14 julho 2010

Os Interesses Ocultos

Não entendo de economia como o Luis Nassif e tantos outros. Também não sei muito quais são os riscos reais de vazamento, ao se explorar petróleo em camadas tão profundas do oceano. Sei que a Petrobras é a melhor nesse tipo de extração. E sei também que a empresa é uma das maiores das Américas e planeja se capitalizar para o ambicioso projeto do pré-sal. Quando vejo uma manchete de jornal especulando que há temores no mercado quanto ao sucesso no lançamento de novas ações, qual é minha reação: Por que uma enorme manchete sobre o assunto? E, depois, a quem interessa tal suspeita? E concluo: ao desvalorizar as ações da empresa com notícias que não passam de meras hipóteses estamos beneficiando diretamente aqueles que adorariam comprar ações baratas agora para quando houvesse uma corrida aos papéis lá adiante ficar com o lucro. Para mim é claríssimo! O Brasil vive uma das maiores oportunidades da história e a nossa empresa de petróleo é a principal peça dessa nova engrenagem. Há também uma discussão se devemos ou não gastar tanto em combustíveis como o petróleo, ou se não seria melhor investir todo esse dinheiro em fontes renováveis. Quer a gente queira, quer não, o planeta ainda é dependente do "ouro negro". E depois tem outra, nem sempre o dinheiro dos investidores segue o caminho que desejamos. Neste caso, alguém com muitos interesses ocultos está influenciando "pobres" jornalistas a fazerem um jogo sujo. Acho que a Comissão de Valores Mobiliários e o Sindicato dos Jornalistas poderiam investigar melhor as conexões entre as duas pontas, nesse caso.

11 doladodecá:

Marco Antônio disse...

Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem, eu também amo a Petrobrás, mas e a nova série? Amanhã?
Lembra da pataquada do pequeno príncipe: "Tu te tornas etc etc"
Pois é, Marco, estamos todos cativados :)

Pedro Migão disse...

Perfeito, Marco, é isso mesmo.

Há interesse por parte da oposição em diminuir a preponderãncia da Petrobras no pré sal a fim de abrir espaço para as empresas estrangeiras.

abraço forte,
Pedro Migão

Remindo disse...

Me parece mais ignorância dos jornalistas de economia deste país, a maioria não sabe nem quanto custa um quilo de pão, quanto ganha a padaria neste quilo. Agora, só uma perguntinha, se o Serra ganhar a eleição, a Petrobras deixa de ser a mocinha? Vou contar duas coisinhas para os amigos:
Em qualquer regime, polícia é sempre polícia e petroleira é sempre petroleira. O resto é conversa. Meu fundo de garantia teve um acrécimo de 40% com os investimentos na Petrobras, mas nem por isso vou achar que ela é a salvadora do mundo. Mas, acho que ela está melhor nas mãos do PT do que nas do PSDB e amigos.

Leandro disse...

Só pra ajudar Marco, o correto é Mobiliários, CVM.

Anônimo disse...

Comissão de Valores Mobiliários, não Imobiliários...

DoLaDoDeLá disse...

Imobiliário, a mais pura distração. Desculpem-me.

alex disse...

ABRIL ESTÁ CAINDO FORA DO BUSINESS REVISTAS???

(do Conversa Afiada - PHA)

A família Civita (e não a Editora Abril) comprou a Anglo, que produz apostilas e ensina a fazer concurso público.

Por que foi a família Civita e não a Abril ?

Essa é uma pergunta muito complexa.

Decidi recorrer ao David Ogilvy, um mestre da publicidade.

(Clique aqui para ler “A Globo pode calar a boca do Galvão antes de 2014”)

- Por que foi a família Civita e não a Abril, perguntei, assim de lata.

- Porque a família está caindo fora do negócio de revistas – respondeu David, na lata.

- A família Civita vai sair do negócio de revistas ?, perguntei incrédulo. O que diria disso o Victor Civita ?

- Primeiro, que não se controla a descendência, meu filho – filosofou o David.

- Sim, vamos sair da genética e voltar ao PiG (*). Quer dizer, então, que a família Civita vai sair do ramo de revistas ?

- Claro. O negócio murcha.

- Não sobra ninguém ?

- Sim, sobram as revistas de nicho. Ou de grife, como a Economist e a Carta Capital. O resto … dança.

- E a Veja não é uma grife ?

- Como diz você, o Roberto deixou que transformassem a Veja em detrito de maré baixa.

- Roberto ou Robert ?

- Como você preferir.

- Então ele vai fechar a Veja ?

- Não. A Veja vai ser um canhão. Vai ser usada politicamente.

- E por que a Anglo ?

- A Anglo na verdade é um franchising. Ela licencie sistema de aprendizado sob a forma de apostilas e serviços para quem quer fazer concurso público.

- Ela vende ao Governo ?

- Vende a todo mundo, inclusive a governos municipais e estaduais.

- Mas, esse negócio de vender material impresso não é uma gelada ?

- Claro !

- Daqui a pouco vem a banda larga e que estudante vai ler material impresso?

- Meu caro, o Roberto foi para a tevê a cabo e para a internet. Vendeu a TVA e o Luizinho Frias engoliu ele no UOL. O Roberto não acertou uma tecnologia, fora da que o Seu Victor deixou: fazer revistas.

- E quais são os planos da família Civita para a Anglo ?

- Daqui a pouco eles fazem um IPO. Os sócios antigos caem fora e eles botam dinheiro para dentro.

- E quem vai fazer isso tudo ? O Robert – quer dizer, o Roberto ?

- Não, ele chamou o Manoel Amorim, que era do Ponto Frio.

- Ele não foi da Telefônica, também ?

- Sim, você tem boa memória, rapaz.

- E não foi ele quem levou a Telefônica a comprar a TVA da Abril e dar oxigênio à Abril ?

- Uma mão lava a outra, não é isso ? – sorriu o David, enigmaticamente.

Pano rápido.


Paulo Henrique Amorim

alex disse...

É assim que se trata jornalista que não trabalha na Globo, Abril, Estadão e Folha.
Você trabalha onde "ô rapá"?

http://www.youtube.com/watch?v=dRCFA3VdLxY&feature=player_embedded

Anônimo disse...

Caro Marco !
Sou um leitor meio calado, não costumo comentar muito mas acompanho seu blog com interesse.

Neste post sobre a Petrobrás resolvi comentar, pois sou investidor e músico. Vivo de ambos.

Bom, são 4 idéias que quero compartilhar:

1- Não há temor algum no mercado. Jamais houve. Tudo bobagem. Acontece mais ou menos assim. O mercado está forçando pra baixo para compra mais por menos, coisa de gente grande que sabe dos negócios e vive disso.

2- Existem algumas razões para a mudança da capitalização de julho para setembro. Uma delas é que o hemisfério norte, EUA e Europa, estão agora nas férias de verão e em setembro voltam ao normal. Portanto se torna uma data mais favorável a uma capitalização desse porte, já que são eles que entram forte nesse tipo de capitalização altamente rentável. O pessoal que decide sobre essas datas e todos os detalhes da capitalização são profissionais dos bancos que a conduzem. Tudo é registrado, tudo é pensado e calculado. Não há amadorismo. Não há passo em falso. Isso os comentaristas economicos da Folha e do Estadão levianamente omitem do público e querem fazer parecer que a Petrobrás é incompetente, típica atitude em ano eleitoral.

3- Toda vez que leio notícias desse tipo nos jornais eu penso : em qual lado está/estão o(s) dono(s) e comentaristas desse jornal ? Eles estão comprados ou vendidos ?

4- Quem tem medo da Petrobrás forte ?

abraço
Marcos P.B.

Luís C. P. Prudente disse...

A Leitão falou hoje no jornal matutino da Corte do Cosme Velho que a Petrobrás se desvalorizou por causa do vazamento de petróleo no Golfo do México. Com a visão aguçadíssima da moça, ela confirmou que a Petrobras emprega a mesma tecnologia da BP e com os mesmos parâmetros de segurança da BP, ou seja, mais dias ou menos dias (ela quer que seja menos dias) a moiçola acha que vai ocorrer acidente nos poços da Petrobras.

Portanto, os funcionários da Petrobras devem ficar atentos quando avistarem um aqua-pig no oceano pilotada pela moiçola Leitão.

OPINA disse...

Concordo com o comentário do anônimo. Mas vou dar um palpite (sou autorizado a dar palpites de investimentos financeiros COM DIPLOMA E TUDO...):diante do caixa do governo federal através de seus, digamos, satélites (PREVI, Fundo da CEF e da PETROBRAS), e a não ser que esses fundos mesmo não queiram a baixa, ela não vai ocorrer. Mas vamos a um jogo interessante: eu quero comprar a preços baixos e vender a preços altos -> é isso que o chamado mercado (especulador) que fazer. Mas tem um problema: no lançamento, será feito pelo mercado de balcão, ou seja, o preço do lote de ações será fixo (através de uma pré-reserva e de confirmação da venda). O risco dos emitentes no lançamento da oferta (assim como um carro novo, uma televisão nova...) é saber exatamente QUANTO o mercado (o da rua direita....) está disposto a pagar, pois este será o preço do lote!. Por outro lado, os especuladores (aqui esta palavra não tem caráter depreciativo, pois as bolsas de valores só existem por causa dos especuladores, que é qualquer um que invista) querem pagar menos ou um valor menor, por isso agem na meios de informação que atendam a criação do chamado "efeito de manada" (ai entra a idi....a da sra. Leitão, a tal Folha e outros energúmentos por ai) tentando fazer com que o preço do lote seja o menor possível no lançamento para eles por indução na compreensão dos emitents dos títulos sobre o real valor dos lotes que o mercado estaria "disposto" a pagar. Mas correm o risco de que grandes especuladores (os fundos citados, entre outros) tenham posse no lançamento de grandes lotes das tais ações, aí passa a vigorar a lei de mercado: pouco produto, preço alto. De qualquer forma é uma luta emocionante.
Acrescento ainda um final:
1) quando um ganha outro perde!
2) não existem almoços grátis!
3) no mercado, quem "adivinha" o futuro chora menos, naturalmente.
E o maior bicho papão: os coordenadores da referida capitalização já foram eleitos, muitas vezes, os melhores administradores de fundos. Portanto, como disse o anônimo, não há néscios ou tolos no negócio. Já separei alguns R$ para adquirir alguns lotes de ações da Petrobras, pois, como investidor, tenho uma convicção: O Primeiro négocio no mundo é uma petroleira bem administrada; o Segundo negócio no mundo é uma petroleira administrada satisfatoriamente; o Terceiro negócio no mundo é uma petroleira mais ou menos administrada; o Quarto negócio no mundo é uma petroleira mal-administrada.
A Petrobras se encaixa na primeira série, das Petroleiras BEM administradas.
Ah.... se o negócio fosse realmente ruim, teria essa movimentação toda? Claro que não, e faço uma previsão: toda a capitalização já está vendida....

 
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