31 outubro 2008

O diagnóstico correto é o primeiro passo para o sucesso do tratamento. Até bem pouco tempo atrás, a ciência achava que ansiedade era uma coisa e depressão outra. Mais recentemente a medicina tem reconhecido que é muito comum os dois 'estados' se apresentarem juntos. O ansioso normalmente se preocupa com as coisas antes delas acontecerem. Está sempre em estado de alerta e pronto para reagir (mal) às adversidades. Inquietação e irritabilidade podem estar presentes também em pessoas deprimidas. Só que com agravantes. O deprimido tem um enorme desinteresse pela rotina. Tudo é um pesado fardo. Há uma tristeza sem causa aparente, desânimo, baixa produtividade, apatia... Em situações assim, não adianta, é preciso remédio! E há muitos deles especialmente desenvolvidos para isso. Trata-se de uma questão médica, onde o que está em jogo em última instância é a sobrevivência.

28 outubro 2008

O que mais chamou a atenção ontem no Prêmio Herzog:
1. Melhor Documentário (TV Record - Arnaldo Duran, ex-globo)
2. Menção Honrosa Documentário (TV Record - Cleisla Garcia, ex-globo)
3. Menção Honrosa Documentário (TV Cultura - Luiz Carlos Azenha, ex-globo, recém contratado pela TV Record)
4. Melhor Reportagem (TV Record - Adriana Araújo, Cristiana Gomes, Luis Cosme e Marco Aurélio Mello, todos ex-globo)
5. Melhor Livro-reportagem (Carlos Dorneles, ex-globo, recém contratado pela TV Record)
Alguma coisa está mudando no telejornalismo brasileiro, não acham?

24 outubro 2008

Ele já chegou a defender que era necessário esperar o bolo crescer primeiro para depois dividí-lo.
Acho que o tempo fez ele mudar de idéia.
Sublinhei o trecho abaixo para mostrar como, com certa dose de ousadia, é possível manter o crescimento econômico, mesmo em meio à onda devastadora que muitos vislumbram no horizonte.

"O ponto essencial é o seguinte: com alguma inteligência e ousadia, temos a possibilidade de crescer robustamente (5% ou 6%) nos próximos 25 anos sem que os fatores abortivos (crise de energia e crises de financiamento dos déficits em conta corrente) se manifestem. Basta, para isso, manter uma política econômica que apóie vigorosamente o mercado interno, sem esquecer a competitividade externa, respeite as identidades da contabilidade nacional e saiba preservar aceso o espírito do desenvolvimento, recuperado a partir de 2007. Esta crise vai passar, como passaram as outras 46 bem registradas na economia de mercado desde 1790..."

23 outubro 2008

O mundo é regido basicamente por dois sentimentos e seus antônimos: confiança e segurança.
Quem tem segurança, planeja e que tem confiança, investe no futuro, arrisca.
Se o mundo funciona assim, é fácil entender como os meios de comunicação interferem nas expectativas e, conseqüentemente, na segurança e na confiança das pessoas.
Raciocínio que serve para empresas, bancos, agentes financeiros, etc.
Por isso, num momento em que o cenário é desfavorável não nos cabe, é claro, minimizar os efeitos de uma crise global que pode até vir a ser de grandes proporções, mas não podemos espalhar o pânico, sob pena de sermos amanhã co-responsáveis pelas consequências dos nossos gestos.
Isso cabe para jornalistas e para a vida em geral.
Quem aceita ouvir de um médico:
- Você tem apenas seis meses de vida?
E não perguntar:
- Que direito você tem de dizer isso?
Crise, em grego, é oportunidade de escolha!!!!

21 outubro 2008

Esta é a estatueta do Prêmio Vladimir Herzog.
Tem trinta anos e é considerado o mais importante de todos.
O Programa Olhar Brasileiro, feito pela TV dos Trabalhadores, ganhou menção honrosa pelo conjunto da obra, em 1993. Pouco tempo depois, infelizmente, sairia do ar - na TV Record - por falta de interesse dos patrocinadores. Quinze anos depois, é a vez de uma série de reportagens sobre saúde pública, que mobilizou jornalistas de todo o país, também na Record, ganhar nas categorias reportagem e documentário, além de uma menção honrosa. Parabéns a todos!

20 outubro 2008


É papel do Estado oferecer segurança ao cidadão?
Mantendo forças policiais próprias?
Ou podendo contar com segurança privada e milicias armadas, em casos em que houver conflitos de natureza territorial, narcotráfico ou mesmo em setores estratégicos, como petróleo, água, florestas...?
Vamos ao retrospecto.
Primeiro, veio a redução do papel do estado na educação, no fim dos anos 70 e início dos anos 80.
Em seguida, a redução da participação do estado na saúde, no fim dos anos 80 e início dos anos 90.
Qual será o papel do Estado, agora, na segurança? Cabe pensar no quê está em jogo, quando o estado mais rico do país começa a "desmontar" o aparato de segurança pública. O primeiro passo é congelar salários, certo? O que virá depois? Nosso profeta Raul Seixas já tinha uma resposta: "Ei Al Capone, vê se te orienta..."

19 outubro 2008

A foto acima reproduz parte de uma entrevista da recém-eleita vereadora Dra. Célia, pelo PV, em Conquista, Minas Gerais. Ela é a "novidade" por lá. Forasteira, encontrou um jeito de fazer política bastante clássico, mas que para os políticos de hoje dá muito trabalho. Mapear a cidade e ir até a casa das pessoas, conversar, explicar, esclarecer e, claro, pedir um voto de confiança. Ela recebeu 240 votos, o bastante para se eleger em segundo lugar. Só não foi a primeira por um único voto. O campeão teve 241. Só gastou com combustíveis e santinhos confeccionados pelo partido e por um doador. Pela história de vida que tem - e que conheço como poucos - vai fazer a diferença por lá. Se, claro, a política e os políticos tradicionais permitirem. Desejo muito sucesso a ela e admiro a coragem e dedicação que nos dá de exemplo em cada gesto.

16 outubro 2008

Há algumas pessoas para as quais a gente sempre tem uma pergunta preparada, na ponta da língua. A senadora pelo PT do Acre e ex-ministra do meio ambiente Marina Silva é uma delas. Personagem de uma história pessoal admirável, inteligente e dona de um texto brilhante, a ela faria a seguinte pergunta: Senadora, até que ponto é possível conciliar coerência política com fidelidade partidária? E emendaria uma segunda: A senhora acha que política é a convivência entre diferentes, como definiu Hannah Arendt, ou a arte de conquistar, manter e exercer o poder, como proferiu Nicolau Maquiavel? As duas perguntas têm sentido amplo, porque a decisão de apoiar o candidato Fernando Gabeira no segundo turno das eleições no Rio, contrariando a lei eleitoral e a orientação do partido, é mais do que simplesmente um gesto de desobediência, pode ser compreendido como uma crítica mais abrangente ao sistema político. Vale lembrar também a afinidade histórica de Fernando Gabeira e seu PV, com o Partido dos Trabalhadores, mesmo considerando que, mais recentemente, o partido se alinhou ao PSDB, principalmente em São Paulo. Quero crer que o personalismo, a falta de partidos com consistência programática e a incoerência da política brasileira estão na raiz deste raciocínio. Mas que fico sem entender direito algumas atitudes, isso fico! Por ter votado contra a reforma da previdência, um gesto aparentemente menor, a senadora pelo PT de Alagoas, Heloísa Helena foi banida da legenda, em 2003. Não estou defendendo a expulsão da senadora Marina do partido, quem sou eu para julgar, ainda mais não fazendo parte da direção, e muito menos sendo um 'quadro'? Procuro apenas compreender alguns gestos e encontrar algumas respostas...

15 outubro 2008

abaixo, Steve Ballmer, presidente-executivo da Microsoft
Era fim de 2005. Descobrimos no trabalho que havia um crescimento pujante da classe "C" naquele momento e que esse novo consumidor faria toda a diferença nos indicadores de crescimento econômico num futuro não tão distante. Nossos chefes achavam que a tese era "chapa branca" demais e preferiram esconder a notícia. Passados três anos, veja só o depoimento que recolho de um dos mais importantes executivos do mundo. Acho que nossos chefes estavam errados...

"Hoje o Brasil tem o sexto mercado de PCs comprados anualmente, com 11 milhões de unidades, o mesmo que Reino Unido e Alemanha. Acredito que em três ou quatro anos o país estará entre os quatro primeiros."
"Estava falando (...) sobre maneiras de atingir mais pessoas da classe C com a venda de computadores e programas e, agora, estou ainda mais entusiasmado com as possibilidades."

14 outubro 2008

E pensar que um dos pilares do liberalismo econômico era o de que tínhamos que entregar tudo à iniciativa privada. Porque eles eram mais eficientes, sabiam se auto-regular, empreendedores natos, avessos ao risco e cheios de visão estratégica. E foi justo a economia que sempre exemplificou tão bem esta devoção ao Deus Mercado, justo ela que acaba de surpreender o mundo anunciando a estatização dos bancos. Sempre achei que a palavra 'privada' tinha algo de podre e mal-cheiroso.


AGORA É OFICIAL!


13 outubro 2008

Nosso amigo entrou no ar e não contou a ninguém. Não tem problema, a gente descobre e divulga. Sucesso e boa sorte. É muito divertido esse mundo virtual.

08 outubro 2008


Sem comentários

02 outubro 2008

Estou distante de política, desde a cobertura das eleições de 2006. Acompanho apenas como leitor, ora interessado, ora indiferente. Afinal, são todos - partidos e candidatos - quase iguais entre si. São financiados da mesma forma e governam, uns mais, outros menos, de olho no mesmo objetivo: a perpetuação daquele grupo político no poder. O que não quer dizer que nesse pântano, não haja flores. Mas trata-se de exceção, infelizmente. Agora que o quadro do primeiro turno das eleições de São Paulo está praticamente definido arrisco um comentário. Quando Alckimin atropelou Serra na corrida pela sucessão presidencial, lá atrás, o ex-ministro da saúde engoliu seco e preparou cauletosamente a vingança, um prato que, como todos sabem, se come frio. Esse prato hoje leva o nome de Kassab. E se a ex-ministra do turismo não abrir o olho, ela vai ter que engoli-lo também. Por uma simples razão, hoje é ele o fato novo, como foi o - hoje - pobre Alckmin, em 2006.

01 outubro 2008

Há certos momentos na vida em que vale aquela 'máxima':

O menos é mais!

 
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