Quando trabalhava na TV Globo, havia um repórter cinematográfico, que não vou identificar por razões óbvias, que andava com um cheque de cem reais no bolso. Ele fazia questão de mostrar aos mais íntimos. Era um prêmio que ele recebeu ao lado de um dos mais consagrados repórteres brasileiros.
O sujeito foi lá, faturou cinco mil reais, se não me engano, e dividiu o prêmio com os colegas, na proporção que ele achou ser a mais justa. Andar com o cheque no bolso era um protesto, uma maneira de dizer ao mundo como companheiros podem ser tão injustos com os colegas, quando se trata de trabalho coletivo.

































