08 novembro 2010

O Senador e a Jornalista

Foi numa procissão em louvou à padroeira que eles se conheceram. Ela com apenas 14 anos de idade e o missionário, recém chegado da Itália, com 23. Foi um encontro lindo, arrebatador. O padre fora designado para a pequena paróquia do Vale do Jequitinhonha. A garota morava a cerca de 50 km de distância, numa localidade próxima. Não tardou e passaram a manter um romance secreto. A mãe da menina, viúva, beata e ceramista, fazia vistas grossas. Criava a filha caçula e a irmã mais velha, com a ajuda da avó. O marido, caminhoneiro, tinha morrido ao volante, num acidente horroroso. Não passaram muitos meses e a garota engravidou. Assim que a notícia correu, o padre foi transferido para outra diocese bem distante, destino que o bispo se recusava a revelar. A gravidez foi de risco. É como se no ventre a garota fizesse crescer tudo aquilo que quisera ser. No oitavo mês a bolsa estourou. Para não perder o bebê, a menina foi levada até a capital, onde veio a falecer. À pequena sobrevivende, alva e dos olhos bem verdes, deram o nome de Santa. Abençoada, cresceu sob o manto sagrado da igreja. Não havia necessidade da família que o bispo deixasse de atender. Bastava apenas uma solicitação e logo o mensageiro trazia o envelope com o dinheiro do dízimo, desviado para nobres fins. O pacto de silêncio incluia a irmã da morta, a mãe e a avó. Santa cresceu com conforto. Nunca entendeu o papel do bispo, nem nunca teve curiosidade de saber quem era seu pai. A tia virou funcionária pública e durante muitos anos foi confidente fiel e amante do prefeito da localidade. E foi graças a ela que Santa conseguiu prosserguir no Rio os estudos em Comunicação Social. (continua)

13 doladodecá:

Thiago Quintella de Mattos disse...

Sensacional! aguardando a continuidade!

Anônimo disse...

Será fácil essa????
Quando li o título me perguntei se era o caso de um ex-príncipe de 3 letras com uma jornalista que a mídia escondeu por um bom tempo.

Stanley Burburinho disse...

Beleza. No aguardo da continuação.

Remindo disse...

Parece novela da Globo da década de 80.

Anônimo disse...

Juntar igreja e sua reconhecida pedofilia com politicos, donos da imprensa e jormalistas, tudo e todos mirando os proprios objetivos financeiros e de poder.

Resultado da formula: Hipocrisia.

Quanta maldade elaborar essa mistura Marco, eheheheh

Ricardo Melo disse...

Essa não! Vai dizer que a Santa virou...jornalista?

Douglas Otaviani Tôrres disse...

Veja no blog do Nassif a entrevista do Julian Assange (fundador da Wikileaks),em que ele fala que tem posse de documentos que teriam abalado as eleções no Brasil,e que não divulgou antes por falta de tempo.Mas isso quer dizer ao que paraece que ele irá divulgalos,o que quer dizer que vem mais chumbo grosso para a oposição e principalmente alguns caciques.

NaMariaNews disse...

Vixe...

Eason Nascimento disse...

Que expectativa meu caro Marco. Vamos logo nessa continuação. Estou ansioso pelo final dessa história. Fico aqui a construir cenários.
http://easonfn.wordpress.com

Vid@cigana disse...

Bom dia MAM!
Já estou gostando...
Obrigada pela dica!
Abraços ciganos

Cristiana Castro disse...

Ih caraca, essa tá pintando ser a melhor de todas. Vambora, MAM, que a gente tá merecendo!!!!!

Luís CPPrudente disse...

E de repente, mas uma história da vida real que começa e sem nenhuma propaganda anterior.

O padre, a menina, a menina, o padre. Esta é mais uma história verídica a contar o cinismo, a mentira, a moral baixa da Igreja Católica, que insiste em dizer que padre não é homem e freira não é mulher. Que tanto o padre, quanto a freira se tornam "anjos" e seus sexos e desejos sexuais desaparecem por encanto.

Será que verei nessa história a beata Verônica dizendo que a concorrente do marido é matadora de criancinhas?

Américo disse...

Hiiiiiii!!!
não fui publicado.
Que qui ouve????

 
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