02 novembro 2009

Carapuça é um capuz de forma cônica usado no período da Inquisição, como forma de ridicularizar condenados em praça pública, antes dos julgamentos. Vem daí a expressão "vestir a carapuça" com o sentido de "assumir a culpa". Na ficção não somos obrigados a guardar correspondência com a realidade, necessariamente. Ela pode apenas servir como pano de fundo, fio condutor, ou mesmo de sinal trocado, falseando ou ocultando parte da realidade. Quando o sujeito "veste a carapuça" é quando ele se vê retratado naquela história, mesmo que a correspondência não seja direta (só o é para ele). Neste caso, por mais que ele fique irritado, incomodado, desconfortável, não há muito o que fazer, porque qualquer reação pode ser reveladora. Portanto, quando o sujeito veste a carapuça, mas não pode admití-lo, em geral, reage assim: primeiro, tenta desqualificar em público aquele que o critica e, depois, tenta de alguma forma mostrar ao crítico que foi atingido. Só que, como não pode se revelar, tem duas opções: ou pede para alguém fazer o serviço para si, ou o faz sozinho, mas tentando manter o anonimato. Ambos os gestos demostram covardia, típica de quem não aceita a crítica, por mais justa e dolorida que ela possa ser. Os covardes adoram viver encastelados e bajulados. São inseguros, sem auto-estima e infelizes. Quando se sentem atingidos, geralmente perdem a cabeça. E ao perder a cabeça fazem bobagens, das quais se arrepende depois. Ou não... A forca, mesmo que tardia, costuma ser mais dolorosa para esse tipo de gente.

8 doladodecá:

carlos alberto SQ-CE disse...

Bem , Marcos você está falando do AK da G, ou não.

Saudações

Carlos Alberto -Santa Quitéria-CE.

arlete soffiatti disse...

Este seu texto reforça o meu comentário há dois posts atras. Que percam a cabeça, pois aí não vai ter jeito de vestir a carapuça. hihihi

Pedro Migão disse...

Marco, bom dia. Estive em Sampa no domingo mas foi visita rápida.

Agora, como diria o genial filósofo Romário, "quem é ruim se destrói sozinho". Isso que ocorrerá com aqueles que a carapuça vestiram.

p.s. - por falar em São Paulo, acreditam que o Kassab quis tirar proveito político de um evento religioso ? Pior é que 80% das pessoas que estavam lá não votam na cidade de São Paulo... escrevi sobre isso melhor lá no OT.

Lima disse...

A verdade só dói, quando não é seguida por nós.
Segundo Gandhi adepto da satiagraha (Sat = verdade > Agraha = apreço, apego >>> "apreço pela verdade") a verdade "é dura como um diamante, mas suave como a flôr do pessegueiro".

Por isto cuidemos para usá-la sabiamente. A verdade não machuca, não fere e não insulta. Quando assim o faz, talvez não seja a verdade com V maiúsculo. Pode ser a "minha" limitada versão da verdade.

Sabia Gandhi que as virtudes são complementares (detrminação ou verdade parcial imposta, sem a devida flexibilidade, pode se transformar em teimosia - quando a virtude se desvirtua) e para "suavizar" a satiagraha, ele usava seu grande valor, que ajudou ao povo indiano "combater" os invasores britânicos sem se utilizar de armas letais.

O princípio da Ahimsa (Não violência), que tinha a ver com a filosofia espiritual do jainismo, seguida por Gandhi.

Que possamos ajudar a nós e aos outros, através do bom combate.

Sucesso e paz

Darlan O. Reis Jr. disse...

Continue firme e forte. Para esse pessoal serve o lema: "Mão pesada e sangue frio", que eles lá merecem!

Torquemada disse...

Depende... depende! O poder do saci, por exemplo, está todo concentrado na carapuça vermelha que ele usa. Aliás, consta que alguém conseguir se apoderar da dita cuja o saci passará a obedecer as ordens de quem a detiver. Sem a carapuça o pobre saci não passa de um simples perneta. Seja como for, isso mostra que as tradições tupiniquins nem sempre se alinham - graças ao bom Deus, diga-se de passagem - com a milenar tradição européia, branca e de olhos azuis. Para eles a carapuça é sinal de humilhação. Para o folklore nacional é sinal de poder!

ana disse...

O tempo é o senhor da razão. Dê um tempo, alias pouco tempo, e verão aonde o encarapuçado chegará: nas portas do inferno. Acredito piamente na lei da natureza: aqui se faz aqui se paga. É questão de tempo, aliás pouco tempo.

Carlos disse...

O blog é muito bom, um folhetim da melhor qualidade sobre assuntos relevantes. Não acredito, porém, em categorias de pessoas (os covardes, os não-dei-o-quê...), acho que todos somos individuais e sendo assim, mesmo que tenhamos defeitos (e qualidades) iguais, as idiossincrasias falam mais forte, outro defeito interfere naquele defeito, ou uma qualidade, de forma que não reagimos da mesma forma, cada um reage do seu jeito, por isso não podemos universalizar as pessoas em categorias.

 
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