24 janeiro 2009

O que faz este pé de maconha aí do lado? É que estou editando uma série de reportagens sobre o assunto e há mais de 15 dias não consigo pensar em outra coisa. Chego a sonhar com ela. Agora entramos na fase de edição.

20 janeiro 2009

Disse um colega: - Aí o Collor dos americanos! Discordo. Diria: - Eis o 'colored' dos americanos.

13 janeiro 2009

E assim nosso caso com a telefonica terminou: Caro F... S...,
Como te informei por telefone, minha intenção ao procurá-lo não foi a de tentar nenhum outro caminho que não fosse o da legalidade. Por isso, especulamos se há ou não uma atitude deliberada da telefonica em deixar que as questões comerciais sigam pela via judicial, até a última instância. Como não temos este interesse, e não queremos migrar da telefonia fixa para a telefonia por IP (skype phone), pelo menos por enquanto, estamos tentando esgotar os caminhos de diálogo. Acho que por seu intermédio conseguimos abrir uma nova possibilidade. Abaixo, segue o relato da minha esposa, titular da linha telefônica em questão, (19) 3826.xxxx, que foi quem viveu o doloroso processo de enfrentar o "call center". Pessoas muito educadas e bem treinadas para dar atendimento, mas incapazes de fazer um relato coerente do problema e pior, sem autonomia para decidir, com base em um critério ao nosso ver essencial, o bom senso. Segue o relato: "Caro F..., meu marido Marco Aurélio Mello conversou com você ontem por telefone, a respeito de uma cobrança indevida da telefônica. Você pediu que, por e-mail, contássemos resumidamente toda a história. Tudo começou quando solicitamos o speedy. Ao final da ligação, depois de todo o procedimento padrão, a atendente não passou o número do protocolo referente à solicitação, argumentando que havia um erro no sistema. Pediu que ligássemos mais tarde para que o número fosse passado. Ligamos, não sei se mais tarde ou no dia seguinte, e ainda havia o erro no sistema. Depois de algumas tentativas, o argumento já não era mais o mesmo, mas sim que estavam em teste para confirmar ou não a disponibilidade de speedy na linha. Deveríamos aguardar até que nos ligassem passando uma posição. Estamos até hoje aguardando a seguinte resposta: se há ou não disponibilidade de speedy na nossa linha telefônica! Quando mudamos para esta casa, em março de 2007, tentamos o speedy, mas a telefônica nos informou que ainda não havia disponibilidade na área. Contratamos então a wireless telecom ltda., internet via antena de rádio. O contrato com eles exigia fidelidade de um ano. Terminado este período e não satisfeitos com a velocidade da conexão, voltamos a fazer contato com a telefônica, momento em que fizemos a solicitação citada acima. O contrato com a wireless foi mantido, enquanto aguardávamos a resposta prometida. O receio era o de desistir do serviço e termos da telefônica a resposta de que ainda não havia disponibilidade. Porém, no mês de setembro tivemos a surpresa de ter na conta a cobrança do serviço, nunca utilizado (sabemos que é possível medir o tráfego na central). Começou então uma enorme aventura. Tivemos uma infinidade de informações que não coincidiam. Um dos atendentes sugeriu que pedíssemos o cancelamento. Num primeiro momento, não o fizemos por achar que, com um pedido assim, estaríamos concordando que o serviço fora disponibilizado. No entanto, depois de novas cobranças e várias orientações de atendentes, de que esta seria a saída para que as contas seguintes viessem sem a cobrança, acabamos pedindo o cancelamento. Como resposta, recebemos a surpreendente informação de que não seria possível cancelar o speedy, já que não tinhamos sinal na área. Enfim, é difícil contar com coerência, tamanha a confusão das informações e orientações que recebemos durante todo este período. Procuramos o PROCON, que não conseguiu resolver. A telefônica manteve a mesma posição. A de que a nossa queixa era improcedente e que as cobranças seriam mantidas. Se as ligações foram mesmo gravadas, talvez seja possível para quem tem acesso a elas, conferir a veracidade da nossa história do começo ao fim. Infelizmente, o consumidor precisa contratar um advogado se quiser ter acesso às gravações. Só que nós gostaríamos muito de evitar a justiça. Preferimos o diálogo, mas não conhecemos o caminho para isso. Ou melhor, tentamos os caminhos que conhecemos, sem nenhum sucesso. Tentamos Anatel, que burocraticamente, pedia que ligássemos todos os dias para reiterar o pedido de notificação, já que a telefônica não cumpria prazos. Tentamos o ombudsman, mas a linha sempre caia, depois de muita espera. Uma informação importante e que nunca negamos foi a de que temos o modem guardado (utilizado na casa anterior). E se ainda fosse o mesmo modelo, poderíamos aproveitá-lo. Mas isso não pode ser justificativa para terem disponibilizado o speedy sem nos avisar, sem sequer um teste para checar a qualidade da conexão e a regularidade da ADSL, uma vez que nunca nos deram a resposta inicial, se haveria ou não disponibilidade. Nunca foi dado o número do protocolo referente a solicitação do serviço. E é nisso que insistimos, para que entendam o porquê da nossa indignação. Por incrível que pareça, isto é só um resumo. Foram muitas ligações, muitos minutos de espera, muita resposta-padrão e muito, muito desgaste. Entre a coleção de protocolos que temos, um deles, um tal de PASC, garantia que a linha não seria bloqueada, o que não aconteceu. Ficamos sem telefone por alguns dias, só religado depois da queixa ao PROCON. Novamente bloqueado, depois que a resposta negativa da telefônica foi dada aquele órgão, que nada mais poderia fazer. Neste momento, estamos sem telefone. Desde o dia 26 de dezembro. Injustamente. Os números de protocolo que temos são os seguintes:
18/09 - 4426802 (atendente: Liliane)
22/09 - 45288 (Bruno nos disse que o anterior não valeu pra nada, que foi para o setor errado)
23/09 - 9205342008 (Anatel: Disse que eu deveria ligar diariamente para reiterar pedido de notificação)
10/10 - 6058811 (Rosemar: cobrando resposta do setor responsável/ocasião em que falei também com a supervisora
Paola que disse a mesma coisa)
14/10 - PASC 137857/2008 (este processo interno garantia que o telefone não seria desligado, o que não aconteceu)
23/10 - 77399 (para revisão de conta com vencimento em novembro)
24/10 - 7409350 (pedido de segunda via das duas contas, já que pelo PASC, os valores já estavam revisados. Pela internet, os valores continuavam com a cobrança do speedy. Depois de um tempo, os valores pelo PASC voltaram a ter novamente a cobrança do speedy)
24/10 - I10810241991 (protocolo de informação da Central de Fidelização Speedy) e I10810232281 (novo protocolo de informação da Central de Fidelização Speedy)
30/10 - RA10810305312 (informação de que eu não tinha speedy na linha)
31/10 - (Maristela: religue da linha de 24 a 48 horas)
03/11 - (??? protocolo para reparo, já que segundo a telefônica, a linha não estava desligada. E está!)
Agradecemos a atenção e voltamos a insistir que o nosso interesse é o de encontrar uma solução pelo caminho do diálogo. Nós poderíamos procurar o Tribunal de Pequenas Causas como próximo passo, mas já nos desgastamos muito com tudo isto. Aguardamos um retorno o mais rápido possível, lembrando que estamos sem telefone.
Muito obrigado,
Marco Aurélio Mello.

12 janeiro 2009

Abaixo vai o singelo relato de uma coincidência que viveu nosso querido Piru:
"Esta semana, através do blog do Marco, fiquei sabendo do falecimento de seu tio Adolpho. “Dorfão”, como era conhecido na família e por nós, amigos, dessa família, era um cara fantástico. Ele morava em Marília, interior de São Paulo. No tempo em que tivemos maior contato, era o multi-homem. Pediatra, professor, trabalhava no serviço público e em seu consultório, escrevia livros e tinha um programa de rádio, se não me engano, nos domingos à noite. Lembro muito dele jogando bola. Foram vários jogos no campinho da chácara da Cely em Campinas. Dorfão era o capitão e passava o tempo todo organizando o time e tal. Mas não esqueço um fato que ocorreu comigo, há uns nove anos. Eu estava em Iguape, visitando o meu filho, Vinicius e, como ele estava adoentado, levei-o à pediatra. A médica examinou o Bibi e constatou que ele estava com a garganta inflamada. Receita vem, conversa vai e a moça se achou no direito de dar opinião sobre a minha vida e na relação “pai que mora longe do filho”. O papinho furado já estava me irritando, quando ela abriu uma gaveta e sacou um livro. Ganhei-o. A moça me aconselhou a lê-lo. Disse que era de um ex-professor, um médico que era uma inspiração. Dada a boa-vontade, não havia por que não aceitar o livro. Peguei, agradeci e coloquei na bolsa. Quando cheguei na casa da minha irmã, fui ver do que se tratava. Infelizmente, a memória me trai e não lembro do nome do livro, mas lembro do autor; Adolpho Menezes de Mello, o Dorfão !!! Li naquele final de semana, e, quando fui levar o Vinicius para a mãe dele, levei o livro comigo. Mostrei e perguntei se ela tinha lido. A resposta foi negativa. Assim, achei por bem, deixar o livro com a Gisele. Não pensei em guardá-lo e sim em permitir que outros entrassem em contato com o ensinamentos do grande professor."

04 janeiro 2009

A imagem assim em plano aberto é proposital. Ninguém gosta de lembrar do tio Adolpho numa cama. Mesmo porque, enquanto esteve saudável, o que mais gostava de fazer era caminhar e jogar bola. Em campo, uma seleção de garotos que ele viu nascer e dos quais cuidou, como pediatra. Defendeu radicalmente o leite materno, no tempo em que as mulheres eram incentivadas a não amamentar. Defendeu o parto normal, no tempo em que a cezariana estava na moda. E muitas vezes, inexplicavelmente, acordou no meio da noite para atender a emergências. Candidamente dizia: - Estão precisando de mim. E defendeu, até o fim da vida, a relação mãe-bebê. Adorava rádio e fazia dele um veículo de disseminação de informação, sobretudo sobre saúde. Talvez a maior decepção que tenha tido foi com a política. Um homem bom, no sentido mais amplo da palavra. Temos razões de sobra para tê-lo como exemplo. No periodo em que passou pelo "ensimesmamento", teve ao seu lado uma guerreira. Alguém que foi incapaz de renunciar, diante do enorme desafio de montar uma "home care" na zona rural. Talvez a primeira e única do país. Quantas noites em claro? Quantos clarões no meio da noite? Quanta luta? Tia Célia, Adolpho não foi. Ele está onde sempre esteve. E a cada dia mais vivo. Obrigado pelo exemplo de resignação e coragem. Nós te amamos! Xan, Pedro, Gabriel e Marco.

 
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