Estou distante de política, desde a cobertura das eleições de 2006. Acompanho apenas como leitor, ora interessado, ora indiferente. Afinal, são todos - partidos e candidatos - quase iguais entre si. São financiados da mesma forma e governam, uns mais, outros menos, de olho no mesmo objetivo: a perpetuação daquele grupo político no poder. O que não quer dizer que nesse pântano, não haja flores. Mas trata-se de exceção, infelizmente. Agora que o quadro do primeiro turno das eleições de São Paulo está praticamente definido arrisco um comentário. Quando Alckimin atropelou Serra na corrida pela sucessão presidencial, lá atrás, o ex-ministro da saúde engoliu seco e preparou cauletosamente a vingança, um prato que, como todos sabem, se come frio. Esse prato hoje leva o nome de Kassab. E se a ex-ministra do turismo não abrir o olho, ela vai ter que engoli-lo também. Por uma simples razão, hoje é ele o fato novo, como foi o - hoje - pobre Alckmin, em 2006.
Há 54 minutos

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