31 julho 2009


Vinhedo, 31 de julho de 2009.
Exmo.
Sr. Presidente do Senado da República Federativa do Brasil
José Sarney de Araújo Costa

Vimos por meio desta, o povo brasileiro e eu, aconselhá-lo a deixar o poder. Lemos hoje seu artigo na Folha de S. Paulo e entendemos que a disputa política é cruel. Mas entendemos também que vossa excelência, hoje no papel de vítima, já teve seu momento de algoz.
O que talvez os políticos, em geral, e vossa excelência, em particular, ainda não tenham percebido é que o país está mudando. Já não há mais espaço para a política feita à base do compadrio, do tráfico de influências, da contratação de cabos eleitorais e da compra de votos.
Os eleitores hoje têm mais acesso à informação, de fontes diversificadas, e escolheram mudar. Ainda vai levar um tempo, todos sabemos, mas exigimos de vossa excelência o exemplo.
Renuncie ao cargo, se desfaça de todo patrimônio que acumulou, apropriando-se da coisa pública como se fosse privada. Nós sabemos que a culpa não é só de vossa excelência, é uma questão cultural, sempre foi assim. Mas não queremos que seja mais. Estamos decididos.
Devolva ao estado o prédio da Fundação Sarney. Renomeie as ruas, avenidas e viadutos do seu querido Maranhão com nomes de figuras importantes, outros imortais da Academia, como vossa excelência ou, até mesmo, políticos importantes da história do nosso país.
E, de quebra, doe seu monumental acervo de arte sacra para as igrejas e os museus de Minas Gerais, que assim poderão recontar parte importante da história que está se perdendo, por falta de obras que vossa excelência guarda apenas para os apreciadores mais íntimos.
Estamos certos de que a sociedade saberá pagar um tributo à altura de sua grandeza. E, no futuro, os verdadeiros amigos (que são muito poucos) e principalmente sua família, entenderão que tudo o que vossa excelência fez foi se colocar acima dos interesses pessoais e patrimonialistas, em benefício do seu povo.
Caso vossa excelência não saiba, o Amapá, estado que lhe concedeu os votos para ocupar a cadeira no Senado, é o estado menos povoado do país. Lá ainda há recusos naturais abundantes e certamente o acolherá, como um filho, para que possa se dedicar integralmente à arte da escrita, que convenhamos, vossa excelência exerce como poucos.

Com a sinceridade de seus,
Brasileiros e Brasileiras
por Marco Aurélio Mello.


30 julho 2009

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Sarney sempre foi o que podemos chamar de "inimigo do povo". Foi ficando, ficando... Escrevia bem, era amigo dos Marinho, dos Frias, tava sempre pertinho do poder. Foi pego com a boca na botija. Não importa se está ou não do lado do Governo Lula, se a PF vazou grampos ilegalmente sem que o Gilmar Mendes fizesse alguma coisa. Não tem defesa. Não dá para tapar o sol com a peneira. Ele tem que deixar a presidência do Senado e pronto! Ponto para a oposição (PSDB + PSOL) e a elite (Rede Globo e Folha de S.Paulo) que estão "cortando na própria carne". O fato dele dar sustentação ao Governo, que será atingido por esta baixa, é claro, é apenas um detalhe. Sua saída será mais uma, ok. Mas de uma em uma, as pessoas vão se conscientizando de que é preciso gritar e no grito a gente muda o país (tá certo que bem devagarzinho, mas muda). Agora, o que não pode é relativizar, considerar que ele é um corrupto menor. Não existe corrupto maior e menor. São todos corruptos, todos têm que pagar! Se for o caso, que se feche o Senado, oras. Risco à democracia? Bobagem. Quer risco maior à democracia do que instituições corroídas e podres e políticos corruptos? Vamos refundar a República. Vamos nos reunir nas praças, na folga, nos fins de semana, e vamos fazer uma nova e verdadeira Constituição Cidadã. Isso sim é reformismo! O resto é balela! Sai Sarney! Larga o osso! Deixa essa gente em paz! Mire-se nos exemplos dos da sua laia: Collor, Jader Barbalho, Antonio Carlos Magalhães, Renan Calheiros e tantos outros coronéis espalhados por aí.

29 julho 2009

Depois de certa idade é comum aos mais velhos fazerem uma retrospectiva. No meu caso, sempre considero a possibilidade de que um evento inexplicável qualquer tenha transformado completamente o meu futuro. Como nos filmes, pode ter sido uma rua que atravessei, uma pessoa com quem cruzei um olhar, ou um sonho revelador, daqueles que a gente não se lembra depois que acorda. O tal "turning point". Talvez meus pais sejam as principais testemunhas do milagre que aconteceu comigo. Já roí unhas. Já furtei. Já me viciei em jogos eletrônicos. Já fumei (durante 20 anos!). Já abusei de álcool e drogas. Já atirei gás lacrimogênio contra a polícia. Já dirigi em alta velocidade pela faixa da direita. Já participei também de outros tantos eventos impublicáveis e cá estou, hoje, na condição de pai de família, tentando terminar o dia com um balanço positivo, no esforço de cumprir deveres e responsabilidades com a família, com a sociedade, com o trabalho, com o fisco e com os amigos. Quem diria que chegaria aonde cheguei. Acho que sempre tive de sobra duas coisas muito importantes, que tento dar aos filhos, como herança: amor e exemplos. Prestes a completar 43 anos, sou uma autêntica "metamorfose ambulante." Por isso, não sei como alguém tem coragem de dizer que determinada pessoa não mudará nunca. Às vezes o necessário é apenas tempo.

28 julho 2009

Outro dia o Pedro, meu filho, me perguntou como foi que escolhi o nome do blog. Respondi e ele emendou: Por que você não faz uma postagem explicando? Boa, vou fazer, respondi. Na Copa de 2006 o Ronaldo 'fenômeno' teve problemas com uma chuteira que o patrocinador fez sob medida. Uma chuteira caríssima, que passou a ser sonho de consumo da molecada, pelo menos até dar problema. Com base nessa 'polêmica da chuteira' decidi 'blogar'. Como cheguei ao título? Bom, trabalhava numa grande empresa e não queria associar os dois trabalhos, primeiro por uma questão ética, depois para não haver conflito de interesses. Como ficar de um lado fazendo uma coisa, e de outro, outra? Resolvi que as minhas dúvidas, reflexões e considerações a respeito da profissão e da vida em geral ficariam 'do outro lado'. Aí me lembrei de uma canção do Caetano Veloso que sempre gostei muito. Diz a letra: Atrás do trio elétrico/Só não vai quem já morreu/Quem já botou pra rachar/Aprendeu, que é do outro lado/Do lado de lá do lado/Que é lá do lado de lá... Quando lemos o verso de uma só vez, no fim fica doladodela. Foi assim cheguei ao título do blog. Esse jogo com a sonoridade das palavras sempre me encantou e encanta muito as crianças, principalmente as pequenas. Recentemente, passeando com o Gabriel, meu filho mais novo, falei para ele alguma coisa como: Daqui pra lá e de lá pra cá. Ele começou a rir. Aos dois anos de idade, acho que ele se divertiu com os sons. Talvez porque deva ser muito difícil para um bebê, aprendendo a falar, entender a diferença tão sutil entre daqui pra lá e de lá pra cá. Ou não seja difícil, seja apenas engraçado... Como costumava dizer um tio, observador do comportamento das crianças: - É tudo doido.

27 julho 2009

Hoje, a caminho do trabalho vi um plástico colado atrás de um carro em que se lia: "Visite Vinhedo e ganhe uma multa." Fiquei pensando sobre o que teria motivado alguém a tomar uma iniciativa dessas. Parece óbvio que ele deve ter sido vítima de radares na cidade e está revoltado. Aí eu pergunto: Por que existem radares? E eu mesmo respondo: Porque as pessoas são incapazes de andar na velocidade correta. Aí pergunto novamente: Mas por que as pessoas têm dificuldade de andar na velociadade correta? Talvez porque a velocidade correta seja tão absurda que ninguém consiga. Ou pior, as pessoas são incapazes de cumprir regras criadas para disciplinar o trânsito e permitir que haja mais segurança para todos. De qualquer forma parece uma discussão banal, a respeito de um tema recorrente, mas revelador sobre o comportamento de boa parte dos brasileiros: Somos incapazes de cumprir regras básicas para o bom funcionamento da sociedade. Por isso, precisamos ser vigiados e punidos. Se somos assim com o trânsito, o que esperar da nossa relação com o lixo, com a poluição ambiental, com o consumo consciente, com os outros, com o futuro? Acho que não dá para esperar muita coisa mesmo. Pelo menos o motorista do carro do plástico aprendeu - na marra - a andar devagar nos trechos onde tem o radar, o que já é alguma coisa...

24 julho 2009


video


Algumas coisas são para toda a vida. Fim de semana em Vinhedo. Ao contrário da vida na metrópole, aqui ainda se faz festa junina na rua, conversamos com os vizinhos e, por que não, brincamos de escorregar na grama em caixas de papelão. Pela carinha que o Gabriel fez deve ter dado aquele friozinho na barriga. A foto abaixo mostra bem o susto do primeiro mergulho. Depois disso, ele não quis parar mais. Quem sabe a vovó Marzinha aceite as imagens como presente de aniversário, considerando que hoje é 24 de julho...



23 julho 2009

Afora as questões éticas e morais, que justificariam sim a renúncia imediata do presidente do senado, José Sarney, está em curso uma disputa política, que muita gente não consegue entender. Sarney, apesar de ex-colunista da Folha de S. Paulo e sócio da Rede Globo no Maranhão, um coronel ao estilo clássico (donatário de um estado do norte do país sendo, ironicamente, senador por outro!), é um dos pilares de sustentação do governo Lula no Congresso. Ele foi um dos que costuraram a aliança que garantiu ao PT e seu presidente a governabilidade nos últimos anos. Afinal, o PMDB ainda é o maior e mais enraizado partido do país. Às vésperas de uma campanha eleitoral, que pode sim fazer o PSDB triunfar, na figura do governador de São Paulo José Serra, o que está em jogo é uma disputa política que leve o PMDB para as cordas. Este desgaste poderia fazer rachar a base de sustentação do governo, atraindo peemedebistas para o ninho tucano. Se isso acontecesse, o governo perderia sustentação política no último ano à frente do poder e o PMDB, uma vez rachado, poderia viabilizar mais facilmente a campanha eleitoral da oposição. O que o governo procura desesperadamente é um político que costure uma aliança, ocupe o espaço que será deixado por Sarney (sem melindrá-lo) e leve o PT de braços dados com o PMDB à campanha do ano que vem. Por um capricho do destino, o único político capaz de fazer essa costura é um tucano chamado Aécio Neves, governador de Minas Gerais. Para isso, teria que trair seus pares e se impor sobre a candidatura de Dilma Roussef. É só uma tese amalucada... Mas como a política é cheia de sortilégios, vale a pena considerá-la.

22 julho 2009

São Paulo registra a décima morte por gripe suína. Números estaduais.
São Paulo registra a décima-primeira morte por bala perdida. Só a capital.
Por esse raciocínio, simplista, podemos concluir que morre mais gente de bala perdida do que de gripe suína. É esse tipo de comparação, sem pé nem cabeça, que a imprensa vive fazendo. Misturar "alhos com bugalhos" é a melhor forma de praticar jornalismo parcial e tendencioso. Os incautos acreditam e, se alguém reclama, é fácil corrigir, basta dizer que foi um equívoco. Quando dois mil e dez começar (ano de eleições), vamos ver uma quantidade enorme de comparações assim no noticiário, sempre para atender interesses obscuros.
Atualização: Em números absolutos, em todo o Brasil, morre-se mais de violência, do que de gripe, o que já é assustador o bastante.

21 julho 2009

Hoje, no caminho de casa para o trabalho, fiquei pensando em qual seria uma avaliação justa do governo Lula. Não há dúvidas de que ele, ao longo da vida, se transformou num concialiador. Acho uma atitude até louvável, diria inclusive cristã. Nada como ter compaixão com os adversários. Talvez nossa sociedade não estivesse preparada ainda para um presidente reformista. Prova é que, antes da eleição que o conduziu ao poder, em 2002, ele publicou a Carta ao Povo Brasileiro, por pressão da elite que o demonizava. Uma vez na presidência, seguiu rigorosamente o "script". Se houve méritos em seu governo, os maiores e mais importantes foram os de tentar diminuir a fome e combater a desigualdade social. Isso só não vê quem não quer. Mas ele ficou devendo a todos aqueles que esperavam uma alternância de poder, não só na esfera federal, mas também na esfera regional. O coronelismo continua onde sempre esteve. A classe política segue sendo a mesma: corrupta e imoral. Os barões não cederam sequer as migalhas, seja do poder que possuem, seja dos salários que pagam aos seus trabalhadores. E a questão agrária continua idêntica; concentração, exploração do trabalhador no campo e o pior, a degradação ambiental. Não será no próximo governo que teremos um reformista no poder, esquece. Não tenho mais essa ilusão. Também não acredito em rupturas que signifiquem o cerceamento das liberdades, nem o derramamento de sangue. Neste caso, só nos resta esperar...

16 julho 2009

Dia desses li num dos blogs mais acessados do país que o número de 'page views' (páginas vistas) foi de 4,5 milhões de internautas no último mês. Quem dera eu tivesse um fluxo desses! Tenho como certos sete acessos diários em meu modesto blog (faça chuva ou sol). Todos do Brasil. Os estrangeiros também aparecem, mas com menor frequencia. Desde que começei a monitorar os visitantes, meu melhor desempenho foi de 19 acessos em um dia. Antes, tinha um contador que identificava a cidade de origem da visita, mas achei exagero. Hoje, ele identifica apenas o país, o que pra mim está bom demais. O que a experiência do blog (que já tem 3 anos!) tem demonstrado é que há pessoas interessadas no que penso e escrevo, dispostas a vir à fonte todos os dias. Essa forma de comunicar é muito maior e mais abrangente do que o telefone, única ferramenta ágil até o fim dos anos oitenta (do século passado!). Acho o blog melhor até do que a reunião diária da turma dos amigos da rua, na porta de casa. Com uma vantagem: Na turma todos falavam, mas nem todos ouviam, ou defendiam com bons argumentos suas opiniões. Às vezes o papo tomava outro rumo, virava galhofa, palhaçada. Em outras situações descambava para uma discussão apaixonada... Era raro trocar idéias com profundidade, a não ser com um ou outro amigo mais interessado.
Hoje tenho um espaço que adoro. De vez em quando aparece um comentário, que recebo humildemente como incentivo. Poderia ser mais ostensivo para aumentar a minha frequencia. Há várias estratégias para isso, que qualquer hora conto como funcionam. Mas prefiro ir de seis para sete, para oito... e assim por diante. É uma conquista mais lenta, mas com visitantes mais qualificados.

15 julho 2009

"A minha concepção de jornalismo sempre foi a mesma. É descobrir as histórias que valem a pena ser contadas. O que é fora dos padrões e, portanto, desconhecido. E apresentar essa história de uma forma que nenhum blogueiro faz. A notícia tem de ser escrita como ficção, algo para ser lido com prazer. Jornalistas têm de escrever tão bem quanto romancistas."
(Gay Talese, um dos fundadores do New journalism e estrela da Festa Literária de Paraty deste ano)


Quem diz o que vem abaixo não sou eu. É um dos maiores amigos do presidente da República e ex-secretário de imprensa e divulgação do Governo, Ricardo Kotscho. Não é porque é amigo de 30 anos, que é incapaz de apontar os erros de Lula. E é assim que os verdadeiros amigos devem se comportar. Estes serão amigos de Lula para sempre, seja na presidência, seja no ostracismo, que costuma ser implacável depois, com quem coloca a biografia em risco, por um projeto político: "Preocupado em demasia no seu objetivo de jogar todas as suas fichas para fazer o sucessor (ou melhor, sucessora) em 2010, sacrificando Tião Viana e o PT para garantir o apoio do PMDB, o presidente pode ter colocado em risco a biografia e o seu patrimônio de popularidade neste ano e meio que lhe resta de governo.
Ao fazer de tudo para salvar Sarney e manter unida a base aliada para sustentar a candidatura Dilma, Lula acabou associando seu nome e sua imagem às oligarquias e práticas que condenava no passado, obrigando-se a posar em palanques ao lado de Collor e Renan, seus algozes na campanha presidencial de 1989."

Para ler tudo: http://colunistas.ig.com.br/ricardokotscho/

14 julho 2009

Houve um tempo em que o cerimonial do Palácio se incumbia de tirar do palanque os políticos indesejáveis. Parece não ser este o caso. Lula, o conciliador, agora no papel de iconoclasta, discursava em Palmeira dos Índios, nas Alagoas. Ao lado dele, o senador pelo estado Fernando Collor de Mello. Confesso que senti um calafrio. São dois ícones que, no meu imaginário, sempre foram incompatíveis. Assim demonstrava a história. Demonstrava. Na política nada é tão óbvio assim. A ética é juntar oportunismo com os mais diversos sortilégios... Fico enojado.

"Eu não tenho para onde ir, mas, sinceramente, eu estou pensando em ir para casa, Senador. Eu estou pensando. Já não sou mais candidato a nada, mas estou pensando em sair. Eu não tenho mais condições de fazer nada. Se eu não posso ajudar, pelo menos que eu vá embora. O Presidente Sarney tem que ter a grandeza de renunciar à Presidência do Senado."
(Sen. Pedro Simon, PMDB-RS)

12 julho 2009

Desde o fim da Segunda Guerra Mundial o dólar foi adquirindo o papel de lastro, reserva de valor das economias mundiais. E qual o segredo para isso? A confiança. Como a confiança na economia americana está indo por água abaixo, aquela moeda está perdendo valor mundo afora. Sem valor, sem confiança, sem lastro... Por isso, o anúncio de que os países emergentes têm interesse em se desfazer das reservas internacionais em dólar faz tremer até o Tio Patinhas. Já contei aqui outro dia que o Brasil é o oitavo país do mundo em reservas internacionais US$ 195 bilhões. Os emergentes, mais conhecidos pela sigla BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), juntos, possuem US$ 2,7 trilhões. Isso representa (guardado no cofrinho) a quinta parte da maior economia do mundo e a quarta parte da dívida pública dos americanos, estimada em US$ 10 trilhões! Portanto, não é por acaso que eles têm feito tantos afagos em nós outros. Yes, nós temos bananas!

11 julho 2009

A notícia de que o G8 (grupo dos sete países mais ricos do mundo mais a Rússia) passará a ser G14, incluindo o Brasil, é excelente. Nosso país alcança, pela primeira vez na história, a condição de "player". E o que significa isso? Significa que, de agora em diante, toda decisão importante para o planeta e, consequentemente, à humanidade, passa, necessariamente, pela opinião do Brasil. É claro que isso não quer dizer que teremos a palavra final, seja em relação à corrida armantista, seja ainda sobre questões polêmicas, como: fontes alternativas de energia, aquecimento global, combate à fome e à pobreza, protecionismo dos países ricos, ou até a caça às baleias. Mas, pela primeira vez na história da humanidade, os ricos aceitam a opinião dos emergentes como sendo relevante. É claro que o porquê disso é a crise mundial e o fracasso dos Estados Unidos como "gestores" das demandas mundiais por liberdade e democracia. Só não podemos agora nos perder naquele velho "fla-flu" nacional sobre de quem é o mérito. Governar um país é um processo. Depois da redemocratização escolhemos Tancredo, que morreu e entregou o poder de mão beijada para o Sarney. Aí veio o fracasso do Collor, que entregou de mão beijada para o Itamar. Aí veio o "príncipe Fernando Henrique." E depois veio o "metaleiro Lula da Silva." De quem é o mérito por estarmos na nova condição? Nosso. Com todos os defeitos e qualidades. Somos continentais, temos um mercado consumidor enorme, temos recursos e fontes de energia, temos um povo trabalhador, temos talento e simpatia. Precisamos de mais "igualdade". Só construiremos isso com ações afirmativas, combate à fome, à miséria, com a universalização de serviços públicos essenciais, como: casa, luz, água e esgoto, telefone, transporte, saúde e, principalmente: EDUCAÇÃO! Podemos comemorar, mas o desafio ainda é enorme. Portanto, mãos à obra!!!

09 julho 2009

O Rafael fez 15 anos em Santa Maria, no dia 26 de junho. Foi uma festa emocionante. Reunimos muitos parentes e amigos. Para quem não conhece, na foto estão o Leto (meu cunhado), a Siomara (minha irmã) e o aniversariante. A data teve um significado muito especial para todos nós. Rafa nos dá a oportunidade de conviver com uma doença até pouco tempo atrás estigmatizada, a Síndrome de Down. Um menino muito afetuoso, que conquista a todos com seu jeitinho especial: "Oi querido (a).", é como trata conhecidos e desconhecidos.

04 julho 2009

Apesar de estar em férias, não resisti. Aqui temos um flagrante do Pedro (de amarelo) e do Gabriel (de azul) passeando de carroça com o seu Lázaro ( o jardineiro de Santa Maria). Os priminhos Otávio e Nicole também aproveitam o passeio e as férias. Ai, Ai, viu... Férias em família na fazenda não tem preço!

03 julho 2009

Depois que adicionei uma ferramenta de controle de visitas pude descobrir um pouco mais do funcionamento do blog. As conclusões são muito óbvias, mas o que é legal nessa história é ter como confrontar o que empírico com o que é matemático. Lógica um - quanto mais publico, mais visitas recebo. Lógica dois - quanto mais espinhoso é o assunto, mais comentários são adicionados. Lógica três - ninguém visita blog que não é atualizado com frequência. Lógica quatro - Quando estamos em férias, o blog entra também. Como só volto à ativa no meio do mês, até lá... nada de visitas!

 
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