17 outubro 2007


..."A sede, tal como a fome, é um flagelo silencioso que atinge os pobres e continua a ser tolerado por aqueles que possuem os recursos, as tecnologias e o poder político necessários para lhe pôr fim."

..."Enquanto um cidadão britânico ou americano lança cotidianamente 50 litros de água para os esgostos por um simples acionar da descarga, inúmeras pessoas pobres sobrevivem com menos de 5 litros de água POLUÍDA por dia, estimam os especialistas."

Relatório Mundial do Desenvolvimento Humano do PNUD/ONU

11 outubro 2007


Ouro de Tolo
Raul Seixas

Composição: Raul Seixas

Eu devia estar contente
Porque eu tenho um emprego
Sou um dito cidadão respeitável
E ganho quatro mil cruzeiros
Por mês...

Eu devia agradecer ao Senhor
Por ter tido sucesso
Na vida como "artista"
Eu devia estar feliz
Porque consegui comprar
Um Corcel 73...

Eu devia estar alegre
E satisfeito
Por morar em Ipanema
Depois de ter passado
Fome por dois anos
Aqui na Cidade Maravilhosa...

Ah!
Eu devia estar sorrindo
E orgulhoso
Por ter finalmente vencido na vida
Mas eu acho isso uma grande piada
E um tanto quanto perigosa...

Eu devia estar contente
Por ter conseguido
Tudo o que eu quis
Mas confesso abestalhado
Que eu estou decepcionado...

Porque foi tão fácil conseguir
E agora eu me pergunto "e daí?"
Eu tenho uma porção
De coisas grandes prá conquistar
E eu não posso ficar aí parado...

Eu devia estar feliz pelo Senhor
Ter me concedido o domingo
Prá ir com a família
No Jardim Zoológico
Dar pipoca aos macacos...

Ah!
Mas que sujeito chato sou eu
Que não acha nada engraçado
Macaco, praia, carro
Jornal, tobogã
Eu acho tudo isso um saco...

É você olhar no espelho
Se sentir
Um grandessíssimo idiota
Saber que é humano
Ridículo, limitado
Que só usa dez por cento
De sua cabeça animal...

E você ainda acredita
Que é um doutor
Padre ou policial
Que está contribuindo
Com sua parte
Para o nosso belo
Quadro social...

Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar...

Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador...

Ah!
Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar...

Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador...

(Que as crianças não nos ouçam!)

01 outubro 2007


OUTUBRO COSTUMA SER UM MÊS FELIZ. É O MÊS DA CRIANÇA. NÃO EXISTE ALEGRIA MAIOR DO QUE UM GRUPO DE CRIANÇAS BRINCANDO. GOSTARIA DE LEVAR A VIDA BRINCANDO, MAS NÃO CONSIGO MAIS. TENTEI POR UM TEMPO, MAS AS PESSOAS NÃO GOSTAM. ELAS ACHAM QUE TEMOS QUE LEVAR AS COISAS A SÉRIO, TÃO A SÉRIO QUE MUITAS VEZES ATÉ O SORRISO DESAPARECE. ASSIM, FICAMOS TODOS TRISTES E O MUNDO SE ENTRISTECE TAMBÉM. CONTINUO PROCURANDO MEU LADO BRINCALHÃO E DIVERTIDO. É A MELHOR PARTE DE MIM.

 
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