29 maio 2009

Num mundo em que o importante é ser global, o presidente da República acaba de ganhar uma nova insignia: Pesquisa realizada em cinco países europeus (Alemanha, Espanha, França, Itália e Reino Unido) e mais os Estados Unidos, mostra que Lula está entre as personalidades mais populares do planeta, em 11º lugar. O presidente americano Barack Obama vem em primeiro, seguido pelo Dalai Lama e pela chanceler alemã Angela Merkel. A pesquisa foi feita pelo canal de TV France 24 e pelo International Herald Tribune. Em quarto vem o ex-premiê britânico Tony Blair, em quinto o presidente da França, Nicolas Sarkozy e em sexto o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown. No sétimo lugar está o primeiro-ministro da Espanha, José Luis Zapatero, e em oitavo o secretário-geral das Nações Unidas, o sul-coreano Ban Ki-moon. Só depois é que vem o papa Bento 16. Antes de Lula tem ainda o presidente da Comissão Européia, o português José Manuel Barroso. O índice também mede a capacidade de influência e neste quesito Lula cai para décimo-sétimo lugar. Afinal de contas ainda somos um mero emergente, sem assento nas 'grandes rodas'.

28 maio 2009

O STF é contra. A opinião pública é contra. O presidente, um conciliador, é contra. Mas quatro deputados do PSDB e onze do DEM são a favor de Emenda Constitucional que permite a reeleição de Lula. Fala sério, querem ou não querem criar um fato político desagregador? Insisto, a tese da reeleição é uma bobagem. Um factóide para ser usado contra o governo e seu futuro candidato, seja quem for. Agora, quase sempre, o veneno também serve de antídoto.

Ela já foi a queridinha do Globo Esporte, quando o telejornal era apresentado em blocos: regional, capital e nacional. Por alguma razão (as razões lá dentro nunca são muito claras) caiu no ostracismo. Profissional querida e respeitada , Mylena Ciribelli é a mais nova contratada do jornalismo da Record.

27 maio 2009

O efeito do dólar barato na economia pode ser explosivo em muitos casos. Em pelo menos dois, já é claro. Se voltarmos à farra dos importados, como nos anos 90 do século passado, principalmente dos bens duráveis, de alto valor agregado (automóveis, televisores, aparelhos eletroeletônicos, máquinas, alimentos, brinquedos, vestuário, etc... ítens que contém muita tecnologia e empregam muita gente na cadeia de produção), podemos causar um desarranjo na sistema produtivo nacional, com desemprego e recessão. Outra ameaça é ao exportador brasileiro, que pode vender menos, não só pela crise mundial, mas, uma vez que o produto brasileiro fica mais caro em dólar, consequentemente menos competitivo. Defendo a idéia do câmbio flutuante porque acho que funciona, desde que haja confiança dos agentes. Com o fim do padrão ouro e posteriormente a crise do petróleo, o dólar passou a ser a moeda-garantia que o mundo tinha. Tinha. A moeda americana está derretendo e por isso vai ser necessário intervenções dos governos de todo mundo para evitar efeitos desastrosos à economia mundial. Estão de volta o conceito de cesta de moedas, padrão euro, nova engenharia financeira mundial, e por aí vai. O segredo? Diminuir a dependência em relação à moeda americana. E rápido!

26 maio 2009

Há uma questão que movimenta o Senado Federal e os jornalistas, mas que a opinião pública e a presidência da República não estão dando tanta importância assim, é a CPI da Petrobras. Para dizer a verdade, nem o PSDB e o DEM botam fé nela. Que tal mudar de assunto, então?

21 maio 2009

Só um imbecil tentaria um terceiro mandato tendo a oposição do Supremo Tribunal Federal, da grande imprensa e de uma parte importante do eleitorado. O presidente da República - um conciliador - sabe disso e por esta razão pensa em se "aposentar" no sítio e esperar o próximo governo passar. Ele terá sido o mais popular e importante presidente depois da redemocratização. Pode sim voltar ao poder depois de 4 ou 5 anos, nos braços do povo. E um detalhe: por qualquer partido. E se não voltar, poderá pleitear cargo na ONU, na Unesco, no Banco Mundial.... Para desespero de seus opositores, a popularidade dele é maior do que nosso imenso país. O Programa de Combate à Fome (batizado de bolsa-família) pode dar a ele, inclusive, um Nobel da Paz. Seria o primeiro do Brasil. Portanto, cabe-nos apenas esperar o curso da história e confirmar, ou não, nossas hipóteses.

20 maio 2009

A discussão sobre o spread bancário é eterna. Ele é alto, claro, altíssimo. Assim como o lucro do setor financeiro brasileiro há muitos e muitos anos. Mas por que é alto? Por causa da inadimplência e o risco de calote, dizem os bancos. É só parte da resposta. O spread também é alto no Brasil por razões culturais. Nós brasileiros não sabemos usar crédito. Temos o péssimo hábito de comprar antes de ganhar e comprometer uma porcentagem muito grande da nossa renda com prestações. Os americanos são muito parecidos conosco nesse sentido. E por sermos imprevidentes e impulsivos, compramos sem poder e ficamos reféns dos juros bancários. Há como evitar essa cilada? Uma lei que demorou seis anos para ser aprovada na Câmara cria o cadastro positivo (o SPC do bom pagador). A idéia é conhecer melhor o histórico dos clientes e cobrar juros menores daquele que sabe comprar sem se enforcar. É pouco para fazer cair o juro no Brasil. O que é preciso é educação. O consumidor precisa aprender a ter mais disciplina e rigor na hora de gastar. Isso vale para pobre, rico e remediado. Como diz o velho ditado: "Quem poupa, tem."

19 maio 2009

O Brasil já tem uma gigante no setor de alimentos, bradam os nacionalistas de plantão. A Brasil Foods (por que não Brasil Alimentos?) vai ser o décimo conglomerado alimentício das Américas e primeiro do mundo em processamento de frango. Sabe-se que o BNDES vai dar uma forcinha de alguns bilhões de reias para sanear a adoecida Sadia (que apostou em derivativos e dançou com o último crash da Bolsa de Nova Iorque). Sabe-se também que a Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil) também está no negócio, porque é sócia da Perdigão. Sendo assim, cabe-me perguntar. Diante de tanta concentração (de mercado e ativos) não seria bom que o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) se pronunciasse primeiro? Como as duas marcas são fortes no mercado interno brasileiro, vai haver monopólio em algumas linhas de produtos, como congelados e pizzas, por exemplo. Vale lembrar a recente experiência da Brahma com a Antartica, que deu em Ambev, primeiro, e Inbev, depois. Hoje, os caras detém uma enorme fatia do mercado de cerveja, quase 70%. Em jogo o velho papo do interesse nacional. E a ajuda do dinheiro público para manter o negócio em pé. Só rindo. Rárarara.

18 maio 2009

Quando vi a notícia de que José Serra e Aécio Neves estavam a caminho de um entendimento para compor uma chapa "puro-sangue", com candidatos do mesmo partido, confesso que estranhei. Primeiro, porque a foto que ilustrava a notícia no jornal não mostrava bem uma aproximação, ao contrário. Talvez tenha sido a única que o jornal conseguiu dos dois tão próximos, o que não é um bom sinal. Segundo, porque não dá para juntar Serra e Aécio. É como água e óleo. Ou melhor, óleo e água. Terceiro, o PSDB estaria dando um tiro no pé se assim o fizesse. Não podemos nos esquecer que o partido tem um aliado importante, do qual não pode se desvincular, o DEM. Não porque se amem, é por uma razão muito prática: o tempo de TV e o caixa da próxima campanha presidencial. Oras, a quem interessa essa notícia, se ela é tão absurda? Interessa em primeiro lugar ao PT, que assim cria um ruído. Mas não é só isso. Interessa também ao DEM, que quer antecipar ao máximo a escolha do candidato tucano, para articular a vice candidatura. E interessa, por que não? a Serra e Aécio, que voltam a ocupar as páginas dos jornais, mesmo que a notícia não seja necessariamente essa. Na política, quase sempre as coisas não são o que parecem ser. Às vezes são, mas é preciso fingir que não, por causa do efeito-surpresa.

16 maio 2009

Nós jornalistas temos o hábito de superdimencionar fatos. Consequentemente, a intepretação sobre eles. A CPI da Petrobras no Senado nada mais é do que uma visão de curtíssimo prazo. O interesse imediato dos senadores - tanto os da situação, quanto os da oposição - é simplemente desviar a atenção da mídia. Afinal de contas, há pelo menos dois meses, a casa legislativa está passando por uma devassa. Primeiro, o escândalo das diretorias. Depois, os cabides de emprego e mais recentemente as passagens aéreas e os outros "desvios de conduta". Como em 2010 não teremos eleições somente para o cargo de presidente, mas para os governos dos estados, Senado e Câmara, não fica bem para os oitenta e um privilegiados ficarem "no olho do furacão". Portanto, nada como uma CPI para distrair os leões, e submeter o executivo à "nova vontade popular", que preferencialmente deve ser a de não renovar nada. Deixar tudo como está. Em síntese, o que está em jogo é a sobrevivênvia política daqueles que estão desmoralizados frente à opinião pública, os senadores. Simples assim. Todo o mais é mera especulação e consequencia natural do inquérito parlamentar. Mas eles nem pensaram nisso. Ainda.

13 maio 2009


Vejam só que boa charge. Precisa dizer mais alguma coisa?

12 maio 2009

Comovidos. Foi assim que os colegas se despediram de Adriana Araújo, ontem. Ela deixa a bancada do Jornal da Record para assumir o posto de correspondente em Nova Iorque. Na despedida, nos deu uma lição de humildade, gratidão, compromisso e bom caráter, valores que considero fundamentais para uma carreira vitoriosa. Garanto que ela colherá no futuro mais respeito e credibilidade, não só dos colegas, mas principalmente dos telespectadores. Numa das vezes que estive em Brasília, como editor do Jornal da Globo, durante a crise do mensalão, tive o privilégio de trabalhar - pela priveira vez com a Adriana - com entradas ao vivo no Jornal Hoje. Fiquei admirado de ver quanta agilidade e competência. Desejo do fundo do meu coração muito sucesso à colega, com a qual tive o orgulho de dividir - entre tantos outros - o Prêmio Vladimir Herzog, do ano passado, na categoria reportagem de televisão.

07 maio 2009

Esse assunto é obrigatório, apesar de já ter ganhado publicidade mais do que suficiente na internet. Mas, afinal de contas, convivemos diariamente de agosto de 2000 a junho de 2003, no periodo em que fui editor de política e economia do Jornal da Globo. Depois fui para o Jornal Nacional e ela para o SBT. Agora, voltaremos a trabalhar juntos. Estou falando de Ana Paula Padrão, que acaba de ser contrada pela Record, para apresentar, ao lado de Celso Freitas, o segundo telejornal mais importante do país. Só me resta dar a ela as boas vindas e desejar sucesso na nova fase.

06 maio 2009

Quando o dólar estava lá no céu a crítica gritava: Precisamos de intervenção do Banco Central! Não dá para importar e é preciso exportar muitos reais para ter a mesma renda em dólares. O Banco Central placidamente respondia: O ruim de câmbio flutuante é que ele flutua. Uma hora tá bom para uns, na outra, bom para outros. Agora a moeda americana começa a despencar. Mais uma vez a crítica brada: O dólar não pode ficar num patamar muito baixo. Isso prejudica nossas exportações blá, blá, blá. Câmbio flutunte é assim, meus caros, flutua. O segredo da economia é prudência e baixo risco - receita para um crescimento permanente. Isso vale para empresário, funcionário público, operário... Quem se arriscar pode ganhar, ou perder. É do jogo.

05 maio 2009

Para quem mora no interior pode até parecer natural, mas na região central de uma cidade como São Paulo é de chamar a atenção. Caminhava hoje por um corredor da empresa quando me deparei com uma mariposa. Logo me lembrei do meu filho Pedro. Assim que nos mudamos para Vinhedo, em dezembro de 2000, com quatro aninhos, ele ficou encantado com a "biodiversidade" do jardim da casa nova. Sapos, lagartixas, borboletas, aranhas, abelhas, formigas, morcegos, um sem-número de bichos. Tinha até lagarto dos grandes que nos visitava, de vez em quando. Uma das primeiras curiosidades que Pedro teve foi saber qual era a diferença entre borboleta e mariposa. Expliquei que a primeira tinha hábitos diurnos e a segunda, noturnos. A borboleta parava com as asas fechadas e a mariposa com elas abertas. Depois descobri que a borboleta tem antenas finas e arredondadas na extremidade. As mariposas têm antenas largas. Numa breve pesquisa pela internet descobri também que há pelo menos um tipo de marioposa diurna, a mariposa-cigana, considerada uma séria praga para muitas espécies de árvores e arbutos. Há quem a relacione com a força destruidora de uma paixão, já que ela voa ao redor do fogo até morrer queimada. Também pode significar sorte, enquanto estiver na varanda de casa, onde normalmente fica. E, por fim, me lembrei dos versos do paulistano-símbolo da cidade, Adoniran Barbosa: "As mariposa quando chega o frio... Fica dando vorta em vorta da lâmpida pra si isquentá... Elas roda, roda, roda e dispois se senta... Em cima do prato da lâmpida pra descansá..."

04 maio 2009

Instado pelo colega Octávio Tostes fui tentar descobrir: por que a região de Vinhedo tem um dos menores índices pluviométricos do estado? Razão pela qual dois grandes parques temáticos se instalaram por lá, o Hopi Hari e o Wet'n Wild? Dizem que a cidade tem trezentos dias de sol por ano. É bem provável que seja verdade. Vivo lá há nove anos e vejo o sol praticamente todos os dias, mesmo quando chove.
Suponho que a pouca chuva possa ser por uma questão de relevo. Como o vale do rio jundiaí está num corredor formado entre duas serras, nas costas da do Japi e numa extremidade da Mantiqueira, visto do alto é como se Itupeva, de um lado, e Louveira de outro formassem uma cunha, que funcionaria como uma "estada de nuvens", se é que podemos dizer assim. Como Vinhedo fica fora dessa estrada, fica sem as nuvens.
Apresentei a hipótese ao colega que a refutou argumentando que nuvens voam acima das montanhas. Sei que estas questões de microclima não são tão simples assim. E não encontrei na internet ninguém que tivesse procurado respostas como as que procuro. Assim, as especulações continuam.
Mas, seguindo o raciocínio da "estrada de nuvens", é possível especular que o vale do jundiaí pudesse reunir, por exemplo, boas condições para voo à vela (em planador). Afinal de contas é impossível voar sem motor se não houver vento, certo? Errado!
O vôo à vela depende menos de vento e mais de um outro fenômeno, as térmicas. Que, aliás foi uma informação levantada por ele, Tostes, depois que contei que o voo à vela é praticado no vale. Não por acaso Jundiaí tem o principal e mais antigo aeroclube especializado do país, para os que gostam de planadores.
É difícil explicar o que é uma térmica. Vou tentar simplificar, o que pode me custar a precisão jornalística. O terreno retém o ar quente que se acumula no nível do solo e é levado pelo vento até que encontre um obstáculo qualquer, que faça com que essa espécie de "bolha de ar quente" se desprenda. Como o ar quente é mais leve que o ar frio, ele sobe, às vezes bem rápido. E assim, de térmica em térmica os planadores vão ficando no ar. É possível voar sem motor por mais de mil quilômetros! Não é inacreditável?
Bom, será que as térmicas teriam então o poder de atrair as nuvens de chuva? Pode ser. Ou será que toda essa conversa não tem nada a ver, nem com o fato de chover pouco em Vinhedo, nem com a tal "estrada de nuvens do vale do rio jundiaí" e nem com as térmicas. Mas nada como o desafio de continuar procurando uma resposta que aparentemente ninguém tem. Se tem, não contou para mim. Ainda.

03 maio 2009

Agora que a chuva passou e entramos na estiagem vai parecer um assunto extemporâneo. Mas talvez seja esta a hora certa para por em prática um amplo projeto de importância econômica e social. Outro dia conversava com a minha mulher sobre estratégias de combate às enchentes em São Paulo. Ela se lembrou de um estudo de engenheiros da Universidade de São Paulo anos atrás que concluia que, se cada paulistano tivesse no quintal de casa um metro quadrado de grama para drenar parte da água da chuva, o problema de impermeabilização do solo seria minimizado e boa parte das enchentes na cidade poderiam ser evitadas. Pode até parecer um mito mas, a considerar que exista na capital meio milhão de casas, estamos falando de meio milhão de metros quadrados. Não é pouca coisa. Equivale à terça parte do Parque do Ibirapuera, no coração da zona sul da cidade. Tentei pesquisar para ver se, de fato, o estudo existe, mas não o encontrei. O fato é que, em vez de construir os famosos piscinões, que demandam tempo, concreto, superfaturamento e consequentemente muito dinheiro público, a prefeitura poderia incentivar a população a aumentar a área de drenagem dos terrenos. Como? Um caminho poderia ser um desconto no IPTU. Outra possibilidade poderia ser criar um cadastro de imóveis nas Administrações Regionais. Elas fariam o serviço obedecendo critérios de risco. Afinal, para que servem os tais mapas que a Defesa Civil faz e apresenta todos os anos? Outra maneira ainda poderia ser promover campanhas educativas para incentivar mutirões. Além disso, a prefeitura tinha que ter um programa permanente de arborização da cidade, em convênio com organizações não-governamentais e a iniciativa privada. Idéias não faltam e boa parte delas são simples e já foram adotadas em outras metrópoles. O que falta é vontade política! Verão tem todo ano e tempestades também. As enchentes não precisam se repetir.

02 maio 2009


É impressionante como muitas notícias têm enormes interesses econômicos por trás. Assim que surgiu a ameaça da "pandemia", muitos levantaram estudos científicos para alertar sobre os riscos de confinamento de animais pela indústria pecuária.
Outros, de interesses da indústria farmacêutica em vender medicamentos exclusivos para o combate à doença.
Tudo para encontrar antes dos outros o responsável por um mal que, primeiro, pode não ser tão ameaçador quanto se imagina e, segundo, pode ser consequência natural da nossa evolução, ou "involução", como preferem os profetas do apocalipse, que não são poucos.
No ano passado editei uma série de reportagens sobre gordura e nos surpreendemos ao descobrir que a banha de porco está entre as gorduras mais saudáveis que existem (gordura animal saturada), desde que não seja aquecida demais.
Naquela ocasião entrevistamos uma família do interior de São Paulo que adotou a gordura como óleo de cozinha e, por incrível que pareça, com bons resultados à saúde de todos.
No livro "Em defesa da Comida" o jornalista americano Michael Polan trata desse mito, quando compara a gordura de porco à gordura trans, por exemplo: "Há vários outros óleos vegetais que não precisam ser hidrogenados. É tudo uma questão de economia. Eles poderiam fazer batatas fritas com azeite de oliva e elas seriam deliciosas. Só que custariam mais. Ameaçar o público com o retorno da banha de porco não é tão assustador assim."
Minha surpresa maior foi descobrir depois que a peste suína, nos anos 50 do século passado, foi o empurrãozinho que a indústria do óleo de soja precisava para ocupar de vez o lugar privilegiado da banha de porco na dieta da humanidade.

 
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