21 novembro 2008

A curiosidade das pessoas pela vida e o mundo das celebridades é tão grande, que já há na imprensa alguns gêneros específicos. Por exemplo, há a curiosidade mórbida, dos que não se contentam apenas com a tragédia, mas com detalhes escabrosos, às vezes macabros. Há a curiosidade cômica, que se alimenta apenas dos aspectos banais, imprevisíveis e das gafes, até certo ponto pueris dos artistas. E há a campeã de audiência, que é a curiosidade pelo glamour. Os hábitos, o consumo e o 'mimos' das estrelas, que não se contentam em fazer como os outros, coisas que todo mundo faz. E é assim que estas personalidades passam a influenciar as pessoas, para o bem ou para o mal.

17 novembro 2008

Não há fase mais propícia à reflexão do que a dos 40 anos. Tudo é motivo para longas análises e especulações. Foi o que aconteceu logo depois de ler a correspondência de um amigo, que encerra dizendo: "Talvez estamos dando uma mordida maior do que nossa capacidade de engolir." Imediatamente lembrei-me de uma imagem recorrente na pescaria, apesar de fazer muitos anos que não pesco. São aqueles pequenos peixes que se arriscam a morder grandes iscas. Quando ele sobe à superfície - fisgado - os pescadores caem na risada com a petulância, a pretenção, a ousadia do pequeno. Quase sempre ele volta para água vivo e às vezes até insiste em morder de novo. O questionamento do meu amigo me faz perguntar: Que tipo de peixe eu sou? E qual o tamanho da mordida que tenho, ou quero ter?

14 novembro 2008

A grande oferta de informações na sociedade pode ter um caráter diverso do esperado. Às vezes, são tantos detalhes disponíveis sobre determinadas histórias, que o consumidor de notícias muitas vezes se perde e, ao se perder, deixa de lado o interesse pelo assunto. Parece estar acontecendo isso com os desdobramentos da operação Satiagraha, que culminou nas duas prisões do 'banqueiro' Daniel Dantas, revogadas quase que imediatamente pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. Em certa ocasião, o advogado de Dantas chegou a dizer que seu cliente estava morrendo de vontade de dizer tudo o que sabia. O próprio Dantas disse a interlocutores que se o fizesse a República parava por dois anos. Como seria importante para nossa sociedade se tivéssemos a coragem de abrir este 'arquivo vivo' para revelar as grandes trapaças e negociatas feitas no nosso país nos últimos - pelo menos - dez anos. Mas parece que ainda não estamos prontos a passar por isso. Que pena...

12 novembro 2008

O mal humor, a irritabilidade e a tristeza persistente podem ser sintomas de uma doença. Ela se chama distimia. Mexe com o apetite, que pode ser aumentado ou diminuído, mexe com o sono, da mesma maneira, e dá ao sujeito uma sensação de cansaço e falta de 'pique'. Com o tempo, o 'doente' passa a ter uma visão distorcida dele próprio, sem auto-estima, sem perspectiva e incapaz. O baixo interesse pela vida o leva ao isolamento e limita sua vida pessoal e profissional. Se não tratada, a distimia leva à depressão.

11 novembro 2008

O capital não conhece fronteiras e não tem preconceitos. Serve a governos tiranos, com a mesma ortodoxia que serve a governos populistas. Não importa se são republicanos ou democratas, liberais ou trabalhistas. Só o que importa é o lucro. O capital não tem ideologia, não tem ética e não tem senso moral. O capital percorre o caminho mais curto para o lucro, sempre! Quando um homem poderoso desafia o poder e as instituições é porque ele sabe que tem aliados na situação e na oposição. Para ele, a política no sentido clássico é um mero devaneio, frente a força coercitiva imposta pela corrupção. Assim, só os heróis nos redimem. De preferência os canastrões.

10 novembro 2008


"O Rei pode tudo o que é justo; para o que for injusto nenhum poder tem."
Pe Antonio Vieira, 1670

08 novembro 2008

Fausto De Sanctis, o juiz que mandou prender duas vezes o 'banqueiro' Daniel Dantas, com vasta fundamentação jurídica, em ambos os mandados, não é um magistrado qualquer de primeira instância, como o STF quer que a opinião pública o encare. Ele é doutor em Direito Penal pela USP, já atuou no Tribunal de Juri, foi juiz de direito, procurador de justiça de São Paulo, e é juiz federal há 17 anos, razão que o faz cotado, pelo critério de antiguidade, a ser o próximo desembargador do Tribunal Federal de São Paulo. A opinião pública está de olho na mais alta Corte do país. Uma hora dessas a verdade vem à tona. É só uma questão de tempo.

07 novembro 2008

Nasceu Francisco! Foi às 23:22 de ontem.
Tem 3,2 Kg e 49 cm.
Para o pai, Rodrigo Vianna, com a beleza da mãe, Tetê.
Ainda bem!!!

06 novembro 2008

Há dias em que parece que a 'energia do mundo' está com sinal trocado. O caminhão te fecha sem motivo aparente. Você pega todos os sinais fechados. Ninguém te dá passagem. Um sujeito distraído quase entra em você. O que fazer? Costumo desacelerar para entrar em 'outra rotação', mas às vezes é impossível. Quando o trânsito não anda, o dia está abafado e para completar cai uma fina garoa... esqueça!

05 novembro 2008

O que mais chamou a atenção em Obama, assim que eleito, foi o tom conciliador, muito importante neste momento que os Estados Unidos atravessam. A esperança venceu o medo. Quem tiver quinze minutos vale a pena ler na internet o discurso da vitória, que ele fez em Chicago, na noite passada. Ver resumos nos telejornais e nos jornais impressos do dia seguinte não será a mesma coisa, eu garanto. http://noticias.terra.com.br/mundo/eleicoesnoseua2008/interna/0,,OI3308376-EI10986,00-Confira+na+integra+o+discurso+da+vitoria+de+Obama.html

04 novembro 2008

Conforme a vida vai mudando, nos deparamos com inquietações que não nos pareciam importantes há bem pouco tempo atrás. Hoje, por exemplo, minha sócia e eu refletíamos sobre uma questão típica da velhice: morrer depressa ou devagar. É comum relatos de pessoas que partiram 'serenamente', dormindo. Há casos em que a 'passagem' se deu depois de muita dor e sofrimento de todos. Qual seria o melhor jeito de morrer? Oras, nenhum. Não estamos preparados para a morte e nunca estaremos! Mas quando ela se aproxima de nós um instinto nos leva naturalmente à prece. Eu diria que a prece é assim: 'uma força estranha', um dos tantos mitos que povoam nosso inconsciente.

03 novembro 2008

De tempos em tempos somos bombardeados com informações que não sabemos bem porque estão ali. É tanta notícia que acabamos achando que pode ter uma certa importância para nós. Pronto, a estratégia de comunicação foi bem sucedida!
Dubai, nos Emirados Árabes Unidos nunca foi além de um ponto de areia no oceano. Até que o milionário governo local resolveu transformá-la num potentoso destino turístico. Isso em menos de vinte anos.
Hotel com 'sete estrelas', prédio mais alto do mundo, ilhas falsas...
O que os cadernos de turismo não contam é que o governo investe 'pesado' na mídia. Isso mesmo! Jornalistas viajam de graça, os jornais interessados em conhecer o local vão com tudo pago. É o que chamamos de 'jabá'. Uma festa para criar 'fato positivo', notícia e consequentemente atrair turismo e dinheiro.
Chegando lá, o turista vai encontrar a combinação clássica: calor, praia, luxo e consumo. Uma espécie de ilha da fantasia. Um cenário para 'sair do ar'. E durante uma semana a pessoa vai viver a ilusão de uma vida que ninguém tem. Vai encher as malas de compras e o cartão de memória de fotos digitais que ninguém quer ver, a não ser o dono da câmera.
Mas o que é isso senão a ilusão de viver? Portanto, boa viagem!

 
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