26 fevereiro 2011

O Churrascão

Era para começar às 11h. Deu 13h30 e nada. Pensei: "vai ser um fiasco". O primeiro a chegar foi o mais improvável de aparecer: Carlos Dorneles. Em seguida Luciana Bergamo e o Walace (finalmente conheceríamos o W.). As queixas eram demolidoras: "o mapa que você fez é péssimo! Nisso o telefone toca. Era o Rodrigo Vianna perdido com a família a caminho de Itatiba. Pouco depois ligo para Angela Canguçu para saber se está tudo bem. Ela diz que está a caminho, confiante. Ligo em seguida para o Luiz Carlos Azenha que tem Márcia Cunha e Eduardo Prestes no carro. Ele diz que não tem erro, porque está de GPS. O telefone toca. É a Angela perdida. Alexandra, que já tinha ido buscar o Rodrigo, sai para alcançar a Angela. Só que ela está do lado oposto do que imaginamos e saio eu para resgatá-la. Passava das duas quando a festa começou. Curiosamente não se falou de trabalho. Em pauta a vida pessoal. Dorneles, Prestes e Walace dividiram picanhas e churrasqueira, cada um à sua maneira. A sogra, ausente, entrou com a maionese, a patroa com o arroz, o vinagrete e a salada. Comemos e bebemos muito bem. Também rimos muito. Fizemos o que as pessoas não devem nunca deixar de fazer: conviver. Era quase oito, quando o último convidado se foi e deixou aquela sensação gostosa que a vida só nos dá muito de vez em quando. Mais por culpa nossa. Em meia hora estava tudo em ordem, o que nos deixou animados para fazer outros encontros. Os critérios de seleção de convidados foram rígidos porque, afinal de contas, a brincadeira custa. E não é pouco.

P.S. A Alexandra reclamou do "patroa" aí em cima. Quem acha que tudo bem levanta a mão!
P.S. (2) Critério rígido é quando a "patroa" paga a conta.

11 doladodecá:

Milton disse...

Ah um churrasquinho com os amigos ... que delicia.

Sempre dá uma ansiedade mesmo quando as pessoas demoram a chegar. Mas os amigos sempre vem.

Quanto ao custo, verdade, a picanha hoje em dia não está fácil. Fora as bebidas. Uma alternativa para a carne seria a fraldinha, que tem um sabor muito bom e faz um excelente churrasco também, principalmente se for maturada. Tente substituir uma peça de picanha por fraldinha na próxima. Creio que você não vai se arrepender.


Abraços ...

MTSnD disse...

Olha um vídeo de um churrasco de uma bela fraldinha

http://www.youtube.com/watch?v=jmLBjbr8jKw

Marcelo Rodrigues disse...

Rapaiz, que picanha maravilhosamente ao ponto! Parabéns!

Remindo disse...

É a farra da esquerda.

Flavio Lima disse...

A Bia tambem não gosta. Mas que é A Patroa, é mesmo. Afinal, se tem alguem que manda na casa...

piádosordi disse...

Churrasco bem ao estilo paulista: picanha na grelha.
Churrasco de verdade é um bela costela no espeto, e fogo de chão! Ao estilo gaudério.

abraço.

alex disse...

Puta sacanagem ... Colocar um bifão suculento deste pra gente ver!

Por desaforo, deixo pelo menos um pedaço desta matéria horrorosa que saiu na Folha deste domingo. É o apartheid social na nossa cara, bem pertinho, aqui nos Jardins, em Sampa:

Clube obriga babá a usar branco e barra ida a restaurante

Pinheiros diz que existem áreas, como piscina e locais de eventos, que possuem regras específicas para acesso

Para coordenador da Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP, regras significam um apartheid social

CRISTINA MORENO DE CASTRO
DE SÃO PAULO - FOLHA

O crachá deve estar sempre no pescoço e a roupa deve ser toda branca. Em alguns dos mais tradicionais clubes de São Paulo, não basta às babás apresentarem carteirinha, como os sócios. É preciso estar trajada de acordo com as regras.
É assim no Pinheiros, no Paineiras e no Paulistano, todos na zona oeste, cujos títulos chegam a R$ 25 mil.
No Pinheiros, algumas babás relatam que são cobradas a usar calçados fechados, mesmo em dias quentes. No Paulistano, é preciso usar "sapatênis, sapatos ou tênis da mesma cor do uniforme".
"Acho discriminação", diz a babá Silvana Santana, 36, que vai ao Pinheiros duas vezes por dia. Na semana passada, ela teve apreendida sua carteirinha (onde se vê escrito "acompanhante") porque vestia bermuda jeans e blusa branca. Foi avisada de que só o patrão poderia retirar o documento.
Outra passou por uma "blitz de babás" e teve a carteirinha retida, pois não usava branco. Ficou "constrangida e envergonhada."
Sua empregadora, que preferiu não se identificar, afirma que ficou tão incomodada que enviou uma carta ao clube explicando que ela não usa uniforme em casa e pedindo que não tivesse de fazê-lo no clube. "Foi indeferido. Alegaram que é regra."
Juliana Rodrigues, 25, também babá, diz que já lhe chamaram a atenção no Pinheiros porque sua blusa branca tinha "uma florzinha no canto" e porque usava sandália "neste calor".
Diz ainda ser proibida de ir ao restaurante acompanhada apenas das crianças e conta que um sócio já pediu que ela se levantasse de um banco perto da piscina.
O Pinheiros confirma que as babás só podem ir ao restaurante infantil.
Sócia do clube, a professora Nuria Carbó, 35, considera o uniforme discriminatório. "Passaram a vir de branco porque muitos sócios reclamaram da presença delas." Já Paula Krishnan, 37, também sócia, acha que a regra é uma forma de controle. "Assim como os funcionários do clube, [as babás também] têm identificação."
O coordenador da Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP, Martim Sampaio, vê discriminação na exigência da roupa branca e, sobretudo, no veto ao restaurante.
"O clube tem o direito de saber quem está adentrando a dependência, até por questão de segurança, mas a carteirinha basta para isso", diz.

"É um constrangimento ilegal a empregada ter que se vestir de forma diferenciada e é absurdo impedir que ela entre no restaurante. Ser obrigada a levantar do banco é um apartheid social."

Segundo o Pinheiros, o clube tem 37 mil sócios e 1.500 acompanhantes de idosos, crianças e deficientes cadastrados. Eles devem apresentar crachá "e portá-lo em local visível durante a sua permanência no clube, como acontece com funcionários em qualquer organização". Uniforme e crachá servem para identificação, diz.

Afirmou que algumas áreas possuem "regras específicas para acesso, podendo ser reservados exclusivamente aos associados". Paineiras e Paulistano não se manifestaram

Luís CPPrudente disse...

Pelo jeito o churrascão foi muito bom e até agora você está fazendo a digestão, heim MAM!!!!

Tito disse...

É, irmão. Acho que carne algumas vezes azeda o fígado das pessoas.
Lamentável ler e ver uma twitcam com um progressista bufando contra alguns atos políticos.
Passa a impressão de que a amargura contra o antigo patrão é maior que o senso crítico.
Será que fazer um(a) omelete é tão pior do que negociar com Sarney? Pq umas coisas são relevadas e outras viram ofensa?
Triste ...

artur gomes disse...

por aqui nem só beleza
nesses dias de paupéria
nação de tanta beleza
país de tanta miséria

http://goytacity.blogspot.com/2011/03/turma-dos-panos-quentes-e-agora-quem.html

ventilador – jiddu saldanha – cinema possível
http://www.youtube.com/watch?v=SVpwfLpwp00

Remindo disse...

Deu indigestão o churrascão, desde o da 26 não deste mais a graça de um post.

 
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