28 março 2007

"Todos estes que aí estão atravancando o meu caminho, eles passarão.
Eu passarinho!"
Mário Quintana

Foi sem justa causa sim...
mas por uma causa mais do que justa!
Eu te amo...
ainda mais.
Xan.
(minha sócia)

24 março 2007

FOI UM RIO QUE PASSOU EM MINHA VIDA...
QUE MEU CORAÇÃO ME DEIXOU LEVAR...

Querido filho Marco Aurélio.
Não sei se a noticia é triste ou alegre; má ou boa. Faltam-me condições para qualquer julgamento, mesmo porque como pai estarei sempre ao seu lado, e ainda que pense diferente da linha política, religiosa ou filosófica, eventualmente adotada por você, é de minha coerêcia manter minha conduta para o caso, até mesmo com pessoas desconhecidas, em casos semelhantes. Como você sabe, adoto o pensamento de Voltair, defedendo até a morte o direito que você tem de não permitir que maus cidadãos interfiram na sua dignidade, ferindo-lhe direitos inalienáveis. O JORNALISTA mais do que ninguém tem o dever de defender a liberdade de pensamento, que seria inócua se as demais que lhe são derivadas não forem respeitadas. Voltair disse?"NÃO CONCORDO COM UMA SÓ PALAVRA DO QUE DIZEIS, MAS DEFENDEREI ATÉ A MORTE O DIREITO DE DIZÊ-LO" Um jornalista não pode se sujeitar a coação de assinar manifesto político, com o qual não concorda, ainda que perca sua vida. Daí a minha grande dúvida, nenhum emprego por mais valioso que seja, por mais amor que a ele se tenha, como você tinha, pode ser mais valioso que a própria vida, principal direito inalienável da pessoa humana. Parabéns pela sua atitude. Não temo pelo seu futuro. Voce é um profissional competente, honesto e íntegro; Para mim a notícia da sua dispensa é alegre e boa, pois abrirá novos caminhos para o verdadeiro reconhecimento profissional, que implica principalmente no respeito a dignidade da pessoa humana, mormente do jornalista. Não tenho qualquer dúvida que sua dispensa, profundamente injusta, será uma alavanca de progresso e de forma alguma impedirá o prosseguimento de sua bela carreira profissional, conquistada com independência, honestidade e trabalho. Vá em frente. Um grande abraço. Conte comigo.

Armilon Ribeiro de Mello, meu pai, foi jornalista e apresentador da extinta TV Paulista, canal 5 , nos anos cinqüenta. Fez carreira no serviço público federal, em São Paulo, como um dos mais brilhantes advogados da União. Atualmente vive em Sacramento, MG onde desenvolve projetos na área socio-ambiental.

22 março 2007


Mais um dia de trabalho ao lado do querido Marco Gaiollo.
Cebolinha, para os íntimos.


LAMENTO AMIGOS, FOI O ÚLTIMO!


Neste mundo tem de tudo.
Recebi um e-mail dia desses de uma assessoria de imprensa.
Ela apresentava um consultor empresarial com 27 anos de experiência e professor, Carlos Moraes.
A especialidade dele...
SÍNDROME DA DESMOTIVAÇÃO CORPORATIVA
A gente logo imagina: - É picaretagem.
Mas fui ler o conteúdo e fiquei pasmo.
Não é que o cara é bom?
Veja só o que ele diz:
"Muitas vezes a diretoria, focada apenas nos resultados, principalmente os mensais, deixa de observar sintomas importantes de fracasso ( e eles estão bem ali diante dos olhos). A falta de uma PERCEPÇÃO mais apurada pode encobrir durante anos o vírus da desmotivação, terrível doença para o êxito da empresa, que, a médio prazo, pode arruinar com todo o plano de negócios e também com toda a estrutura corporativa. Tal como o vírus da gripe no corpo humano, o vírus da DESMOTIVAÇÃO ataca principalmente a "Atitude Profissional" e se espalha, contaminando rapidamente grande parte da estrutura."
SINTOMAS
Os sinais abaixo, indicam que a empresa precisa de um tratamento de choque;
A) TEMPERATURA:- A temperatura do ambiente interno da empresa é medida pelo volume de boatos que corre pela famosa "rádio peão" ( as fofocas de corredores).
B) QUEIXAS:- O volume de reclamações sobre a empresa tem aumentado ? Em que proporção? Existe algum setor para receber e integralizar as reclamações da empresa?
Às vezes a empresa tem um SAC para atender ao cliente final e pensa que está tudo resolvido. Você já tentou pedir para alguém da sua confiança ligar para sua empresa para fazer uma suposta reclamação e saber como foi tratado e como o problema foi resolvido ?
C) PRESSÃO INTERNA:- Pressão alta é um mal sinal e normalmente dá dor-de-cabeça. Nas empresas a dor é no cabeça (diretoria). Se o ambiente interno está sob alta pressão, isto é indício de que, apesar do faturamento do mês ter sido atingido, a organização pode correr o risco de um infarto ou de um derrame de faltas e abstinências.
D) MÉDICO:- Outro sintoma importante para saber como anda a qualidade de vida nas empresas é saber se o número de visitas ao ambulatório médico tem aumentado, principalmente pelo pessoal administrativo.

Você não vai ver este enfoque na TV
Ah é... Ele é governista, é isso!

Economista vê economia 'mais pujante' com novo PIB
Quinta, 22 de março de 2007, 15h50
Raphael Prado
Redação Terra

Calcular o Produto Interno Bruto (PIB), a soma das riquezas produzidas por um país, não é tarefa rápida. Recalcular o valor de mais de 10 anos, acrescentando setores da economia que antes ficavam de fora - não por erro de cálculo, mas por uma metodologia diferente -, também demorou.
E analisar esses novos dados, interpretar se são bons ou ruins para a economia do Brasil, vai levar, igualmente, um bom tempo. O economista Marcio Pochmann, da Unicamp, ainda está tentando compreender o que se pode deduzir desses números.
Segundo ele, não dá para dizer, por exemplo, que o crescimento do setor de serviços e a redução do peso da indústria tenha sido ruim para o país:
- É evidente que os serviços de produção e distribuição estão vinculados à produção. Se esses setores aumentam, é sinal de uma economia mais forte - afirma.
O grande foco que muda o debate sobre as questões econômicas do país, para o professor da Unicamp, é que agora não é mais tão justa a análise de que o Brasil cresce pouco.
- A emergência do debate que estava colocado muda. "É uma economia que cresce pouco." Já não é verdade, não está crescendo tão pouco assim.
Leia os principais trechos da entrevista:
Qual a análise inicial que o senhor já pôde fazer do novo PIB?Marcio Pochmann - O movimento que o IBGE fez, no meu modo de ver, no que diz respeito à compreensão técnica do PIB, é positivo. Incorpora certos setores que até então vinham sendo tratados de maneira não tão ampla como a nova metodologia permite. Eu acho que é um avanço nesse sentido. Por exemplo, em 2005, pelos dados, o Brasil incorporou o PIB equivalente ao de Portugal, aumentou praticamente em torno de US$ 100 bilhões na nova série em relação à antiga. Então é claro que esta nova modalidade, ao identificar isso, significou a ampliação na estrutura produtiva do País. Se você olhar para 2005, perde importância a financeirização da economia e, ao mesmo tempo, mostra uma economia com menor investimento do que aquela medida anteriormente. É um pouco estranho, digamos, perceber que a economia de 2005, em relação a 2002, teria uma tendência de menor presença das empresas financeiras na composição do PIB.
Estranho por quê?Estranho porque, na verdade, o Brasil tem convivido com as taxas de juros mais expressivas do mundo... você tem, hoje, na decisão das empresas, a chamada preferência pela liquidez, e os dados do IBGE mostrariam o sentido inverso. Então, é estranho isso.
Mas a nova metodologia, em termos técnicos, é válida?Ela é positiva porque incorpora setores que anteriormente não tinham peso destacado. Basicamente, o setor de serviços, telecomunicações, a parte mais moderna da economia. Que, por outro lado, é de difícil medição. Uma coisa é a formação da metodologia, os dados que expressam. Outra coisa é a interpretação disso.
E como se pode interpretar?Mostra uma economia mais pujante.
O aumento da participação do setor de serviços é bom para o país?Me parece que é inexorável, a nova fase da economia é uma fase pós-industrial, uma ênfase do setor terciário. Mas o setor terciário é muito heterogêneo, ele tem desde o vigor da nova economia, da indústria de tecnologia de informação, até a reprodução do velho - da ilegalidade, da prostituição, essas coisas todas. Então, você só está incorporando o que é o positivo, o moderno. Não está incorporando, e nem é o caso de incorporar, o velho. E a minha dúvida é se, de fato, a estrutura produtiva tem avançado nesse movimento. Quando nós vamos olhar, basicamente, o sentido dessa mudança, dá uma indicação de que a economia brasileira em 2005 seria muito mais produtiva do que em 2002. Teria diminuído a coisa financeira e, ao mesmo tempo, o Brasil teria tido uma mudança na sua distribuição funcional da renda. A metodologia antiga mostrava uma participação enorme da renda do trabalho, e agora está mostrando que é mais alta. Em 2000, o rendimento do trabalho já estava em 37,9% da renda nacional. Pela metodologia nova vai para 40,5%. Em 2003, a participação do trabalho na renda nacional na velha era 35,6%. Na nova, 39,5%. Então é uma coisa para interpretar melhor.
E em relação à carga tributária, que em percentual, diminuiu?Por força desse novo PIB a carga tributária cai. O sentido é diferente da expectativa do debate. A expectativa é a de que as pessoas estão pagando mais imposto e que o tributo cresce mais do que a variação do PIB. Agora é o contrário, as pessoas estão pagando relativamente menos. Em 2002, a série antiga mostrava a carga tributária de 34,9%. Pela série nova, está em 32,3%. Não estou duvidando dos números, só estou tentando interpretar o que os números indicam. E há evidências muito distintas daquelas que foram constituídas pela opinião pública.
E sobre o que vai decorrer da interpretação desses números? O senhor acha que deve ocorrer alguma mudança na política econômica do governo por conta dessa divulgação?A emergência do debate que estava colocado muda. "É uma economia que cresce pouco." Já não é verdade, não está crescendo tão pouco assim.
Mas ainda é pouco, se compararmos com outros países latino-americanos...Mas já não é o menor do mundo. Além disso, não é uma economia que está engessada porque o Estado está crescendo, a carga tributária está aumentando, não é isso. Não é verdade que haja o aumento da financeirização que está contaminando a economia produtiva.
Mas houve crescimento do setor de serviços...A literatura que trata da questão do setor terciário diferencia o serviço em quatro níveis: os serviços de produção, de distribuição, pessoais e sociais. Evidente que os serviços de produção e distribuição estão vinculados à produção. Se esses setores aumentam, é sinal de uma economia mais forte.
Terra Magazine

10 março 2007


LIÇÕES DA HISTÓRIA

Você acha que Chaves e Moralles têm razões para se preocupar??

"Mudança de regime é um novo termo do léxico, mas os Estados Unidos conhecem bem a mudança de regime.(...) Mas estou pensando especialemente na mudança de regime do Irã (...), em agosto de 1953, que derrubou a democracia parlamentar conservadora liderada por Mohammed Mossadegh (na foto) e restaurou o xá, que reinou durante os 25 anos seguintes. O que ocorreu no Irã foi que um governo parlamentar conservador e nacionalista estava procurando retomar suas próprias reservas de petróleo. Eles haviam estado sob controle de uma companhia britânica (...) que havia realizado contratos com os governantes do Irã que significavam pura extorsão e roubo. Os contratos nada davam ao Irã, e os britânicos satisfeitos ganhavam rios de dinheiro. Mossadegh era um antigo crítico dessa subordinação à política imperial. Rebeliões populares compeliram o xá a nomeá-lo primeiro-ministro, e ele tratou de nacionalizar a indústria, o que fazia absoluto sentido. Os britânicos ficaram absolutamente enlouquecidos. (...) O Irã tinha uma longa tradição democrática, inclusive um parlamento, o majlis. O xá não conseguiu reprimir a rebelião desencadeada em apoio à nacionalização. (...) Um golpe anglo-americano derrubou Mossadegh e restaurou o xá no poder, introduzindo 25 anos de terror, atrocidades e violência, que acabaram por provocar a revolução de 1979 e a expulsão do xá.", por Noam Chomsky.

01 março 2007


ASSOCIAÇÕES LIVRES



Ontem voltava para casa e pensava sobre o poder e sobre a tentação que os poderosos têm de dominar e oprimir seus críticos. Isso é muito comum na política mas é praxe nas corporações.
É como se o dominador pudesse selar e montar o dominado.
Só que às vezes ele se depara com cavalos alados que não se deixam cavalvar.

Figueiredo preferia o cheiro dos cavalos ao do povo.
Ex-chefe do SNI, talvez soubesse como poucos que a combinação sórdida do poder e do segredo, quase sempre resulta em arbítrio.



Outro que conheceu bem o caráter ilimitado do poder foi Júlio César.
Caio Augustus Calúgula não diferenciava o cheiro de seus senadores do de seu cavalo Incitatus. Também não tinha muito apreço por diferenciar gêneros humanos...


Enquanto isso, no meu canto, me admira o canto da cigarra. Um inseto esquisito, indefeso, mas neste caso, muito barulhento. Tem o poder de ocupar - no grito - um grande espaço, quase sempre sem sequer ser visto.

 
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