31 janeiro 2011

As Novas Rainhas dos Baixinhos e Marmanjos

É a mais nova onda entre os adolescentes na internet. Eles ligam suas web câmeras para qualquer um ver: é a twitcam. Meninas e meninos se divertem cantando, dançando e, vez ou outra, mostrando mais do que devem, diante da sedenta platéia. Mas muitos estão tendo suas asinhas cortadas pelo próprio serviço. Basta que alguém os denunciem por violação dos termos de uso do twitter que a conta pode ser até encerrada sumariamente. Mas, como a criatividade na rede chega antes, agora, já há nova ferramenta à disposição. Você pode fazer uma transmissão com sua câmera (broadcast yourself!). Uma festa, para quem quiser, quem vier... como dizia o jingle daquela que já foi a maior e mais importante emissora de TV do país, mas que vem caindo pelas tabelas. Um novo mundo que, a exemplo da velocidade da internet, já tem suas próprias celebridades. Um casal do Rio de Janeiro, por exemplo, (vou poupá-los de nomes e links por razões óbvias) se expõe ao vivo três vezes por semana. A gaucha Laura acaba de fazer um show erótico em seu apartamento, em Porto Alegre, para mais de quatro mil pessoas. Outra que faz shows procuradíssimos é uma loira de Santos, litoral de São Paulo. Mas nada se compara à maior de todas as celebridades do momento: Vivi Dantas. A Campineira de 24 anos estuda e mora em São Paulo e nos últimos dois shows que fez derrubou o sistema, literalmente. Foram mais de cinco mil internautas. Seu recorde: seis mil viewers. A musa da Viradouro em 2010, musa de camarote em Salvador, garota 500 Milhas de Motovelocidade e um sem-número de figurações em TV e ensaios para revistas masculinas está com a agenda cheia. Não nega que tem silicone, que faz bronzeamento artificial e que gasta uma fortuna para manter as aparências. Além dos compromissos profissionais, como modelo, a procura como garota de programa explodiu. E, claro, seu preço também. Já aumentou 50% e deve subir mais, tão logo revistas masculinas e programas de TV descubram "seu potencial artístico". Sou pai de um jovem de 14 anos e não censuro. Acho tudo isso muito normal. Quando tinha a idade do Pedro, recebi de uma amiga de escola, sim uma amiga!, um gibi com um "encarte". Ela tinha furtado uma revista pornô sueca do pai. Nos tempos em que a censura proibia a nudez no Brasil, imagine só qual não foi o frisson que a revistinha causou entre a molecada. Eram tempos difíceis e de pouca oferta, salvo as revistas Status e Ele e Ela. Playboy só americana, comprada no aeroporto. Para esconder a genitália das modelos, estrelas, ou as famosas tarjas pretas. Hoje o prazer é mais acessível e menos reprimido. Se estamos no caminho certo, só o tempo dirá. Arrisco meu palpite, acho que sim.

8 doladodecá:

Anônimo disse...

O famoso erotismo escandinavo acabou por falta de interesse. Deixando de ser novidade acabou todo o frisson que o envolvia.
Mas a repressão da sexualidade (a sadia, diga-se de passagem) pro resto do mundo continua sendo o melhor método de controle social...

SPIN disse...

Se fosse uma performance de arte daria qantos wiews, quero até ver, vou fazer uma, vou pensar, se 10 valorizarem minha performance tá bom demais, vou pensar
Só não sei mexer com a ferramenta

Marcelo Kurk disse...

Marcão, já que tocou no assunto, seria uma boa idéia você brindar seus leitores com um bate papo via twitcam.

coxi-Xan-do disse...

As escolas estão perdendo uma enorme possibilidade de contribuir. Preocupam-se muito com festas, eventos e, especialmente, viagens de formatura, que começam a ser pensadas e organizadas com quase dois anos de antecedência. Tempo precioso demais que poderia ser utilizado com bate papos sob orientação de especialistas (em temas como, depedência química, sexualidade, mundo virtual, etc). E nós, como pais, acho que devemos continuar preocupados em oferecer um ambiente saudável e harmonioso. A forma como eles vão reagir a todas essas ofertas que o mundo virtual e real propiciam, acho que é resultado desta base.
No mundo virtual, o adolescente perde a timidez e fica corajoso. Por isso devemos também estimulá-los a ter muita vida real. Além da virtual, é claro. Reprimir esta, é remar contra a maré.
Fora isso, tenho milhões de dúvidas, rs.
Parabéns por tocar nesse assunto.
Bjs da sua sócia.

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse...

Penso, caro Marco Aurélio,que o preocupante não são as possibilidades antes reprimidas, mas uma sutil e efetiva repressão do brincar, do fantasiar, da magia da infância...
Estamos, todos, criando adultos miniatirizados... e abortando a infância, pois , precocemente, os pais e educadores já os querem se preparando para as lutas e agruras do mundo adulto.
abraços, Jorge

Anônimo disse...

Mas esses avanços provocam também algumas bizarrices. Meu sobrinho tem uma lan-house. Um dia fui visitá-lo e ele mostrou-me, do servidor, que dois jovens que lá estavam naquele momento conversavam entre si pela internet, apesar de sentados a poucos metros um do outro. Trocavam o contato real pelo virtual.

Anônimo disse...

Anônimo mas de tão próximos fisicamente o virtual terminou sendo real

Anônimo disse...

Jornalista omitindo informações? Matou a cobra, tem que mostrar o pau, amigo! Neste caso, links para os demais voyeurs, além da Vivi Dantas.

 
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