29 setembro 2009

A monarquia pseudo-parlamentarista do Jardim Botânico funciona assim: Existe uma figura soberana, espécie de rainha da Inglaterra, que tem assento no conselho das organizações e conhece a fundo a dinâmica de produção de um telejornal (afinal, é um funcionário de carreira). Seu papel é gerir o negócio do ponto-de-vista operacional. É ela quem, uma vez por mês, toma café da manhã com um grupo de funcionários escolhidos cuidadosamente pelos chefes. Ouve as queixas, faz anotações, promessas, passa a mão na cabeça, tira fotografia e sente o pulso do 'chão de fábrica'. Mas suas verdadeiras fontes não são os operários, são os repórteres e apresentadores. Muitos sabem que, ao contrário do que a plebe imagina, eles não têm grandes salários. A emissora funciona apenas como uma vitrine. A complementação da renda vem dos bicos (consultoria de imagem, treinamento de executivos para falar na televisão e participação - como convidados - em eventos, congressos, feiras e lançamentos). Não são todos os que fazem, mas para fazê-lo é necessário ordens expressas da rainha que, desta forma, controla o ganho da turma do andar de cima. Essa mão altiva e generosa faz com que os funcionários de todos os andares acreditem que, para chegar lá, basta ter mérito, vontade, perseverança e fé. (continua)

5 doladodecá:

Rodrigo Hornhardt disse...

Fala Aurélio!
To curioso com a continuação...
ainda não conhecia teu blog...
dá vontade de ler tudo.
Abraço companheiro
Rodrigo

DoLaDoDeLá disse...

Leia devagar amigão. Tem muitas histórias no nosso tempo lá.

Maria disse...

""A vantagem de não acumular poder, nem se apegar a ele é que, com o tempo, você observa que as coisas mudam e você continua onde está. A competência é um patrimônio que ninguém tira de você. O cargo sim.""

foi vc mesmo quem escreveu essa frase, aqui no blog, mais ou menos um ano atrás... como eu sei ???
é que assim que o helinho (nosso caverinha, lembra ?) me passou um email com seu blog eu acessei e não consegui parar de ler até chegar ao último, ou melhor, ao primeiro...
acho que pra mim foi uma espécie de viagem-catarse...
muito muito obrigada !!!!
beijos e brigadeiros.
maria manso

Yahel Schneider disse...

hahaha

Pseudo-parlamentarista, "pseudo-etc" muita coisa é "pseudo".

Como também acham q todos os atores ganham verdadeiras fortunas de salário. A história me parece ser diferente. Até eles complementam a renda, mas com mais facilidade, pq podem fazer propaganda, até a rainha da teledramaturgia dizer q há exposição excessiva, ou estou errado? rsrsrs

DoLaDoDeLá disse...

Maria, que prazer em recebê-la. Fique à vontade. São muitas histórias ainda por contar. beijo.
Yahel, acho que o problema está no modelo do negócio. Calma, já vamos chegar lá.

 
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