nunca pagaram os impostos. (No caso, o “alheio” se refere ao suposto proprietário, o especulador Naji Nahas e ou seus credores.) Declarou também que “por trás da massa falida (de Naji Nahas) tem funcionários de empresas que esperam há anos seus débitos trabalhistas”.
A imprensa tendeu a apoiar a tese da legalidade da ação policial, omitiu de seus leitores os abusos cometidos por PMs e seguranças particulares depois da desocupação e esqueceu o assunto.
A serviço de Nahas
Dizíamos, neste Observatório, na terça-feira (7/2, ver “Os direitos de uns e de outros”), que “um jornalismo decente iria comparar o caso Pinheirinho com a presteza da Justiça e a sanha policial na reintegração de posse de terrenos públicos, por exemplo. Uma pauta minimamente honesta iria buscar as diferenças de tratamento que a Justiça e a polícia dão, por exemplo, a casos como o de Pinheirinho e os das ricas propriedades de veraneio que ocupam terrenos da Marinha ou invadem trechos da Mata Atlântica em todo o litoral do país”.
Pois bem: CartaCapital acaba de demonstrar que a pressa da Justiça em mandar devolver o terreno à massa falida da Selecta tem muitos aspectos suspeitos. Os repórteres da revista realizaram o trabalho que o resto da imprensa brasileira não soube ou não quis fazer: foram examinar a história do terreno que é reclamado por Nahas e descobriram fortes indícios de que a Justiça foi vítima ou cúmplice de um típico “cambalacho”.
ÍNTEGRA: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/reportagem_revela_uma_historia_escabrosa
E se fosse o contrário? repórteres da Record sendo hostilizados. A Globo falaria no assunto uns três dias. Portanto, bem feito.
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