30 abril 2009

Hoje, quinta-feira, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e o ministro que ousou desafiá-lo, Joaquim Barbosa, se encontraram no plenário. Em pauta a Lei de Imprensa, editada nos anos da ditadura. Quase sempre uma boa imagem fala mais do que mil palavras.
A Lei é um dos tantos temas que não domino, mas acho que o conceito de liberdade deve estar atrelado ao da responsabilidade. E no jornalismo não pode der diferente. Para isso há de servir os Códigos Penal e Civil, imagino.

A foto é de Fábio Rodrigues Pozzebom, para a agência Brasil.

29 abril 2009

Se ninguém disse isso ainda, lá vai: Em uma pandemia, os mais vulneráveis são, primeiro, os pobres e desnutridos e, depois, as crianças e os idosos. Por isso, não podemos nunca perder de vista que o maior desafio da humanidade é combater a fome e a miséria. O que me fez lembrar dos versos da famosa letra dos titãs Paulo Miklos, Sergio Britto e Arnaldo Antunes:
Miséria é miséria em qualquer canto
Riquezas são diferentes
Índio, mulato, preto, branco
Miséria é miséria em qualquer canto
Riquezas são diferentes
Miséria é miséria em qualquer canto
Filhos, amigos, amantes, parentes
Riquezas são diferentes
Ninguém sabe falar esperanto
Miséria é miséria em qualquer canto
Todos sabem usar os dentes
Riquezas são diferentes
Miséria é miséria em qualquer canto
Riquezas são diferentes
Miséria é miséria em qualquer canto
Fracos, doentes, aflitos, carentes
Riquezas são diferentes
O Sol não causa mais espanto
Miséria é miséria em qualquer canto
Cores, raças, castas, crenças
Riquezas são diferenças
A morte não causa mais espanto
O Sol não causa mais espanto
A morte não causa mais espanto
O Sol não causa mais espanto
Miséria é miséria em qualquer canto
Riquezas são diferentes
Cores, raças, castas, crenças
Riquezas são diferenças
Índio, mulato, preto, branco
Filhos, amigos, amantes, parentes
Fracos, doentes, aflitos, carentes
Cores, raças, castas, crenças
Em qualquer canto miséria
Riquezas são miséria
Em qualquer canto miséria

Ele já foi o czar da economia brasileira nos anos 70 do século passado. Pai e ícone de uma fase de prosperidade econômica apelidada de 'O Milagre Brasileiro'. Tempos de crescimento rápido, a exemplo da China dos dias de hoje. Depois, passou a ser considerado um vilão. Nos anos 8o, os anos de ouro da abertura política, foi linchado e queimado como Judas em praça pública. Passou a ser lembrado pela célebre frase: "É preciso fazer o bolo crescer, antes de repartí-lo". Hoje, o conceituado economista, professor e intelectual já reviu muitos dos conceitos daquela época e interpreta com brilhantismo o atual estágio da economia mundial e, consequentemente, a brasileira. Também aproveita para dar um 'puxão de orelhas' nos jornalistas econômicos e nas certezas que não são tão certas assim. Para quem se interessa pelo assunto, é só pegar o atalho:

27 abril 2009

Me recuso a comentar notícias sobre as quais já tem gente demais falando. Por uma razão muito simples. Nos próximos dias viraremos especialistas em gripes, resfriados e afins. As ofertas de informação e remédios milagrosos serão tão grandes, que até o fim da semana estaremos exaustos. Enquanto isso, vou me dedicar a pesquisas e informações "alternativas". Mesmo que não sejam assim tão alarmistas, nem relevantes.


Quando, em dezembro do ano passado, o Corinthians anunciou o acordo para ter Ronaldo no time, para disputar o paulistão 2009, fiz piada como quase todo mundo. Mas numa reunião de trabalho disse ao colega Rogério Olmo que havia sido a grande "sacada" do timão. O clube tinha acabado de subir para a divisão especial, depois daquele vexane do rebaixamento. Argumentei que ele atrairia mídia, torcida, holofotes e dinheiro, muito dinheiro. E com a Fiel empurrando ele para frente achava bem provável que o fenômeno estaria voando até o fim do campeonato. Não deu outra. Ainda bem que tenho testemunhas para provar que estava certo. Não torço para o Corinthians, aliás tenho razões de sobra para odiar o time, por todo o mal que causou ao meu pai e à família. Mas nunca deixei de torcer pelo fenômeno. Aliás, logo no início desse blog, em 2006, a chuteira sob medida foi minha primeira postagem.

25 abril 2009

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Nada como passar um sábado de folga em família resolvendo questões domésticas como, por exemplo, tentar organizar o pisograma no canto onde será instalada a ducha de jardim. Ainda faltam todas as outras plantas que vão complementar o arranjo. A parede da ducha também ganhará revestimento e pastilhas. É só uma questão de tempo, até chegar à forma final. Agora, o bebê participando disso tudo, não tem preço.

24 abril 2009

Da Veja on-line: "Joaquim Barbosa, que sugeriu a Gilmar Mendes andar pelas ruas, acaba de passar pelo teste que propôs ao desafeto. Barbosa almoçou acompanhado de três amigos no tradicionalíssimo Bar Luiz, um restaurante no Centro do Rio de Janeiro, fundado em 1887. Tomou dois chopes e comeu um filé bem passado com salada de batatas. Ao final da refeição, de sua mesa até a porta teve que parar em todas mesas por que passou: os comensais levantavam-se estendiam-lhe as mãos e mandavam um "parabéns" ou um "muito bem, ministro". Em seguida, caminhou pela Rua da Carioca, sempre cumprimentado. Parou para tomar um cafezinho de pé. Mais saudações.
Por volta das 14h50, quando seguiu para entrar no carro oficial, na esquina da Avenida Rio Branco, formou-se um pequeno tumulto: várias pessoas o pararam. Novas saudações e sessões de fotos feitas pelos celulares dos admiradores. Por pelo menos cinco minutos, Joaquim Barbosa foi cercado e parabenizado. Agradecia a todos com um sorriso, um aperto de mãos e um "obrigado". Até que sua segurança abriu caminho e Barbosa pôde entrar no carro oficial.

Comentário: Contra fatos não há argumentos. A voz do povo é a voz de Deus.
Às 20h15 da noite de sexta-feira a nota da veja tinha 999 comentários. A esmagadora maioria, até onde a minha vista alcançou congratulava o Ministro Barbosa pela valentia do gesto. Ele foi o porta-voz do grito de muita gente.

22 abril 2009

O legislativo está em crise, imerso em denúncias de má gestão de dinheiro público.
Quem diz isso são os próprios parlamentares.

O judiciário está sob suspeição, depois que seu presidente Gilmar Mendes pôs em cheque a credibilidade da justiça.
Quem diz isso é o ministro Joaquim Barbosa, colega de corte.

E o executivo?
Veja o que diz a BBC Brasil, a partir de uma reportagem da última edição internacional da revista americana Newsweek: "O Brasil vem se transformando na última década em uma potência regional única, ao se tornar uma sólida democracia de livre mercado, uma rara ilha de estabilidade em uma região conturbada e governada pelo Estado de direito ao invés dos caprichos dos autocratas. "

O anúncio do suposto terceiro filho do presidente do Paraguai, o ex-bispo católico Fernando Lugo, me fez pensar na instituição do celibato clerical. Há quem diga que o celibato está previsto na Bíblia e toma por exemplo o apóstolo Paulo. No entanto, a história demonstra que a instituição do celibato tem razões mais econômicas do que religiosas. Na Idade Média, periodo em que reinado e clero tinham, não só afinidades, mas se fundiam, Constantino determinou o celibato para evitar que os bens da igreja fossem partilhados entre os herdeiros dos padres. Foi desta forma que a igreja Católica conseguiu manter seu patrimônio, mesmo depois de perder a hegemonia. O argumento hoje é diferente. Os conservadores da igreja, entre eles o Sumo Pontífice, defendem o celibato alegando que a atividade clerical não pode ser maculada por interesse mundanos, como mulher, filhos, problemas domésticos, orçamento... questões que, segundo a igreja, desviariam a atenção dos padres. O primeiro exemplo de que a vida conjugal poderia conviver com a paroquial partiu de Luthero, o reformador e pai do protestantismo. Depois de excomungado pelo catolicismo, em 1521, casou-se com uma freira, quatro anos depois. Com ela teve seis filhos. De lá para cá, muita coisa mudou na igreja. Mas alguns dogmas são "sagrados". Se Fernando Lugo teve ou não relações sexuais com uma, duas, três ou centenas de mulheres, é problema dele e da igreja a que ele pertece ou pertenceu. O mesmo serve para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o atual Luiz Ignácio Lula da Silva e tantos outros, incluindo nós mortais. Portanto, deixemos Lugo em "pax".

21 abril 2009

É preferível ser lembrado pelo que deixou de fazer, a ser lembrado pela injustiça que cometeu. O governo estuda uma maneira de evitar que os grandes investidores migrem dos títulos públicos e dos fundos mistos e de ações para a caderneta de poupança. O tal "hot money" corre atrás do lucro mais fácil, no prazo mais curto. Com os juros em queda, não só aqui, mas no mundo todo - para ativar a economia real, à beira de um colapso - os "apostadores" estão vendo o castelo de areia do lucro fácil ruir. Mas o governo, em vez de criar mecanismos que de fato assegurem aos poupadores o sucesso de sua "aposta", pode criar um monstro e penalizar aqueles que sempre foram os fiadores dos investimentos em longo prazo na economia, como os projetos habitacionais, por exemplo. Isto porque, em sendo "conservadores", eles nunca se importaram em deixar o dinheiro adormecido numa caderneta, mesmo rendendo pouco, mas rendendo sempre. Estuda-se a criação de faixas distintas de remuneração porque, segundo a equipe econômica, grandes investidores estão procurando a poupança, enquanto que os pequenos, 93% não tem mais do que R$ 5 mil reais depositados. Discordo desse argumento e do critério em estudo. Acho que quem históricamente confiou nesse tipo de investimento tem que receber agora uma contrapartida. Por que o governo não adota um limite a partir da data do depósito, por exemplo? Ou melhor, porque não rastrea a origem do depósito para, aí sim, taxá-lo. É só pegar um exemplo para concluir que a idéia de faixas não é a mais justa. Suponhamos que um aposentado de classe média recebeu seu fundo de garantia - maior do que R$ 15 mil - e depositou na caderneta de poupança, como forma de garantir surpresas da velhice e ajudar os filhos no futuro. Por que ele será penalizado? Ou outra, o sujeito vendeu um terreno pelo valor de R$20 mil e deixou o dinheiro na poupança até decidir o quê fazer. Por que esse sujeito pode ser taxado e outros não? Ou o pequeno empresário, que deixa parte do capital de giro - reserva técnica - na caderneta de poupança, por que ele tem que financiar a farra do "hot money"? Grandes investidores são, como o nome diz, grandes investidores. O Conselho Monetário Nacional tem como identificá-los e taxá-los. A classe média não pode, mais uma vez, arcar com o preço de uma distorção que não criou!

20 abril 2009

Tenho pensado muito sobre a questão da honestidade. E ousaria dizer que há gradações. Existem os muito honestos. São aqueles que não admitem sequer um pacto de silêncio em torno de questões que considera como desvios de conduta. São capazes de fazer escândalos em público para demonstrar sua intransigência. Acho que meu pai se inclui entre estes. Ele tem tanto compromisso com a honestidade que, ao menor sinal de desvio, reage como um leão feroz. Também existem os que são simplesmente honestos. Cumprem suas obrigações e toleram situações e pessoas que - por mais que possam estar erradas - ainda sim gozam do benefício da dúvida. Afinal de contas, indivíduos são capazes de cometer um ato ilícito do tipo "culposo" (por imprudência, imperícia e negligência). Acho que me incluo nessa faixa. Ainda há os quase honestos. São aqueles que aparentemente fazem tudo direitinho, mas que na intimidade revelam alguns "truques", ou para escapar do fisco, ou para levar uma pequena vantagem pessoal, ou para tirar proveito de uma situação em que a omissão da lei ou da fiscalização, ou mesmo ainda a oportunidade, lhe convém. Acho que já fiz parte dessa faixa, principalmente na adolescência e acho que às vezes sou tentado a voltar a fazer, mas me policio. É como se fosse uma tentação. Essa classe pode ser considerada a da maioria da humanidade. Existem também aqueles que podemos chamar de pouco honestos. São os "espertos", que estão sempre contando uma vantagem, em prejuízo de um, ou pior, de muitos. Gostam de contar "causos", frequentar locais com gente considerada "especial", gostam de ser vistos entre as celebridades, gostam de gozar de privilégios em agências bancárias, em restaurantes, em locais públicos e gostam - como ninguém - de ostentar uma condição em que pareçam ser mais importantes do que outros. É o segundo grupo mais numeroso. Aqui ficam, infelizmente, a maioria dos políticos. Por uma questão de perfil. A política é um caminho para o poder, para alguns trocados e para a visibilidade e o privilégio. É aqui que está o ex-candidato ao governo do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira. Veja só como ele recebeu a denúncia de que usou dinheiro público para patrocinar viagens de terceiros: "A primeira reação que recebi foi o comentário cínico: 'ninguém escapa' ou 'ele nunca me enganou'. Será que cínico é quem fez o comentário, ou cínico é nossa excelência. Ainda bem que ele tem consciência de que é um cadáver político: "Não acho que isso vai ser rapidamente superado. E eu não me importo. Para sobreviver politicamente, vou encarar de frente a morte política. É mais importante que meu destino pessoal." Ele talvez ainda não saiba que a sobrevivência política dele e seu destino pessoal são a mesma coisa.
Mas não acabou. Ainda tem a classe dos desonestos. Não acho que o nobre deputado esteja nela. Ainda.

19 abril 2009

É impressionante como sou ignorante, em relação à quase tudo. Sabia que a baunilha era uma vagem seca. Minha avó, conta meu pai, costumava comprar de vendedor ambulante para colocar no doce de leite. Tenho uma tia, a Cely, que mora na Suiça e que, sempre que vem para cá, em média duas vezes por ano, traz para o irmão (meu pai) as vagens secas, bem escuras, que ainda hoje são usadas no doce de leite, tradição na mesa de uma família tipica mineira. Mais recentemente, conversando com primos em casa, soube por um deles, que é chefe de cozinha, que a vanilla é uma orquídea. Na ocasião ele me disse que havia uma variedade brasileira que produzia boa baunilha. Desde então, estou com o assunto na cabeça, esperando uma oportunidade de pesquisar. Hoje fui atrás e fiz descobertas incríveis. A primeira delas foi que, ao contrário do que afirmou o primo, não temos uma boa espécie nativa, apesar de 31 tipos diferentes da planta. Segundo os estudiosos, o sabor é muito diferente do original, a Vanilla Planifolia. O conhecimento em torno da baunilha e suas aplicações remonta a "descoberta" da América e o contato entre os então"civilizados" espanhóis e própera civilização Azteca, que séculos antes já produzia uma bebida amarga com favas aromáticas e de odor muito agradável e fama afrodisíaca. A combinação nada mais é do que um bom chocolate quente com baunilha. As vagens são colhidas em determinado ponto de maturação, secas e desidratadas. Como se faz isso? Aí está o segredo. Depois de tudo isso, sei que tomei uma decisão: Vou procurar esta espécie e quero plantá-la na minha casa. Porque eu adoro baunilha! A propósito, minha mulher ganhou de presente de aniversário um aromatizador de ambientes. Advinhem de qual odor?

18 abril 2009


Foi o Tito (Piru para os mais íntimos), cochilando ai ao lado, quem fez a surpresa. Comentei no blog dele, o http://expatriatedinlondon.blogspot.com/ que certa vez encontrei um poster do The Doors de um show que eles fizeram em Nova Iorque no dia do meu nascimento. Não é que o cara encontrou? Mandou o atalho para mim e fui lá ver. Está logo abaixo, para quem se interessar.
http://www.amazon.com/Jim-Morrison-Doors-Concert-Poster/dp/B00186K2H6

17 abril 2009

MAIS UM, MAIS UM, MAIS UM!!!!
Viníicus Donola começou a carreira aos 17 anos na extinta TV Manchete, na cidade de Campinas. Nos últimos 15 anos repórter especial da TV Globo , onde trabalhou para os programas Globo Repórter, Jornal Nacional e Fantástico. Ao longo da carreira, ganhou vários prêmios, como o Tim Lopes, de Jornalismo Investigativo, e o Vlamidir Herzog. Bem-vindo, companheiro.

"Uma política progressista requer algo mais que uma ruptura um pouco maior com os pressupostos econômicos e morais dos últimos 30 anos. Requer um regresso à convicção de que o crescimento econômico e a abundância que comporta são um meio, não um fim. Os fins são os efeitos que têm sobre as vidas, as possibilidades vitais e as expectativas das pessoas(...) Decisões públicas dirigidas a conseguir melhorias sociais coletivas com as quais todos sairiam ganhando. Esta é a base de uma política progressista, não a maximização do crescimento econômico e da riqueza pessoal."
Do historiador Eric Hobsbawm

16 abril 2009

"O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quinta-feira (16), em entrevista à rede CNN em Espanhol, que o Brasil "é uma potência econômica e uma peça-chave no cenário internacional". Obama afirmou ainda que ele e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, deveriam ser "parceiros", em Época.

Comentário: Ao ver a notícia acima, me remeti instantaneamente a "Querelas do Brasil", de Maurício Tapajós e o mestre Aldir Blanc, na voz insuperával de Elis Regina. Fiquem com a letra que diz tudo:

O Brasil, não conhece o Brasil
O Brasil, nunca foi ao Brasil
Tapi, Jabuti, Liana
Alamandra, Alialaúde
Piau, Ururau, Aquiataúde
Pia, Carioca, Porêca, Metran
Jobim Akarore, Jobim Açu
Oh! Oh! Oh!...
Pererê, Tamará, Tororó Olerê!
Piriri, Ratatá, Karatê Olará!
Pererê, Camará, Tororó Olerê!
Piriri, Ratatá, Karatê
Olará!...
O Brasil, não merece o Brasil
O Brasil, tá matando o Brasil
Gereba, Saci, Caandra
Desmunhas, Ariranha, Aranha
Sertões, Guimarães
Bachianas, Águas
E Marionaíma, Ariraribóia
Na aura das mãos do Jobim Açu...
Oh! Oh! Oh!
Gererê, Sarará, Cururu Olerê!
Blá, Blá, Blá
Bafafá
Sururu
Olará!...(2x)
Do Brasil S.O.S. ao Brasil
Do Brasil S.O.S. ao Brasil...
Tinhorão, Urutú, Sucuri
Olerê!
O Jobim, Sabiá, Bem-Te-Vi
Olará!Cabuçu, Cordovil, Caxambi
Olerê!
Madureira, Olaria e Bangu
Olará!
Cascadura, Água Santa, Cari
Olerê!
Ipanema e Nova Iguaçu
Olará!
Araguai, Aitú, Curuí
Olerê!
Cantagalo, AVC, Japeri
Olará!...
Do Brasil S.O.S. ao Brasil
Do Brasil S.O.S. ao Brasil...

Esta é do Luiz Alberto Marinho, do "blue bus", comentando o mercado de luxo no Brasil:

"Para dar uma idéia de como o luxo no Brasil é mesmo para poucos, basta dizer que o valor médio de uma compra neste segmento é de R$ 3.454,00. Quase 2/3 desses consumidores privilegiados são mulheres, a metade mora em São Paulo e 51% têm pós graduaçao, mestrado ou doutorado. As marcas de luxo internacionais mais lembradas por essa gente endinheirada são, pela ordem: Louis Vuitton, Giorgio Armani e Chanel. Já entre as marcas brasileiras se destacam a Daslu em 1o lugar, seguida pela H Stern."

Comentário: Não dá para satanizar os brancos de olhos azuis, mas dá para especular: Imaginem se eles economizassem apenas 10% da compra (R$ 345,40) e os repassassem para seus empregados domésticos? Faríamos sem esforço uma revolução na renda e no consumo das famílias brasileiras. Em vinte anos teríamos um dos maiores IDH do mundo. Duas máximas cristãs, apenas para não perder a deixa: É dando que se recebe; e Quem dá aos pobres, empresta a Deus.

14 abril 2009

O Presidente Lula queria, disse o delegado Protógene ao jornalista Vasconcelo Quadros, do Jornal do Brasil. Abaixo segue a entrevista do delegado afastado da Polícia Federal:

O delegado federal Protógenes Queiroz transita pelo país como um franco atirador que não escolhe alvo para mirar e disparar. Na semana passada, pressionado pelos deputados da CPI do Grampo, mas protegido por um hábeas corpus, o delegado não respondeu perguntas que soavam impertinentes. Mas abriu o jogo numa entrevista exclusiva ao Jornal do Brasil, revelando o que não quis contar aos deputados.
– A Operação Satiagraha foi, sim, uma missão presidencial! – diz
Protógenes ouviu de seu antigo chefe, o delegado Paulo Lacerda, ex-diretor da Polícia Federal e ex-diretor da Abin, hoje Adido Policial em Portugal, que a investigação em torno de Dantas era do interesse do Palácio do Planalto, ou seja, tinha, sim, segundo ele, o crivo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A razão era lógica: não satisfeito em espionar todo o primeiro escalão do governo, o banqueiro ainda distribuiu à revista Veja um dossiê, publicado em maio de 2006, onde insinuava que o presidente e três ex-ministros (Luiz Gushiken, Marcio Thomaz Bastos e Antonio Palocci), além de Lacerda e o senador Romeu Tuma (PTB-SP), eram titulares de contas em paraísos fiscais.
Além disso, teria orientado seus assessores a negociar com o filho de Lula, Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, o caso Gamecorp, numa atitude que o Planalto interpretou como cooptação para constranger o presidente. Dantas também contratou e passou a fazer negócios com personagens que estavam no coração do partido do governo, o PT, entre os quais o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh e o ex-ministro José Dirceu. No entendimento das autoridades que cuidam da segurança, a intenção do banqueiro era mostrar seu poder e pressionar o governo para levar vantagem na guerra pelo controle das teles. Acabou ofendendo o mais importante símbolo da República, a figura do presidente.
– É só prestar atenção na estrutura que colocaram à minha disposição na época em que as investigações ganharam força – lembra o delegado.
A história da espionagem começou em 1994, foi repassada à Veja em 2005 e publicada em 2006. Era, na verdade, uma fraude. O banqueiro contratou a empresa Kroll para investigar, mas caiu na armadilha dos adversários e mandou para a frente uma falsa denúncia. A revista rompeu o off e revelou que foi Dantas quem entregou o dossiê.
Para desvendar a rede de Dantas, Protógenes diz que chegou a contar com 26 policiais federais especializados em investigação financeira, dois peritos, 10 viaturas caracterizadas, três carros blindados e os recursos financeiros necessários para dar cabo à investigação.
– Por que me dariam essa estrutura se não houvesse o interesse do governo? Foi a maior operação da história da PF. O que até hoje eu não consegui entender é por que as coisas mudaram de uma hora para outra. As investigações se voltaram contra os policiais que investigavam o caso – reclama o delegado.
Federais e agentes da Abin – cuja missão é servir o gabinete do presidente – encararam a Satiagraha como razões de Estado. O cenário mudou, segundo ele, a partir de setembro de 2007, quando Lacerda deixou a PF.
– Em agosto de 2007 perguntei ao Paulo se permaneceria no cargo e ele me garantiu que sim. Logo depois caiu. Fiquei sozinho – afirma.
O delegado diz que a saída de Lacerda coincidiu com uma mudança de postura do governo, que deixou de se interessar pelas atividades criminosas do banqueiro quase ao mesmo tempo em que mudava a lei e se abriam as torneiras do BNDES para garantir a fusão da Brasil Telecom com a OI – operação que tirou Dantas do comando da empresa, mas engordou o Opportunity com mais de US$ 1 bilhão.
Em outubro de 2007, Lacerda assumiu a direção da Abin e, diante das reclamações de Protógenes sobre a falta de apoio na PF, decidiu bancar toda a Operação Satiagraha.
– Ele (Lacerda) colocou à minha disposição todos os recursos que a Abin tinha. Conversávamos todos os dias e ele estava a par de tudo – conta Protógenes, que hoje se diz profundamente decepcionado com seu antigo chefe.
O problema é que assim que veio à tona a real participação da Abin na Satiagraha, Lacerda tratou a operação como filho bastardo: em vez de assumir sua participação, adotou um comportamento dúbio, enquanto a CPI do Grampo e a PF cercavam Protógenes e desgastavam Lacerda. Os dois se encontravam pela última vez há um mês, quando Lacerda já estava de malas prontas com passagens compradas para Lisboa.
– Ele me recebeu por apenas 15 minutos e fez questão de encerrar logo a conversa. Parecia angustiado e triste por deixar o país.
Integrantes do grupo que dominou durante cinco anos a PF (2003 a 2007), Lacerda e Protógenes se enrolaram na mesma teia em que tentaram aprisionar o banqueiro e, involuntariamente, deixaram escapar a oportunidade de fazer uma faxina no mercado financeiro. Protógenes deixou a operação vazar para a TV Globo e cometeu uma série de trapalhadas, entre elas o patrulhamento de jornalistas que cobriam o mercado e, por força das circunstâncias, conversavam com Dantas e os executivos do Opportunity. Fez um relatório caótico, com delirantes acusações. Hoje o delegado flerta com o PSOL e com o PDT para sair candidato a deputado.
– Rachei o Brasil – diz, ao revelar ter recusado uma oferta de US$ 5 milhões de Daniel Dantas para abandonar o inquérito.
A proposta incluía sua nomeação como superintendente da PF no estado que escolhesse. Ele simulou que aceitaria a proposta, colocou outro delegado na falsa negociação e conseguiu pegar Dantas por tentativa de suborno, no único inquérito em que o empresário foi condenado.

13 abril 2009

Quem anuncia é Paulo Henrique Amorim.
O DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL PROTÓGENES QUEIROZ - QUE PRESIDIU O INQUÉRITO DA FAMOSA OPERAÇÃO SATIAGRAHA - FOI AFASTADO PREVENTIVAMENTE DO CARGO, ATÉ A DECISÃO DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR QUE APURA ABUSOS, ERROS E VAZAMENTOS NA OPERAÇÃO QUE INVESTIGOU O BANQUEIRO DANIEL DANTAS, DO GRUPO OPPORTUNITY./
SE CONDENADO NO INQUÉRITO ADMINISTRATIVO, O DELEGADO PODE SER SUSPENSO OU ATÉ PERDER O CARGO./
ENQUANTO DURAR O PROCESSO CONTRA O DELEGADO ELE CONTINUA A RECEBER OS VENCIMENTOS MAS NÃO PRECISA DAR EXPEDIENTE.//
Comentário: Até que ele resistiu bastante...

12 abril 2009

Volta ao trabalho.





"Chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor..."

02 abril 2009

Capacidade de diálogo e entendimento, sem preconceitos e sem rupturas. Isso faz do presidente da República "o cara". Para a oposição, em geral, e o inimigos, em particular, é muito difícil admitir as qualidades e a habilidade política de Lula. Nem mesmo o seu feeling para apontar as questões que são essenciais para o futuro da espécie humana: o combate à fome e à desigualdade; acesso às prerrogatívas mínimas de sobreviência. Como nossa imprensa está "impregnada" de uma cultura oposicionista imatura e infantil, talvez não tenhamos a análise correta da notícia dada pela agência britânica BBC e "acompanhada" pelas demais ao redor do mundo: "O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quinta-feira em Londres que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o “político mais popular da Terra”. Obama fez o comentário em uma roda de líderes mundiais, pouco antes do início da reunião do G20, em uma sala de conferência do Excel Center, em Londres. Um vídeo da BBC registra a cena em que os dois se cumprimentam. Obama troca um aperto de mãos com o presidente brasileiro, olha para o primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, e diz, apontando para Lula: “Esse é o cara! Eu adoro esse cara!”. Em seguida, enquanto Lula cumprimenta Rudd, Obama diz, novamente apontando para Lula : “Esse é o político mais popular da Terra”. Rudd aproveita a deixa e diz : “O mais popular político de longo mandato”. “É porque ele é boa pinta”, acrescenta Obama.
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