
E assim nosso caso com a telefonica terminou: Caro F... S...,
Como te informei por telefone, minha intenção ao procurá-lo não foi a de tentar nenhum outro caminho que não fosse o da legalidade. Por isso, especulamos se há ou não uma atitude deliberada da telefonica em deixar que as questões comerciais sigam pela via judicial, até a última instância. Como não temos este interesse, e não queremos migrar da telefonia fixa para a telefonia por IP (skype phone), pelo menos por enquanto, estamos tentando esgotar os caminhos de diálogo. Acho que por seu intermédio conseguimos abrir uma nova possibilidade. Abaixo, segue o relato da minha esposa, titular da linha telefônica em questão, (19) 3826.xxxx, que foi quem viveu o doloroso processo de enfrentar o "call center". Pessoas muito educadas e bem treinadas para dar atendimento, mas incapazes de fazer um relato coerente do problema e pior, sem autonomia para decidir, com base em um critério ao nosso ver essencial, o bom senso. Segue o relato: "Caro F..., meu marido Marco Aurélio Mello conversou com você ontem por telefone, a respeito de uma cobrança indevida da telefônica. Você pediu que, por e-mail, contássemos resumidamente toda a história. Tudo começou quando solicitamos o speedy. Ao final da ligação, depois de todo o procedimento padrão, a atendente não passou o número do protocolo referente à solicitação, argumentando que havia um erro no sistema. Pediu que ligássemos mais tarde para que o número fosse passado. Ligamos, não sei se mais tarde ou no dia seguinte, e ainda havia o erro no sistema. Depois de algumas tentativas, o argumento já não era mais o mesmo, mas sim que estavam em teste para confirmar ou não a disponibilidade de speedy na linha. Deveríamos aguardar até que nos ligassem passando uma posição. Estamos até hoje aguardando a seguinte resposta: se há ou não disponibilidade de speedy na nossa linha telefônica! Quando mudamos para esta casa, em março de 2007, tentamos o speedy, mas a telefônica nos informou que ainda não havia disponibilidade na área. Contratamos então a wireless telecom ltda., internet via antena de rádio. O contrato com eles exigia fidelidade de um ano. Terminado este período e não satisfeitos com a velocidade da conexão, voltamos a fazer contato com a telefônica, momento em que fizemos a solicitação citada acima. O contrato com a wireless foi mantido, enquanto aguardávamos a resposta prometida. O receio era o de desistir do serviço e termos da telefônica a resposta de que ainda não havia disponibilidade. Porém, no mês de setembro tivemos a surpresa de ter na conta a cobrança do serviço, nunca utilizado (sabemos que é possível medir o tráfego na central). Começou então uma enorme aventura. Tivemos uma infinidade de informações que não coincidiam. Um dos atendentes sugeriu que pedíssemos o cancelamento. Num primeiro momento, não o fizemos por achar que, com um pedido assim, estaríamos concordando que o serviço fora disponibilizado. No entanto, depois de novas cobranças e várias orientações de atendentes, de que esta seria a saída para que as contas seguintes viessem sem a cobrança, acabamos pedindo o cancelamento. Como resposta, recebemos a surpreendente informação de que não seria possível cancelar o speedy, já que não tinhamos sinal na área. Enfim, é difícil contar com coerência, tamanha a confusão das informações e orientações que recebemos durante todo este período. Procuramos o PROCON, que não conseguiu resolver. A telefônica manteve a mesma posição. A de que a nossa queixa era improcedente e que as cobranças seriam mantidas. Se as ligações foram mesmo gravadas, talvez seja possível para quem tem acesso a elas, conferir a veracidade da nossa história do começo ao fim. Infelizmente, o consumidor precisa contratar um advogado se quiser ter acesso às gravações. Só que nós gostaríamos muito de evitar a justiça. Preferimos o diálogo, mas não conhecemos o caminho para isso. Ou melhor, tentamos os caminhos que conhecemos, sem nenhum sucesso. Tentamos Anatel, que burocraticamente, pedia que ligássemos todos os dias para reiterar o pedido de notificação, já que a telefônica não cumpria prazos. Tentamos o ombudsman, mas a linha sempre caia, depois de muita espera. Uma informação importante e que nunca negamos foi a de que temos o modem guardado (utilizado na casa anterior). E se ainda fosse o mesmo modelo, poderíamos aproveitá-lo. Mas isso não pode ser justificativa para terem disponibilizado o speedy sem nos avisar, sem sequer um teste para checar a qualidade da conexão e a regularidade da ADSL, uma vez que nunca nos deram a resposta inicial, se haveria ou não disponibilidade. Nunca foi dado o número do protocolo referente a solicitação do serviço. E é nisso que insistimos, para que entendam o porquê da nossa indignação. Por incrível que pareça, isto é só um resumo. Foram muitas ligações, muitos minutos de espera, muita resposta-padrão e muito, muito desgaste. Entre a coleção de protocolos que temos, um deles, um tal de PASC, garantia que a linha não seria bloqueada, o que não aconteceu. Ficamos sem telefone por alguns dias, só religado depois da queixa ao PROCON. Novamente bloqueado, depois que a resposta negativa da telefônica foi dada aquele órgão, que nada mais poderia fazer. Neste momento, estamos sem telefone. Desde o dia 26 de dezembro. Injustamente. Os números de protocolo que temos são os seguintes:
18/09 - 4426802 (atendente: Liliane)
22/09 - 45288 (Bruno nos disse que o anterior não valeu pra nada, que foi para o setor errado)
23/09 - 9205342008 (Anatel: Disse que eu deveria ligar diariamente para reiterar pedido de notificação)
10/10 - 6058811 (Rosemar: cobrando resposta do setor responsável/ocasião em que falei também com a supervisora
Paola que disse a mesma coisa)
14/10 - PASC 137857/2008 (este processo interno garantia que o telefone não seria desligado, o que não aconteceu)
23/10 - 77399 (para revisão de conta com vencimento em novembro)
24/10 - 7409350 (pedido de segunda via das duas contas, já que pelo PASC, os valores já estavam revisados. Pela internet, os valores continuavam com a cobrança do speedy. Depois de um tempo, os valores pelo PASC voltaram a ter novamente a cobrança do speedy)
24/10 - I10810241991 (protocolo de informação da Central de Fidelização Speedy) e I10810232281 (novo protocolo de informação da Central de Fidelização Speedy)
30/10 - RA10810305312 (informação de que eu não tinha speedy na linha)
31/10 - (Maristela: religue da linha de 24 a 48 horas)
03/11 - (??? protocolo para reparo, já que segundo a telefônica, a linha não estava desligada. E está!)
Agradecemos a atenção e voltamos a insistir que o nosso interesse é o de encontrar uma solução pelo caminho do diálogo. Nós poderíamos procurar o Tribunal de Pequenas Causas como próximo passo, mas já nos desgastamos muito com tudo isto. Aguardamos um retorno o mais rápido possível, lembrando que estamos sem telefone.
Muito obrigado,
Marco Aurélio Mello.