09 novembro 2010

O Senador e a Jornalista 2

Foi à beira do açude que o pai chamou o filho para conversar. Homem de posses, coronel do sertão alagoano, tinha planos para o rapaz.
- Você vai para a capital estudar.
- Sim senhor, meu pai.
- Quero que volte doutor. Não se preocupe com dinheiro. Do que precisar eu posso pagar.
- Obrigado meu pai. Vou te encher de orgulho. Não vais ter do que reclamar.
- Faço fé no seu futuro, meu filho.
E assim foi. Quando voltou advogado, no primeiro pleito virou vereador. Depois prefeito, deputado estadual e por pouco não concorreu a governador. Mas os planos do partido eram outros e ele foi para Brasília, como deputado federal. A carreira foi rápida. Da formatura como advogado à diplomação na Câmara Federal apenas 10 anos se passaram. Habilidoso, logo pegou gosto pelos negócios da política. Aprendeu a mexer no orçamento da União, a fazer favores para deputados do baixo clero e o melhor, a concentrar poder. Não demorou muito virou líder de bancada, depois de partido e de governo. Com a reeleição, duas vezes, o caminho estava aberto para virar Senador. (continua)

8 doladodecá:

Vid@cigana disse...

Olá MAM!
Início de história... sinto Presidente impugnado no ar... rs
Abraços Ciganos

Anônimo disse...

JA ate sei como terminara esta estoria (ou seria historia?).
Um filho com a jornalista e um escandalo que lhe tirou a presidencia do senado.

Cristiana Castro disse...

MAM, política, Igreja e jornalismo,na mesmo novela... Vc vai acabar com a teledramaturgia brasileira! Tá ótimo.

BlogBodega disse...

Dias Gomes não chegaria tão longe. Parabéns MAM pela enredo e pelos atores globais. Será que tem aquela menina do Clinton na parada? a menina do Mauricio de Souza, a dentuça? Como é o nome dela, a amiga do Cebolinha?

Gregório de Mattos disse...

Uma boa novela e com grandes tramas nos bastidores ou nas redações???

erik bunger disse...

Se é quem estou pensando, ele não foi vereador nem prefeito...

Anônimo disse...

Então há um senador, que era suplente, que entrou em 83 na vaga de uma pessoa dita "franca"

Luís CPPrudente disse...

O caminho até o senador das Alagoas que apoiou em 1989 o caçador de marajás é muito óbvio, mas acho que não é o caminho correto, pode ser o mais curto, mais não é o caminho a ser seguido.

 
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